inescburg@yahoo.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Projeto Agroflorestar divulga suas propostas e resultados na Plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável




                Plataforma virtual da FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, inclui a agrofloresta agroecológica desenvolvida pela Cooperafloresta como boa prática para o desenvolvimento sustentável.

Unir agricultura e recuperação dos recursos naturais é questão central para a qualidade e oferta de água, biodiversidade e alimentos em nível global, contribuindo fortemente para o re-equacionamento do antagonismo entre produção de alimentos, floresta e disponibilidade de água, com repercussões que vão muito além do contexto local e regional. Os sistemas agroflorestais (SAFs) agroecológicos podem produzir alimentos com fartura e, ao mesmo tempo, acelerar o processo que regenera a vida das florestas e a integridade do ciclo ecológico. Além disso, contribuem para modificar os padrões de produção e consumo da sociedade, construindo uma perspectiva inovadora e sólida de sustentabilidade com autonomia e soberania das comunidades rurais. O Projeto “Agroflorestar, co-operando com a natureza”, patrocinado pela Petrobras  através do Programa Petrobras Socioambiental, é coordenado pela Cooperafloresta e desde 2010 vem sendo uma referência regional e nacional, irradiando a agrofloresta agroecológica de diversas maneiras.  Agora, o Projeto integra também a Plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa da FAO.
O que é a plataforma?
(texto adaptado do site da plataforma boas práticas para o desenvolvimento sustentável, www.boaspraticas.org.br)
 O Brasil obteve grande sucesso em sua estratégia de promover o desenvolvimento humano, aliando inclusão social, promoção e garantia de direitos ao crescimento econômico, especialmente na última década. Para alcançar esse resultado, foi fundamental o alinhamento interinstitucional, com comprometimento em todos os níveis e esferas de governo, incluindo as empresas públicas.
Visando compartilhar experiências nesse tema, estabeleceu-se um programa de cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO –, intitulado "Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO". Foram estabelecidas parcerias entre empresas públicas, as três esferas de governo e instituições regionais e municipais, visando estimular a realização de atividades para a promoção do desenvolvimento sustentável. As ações são desenvolvidas por meio da implement ação de programas e projetos de apoio à agricultura, conservação ambiental, inovação tecnológica, energias renováveis, geração de trabalho e renda e fortalecimento de políticas públicas.
O objetivo é proporcionar troca de experiências, sobretudo com nações latino-americanas e africanas, a partir do diálogo em prol do Desenvolvimento Sustentável. Neste contexto, a Plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável é resultado do Acordo assinado entre a FAO, a ITAIPU Binacional e o Governo do Estado do Paraná, com a proposta de disseminar e compartilhar um conjunto de iniciativas replicáveis de boas práticas (programas, projetos, ações individuais) desenvolvidas inicialmente na Região Oeste do Estado do Paraná/Brasil e nos tr&ec irc;s Estados da região Sul do Brasil.
Estas iniciativas estão agrupadas em cinco áreas temáticas: agricultura, energias renováveis, inclusão socioprodutiva, meio ambiente e segurança alimentar. O Projeto Agroflorestar figura na área temática “Agricultura”, e sua descrição detalhada pode ser acessada no link http://boaspraticas.org.br/index.php/pt/reas-tematicas/agricultura/543-projeto-agroflorestar.

Por que o Projeto Agroflorestar é uma boa prática para o desenvolvimento sustentável?
O Projeto Agroflorestar busca resgatar saberes, produzir conhecimento e irradiar práticas e valores para a transformação da agricultura, por meio da agrofloresta agroecológica. Dessa forma, agricultores familiares, quilombolas e assentados da reforma agrária vêm demonstrando que é possível conciliar elevadas produtividades com ampliação da biodiversidade e conservação ambiental, no mesmo espaço, promovendo a fartura, a solidariedade, a segurança alimentar e a qualidade de vida. “É isto que torna o Projeto uma boa prática com potencial de irradiação em diversos níveis”, comenta Nelson Eduardo Correa Netto, coordenador deste projeto.

De onde veio e para onde vai?
A Cooperafloresta foi formada em 1996, no Alto Vale do Rio Ribeira (PR/SP), região de baixíssimo IDH. As famílias hoje associadas praticavam agricultura de roça e queima. A produção era vendida a atravessadores e rendia de um a três salários mínimos/ano. Em duas décadas de existência, as práticas agroflorestais da Cooperafloresta permitiram um grande aumento de renda, a partir de um sistema que une excelente produtividade com recuperação ambiental e que tem servido como referência para muita gente.
Desde 2010, o Projeto Agroflorestar passou a apoiar a iniciativa, aportando recursos para a expansão de áreas e do número de agricultores agroflorestais, para a formação (Escola Agroflorestal) e para a pesquisa, trazendo análises científicas à prática agroflorestal. Desde 2012, passou a haver maior aproximação com agricultores de assentamentos de reforma agrária, gerando a segunda versão do Projeto, cuja missão tem sido implantar os conceitos e práticas agroflorestais já consagradas em assentamentos localizados em outros ecossistemas. Neste sentido, os focos de construção de referências têm sido nos assentamentos Mario Lago (Ribeirão Preto, SP) e Contestado (Lapa, PR).
Hoje, as referências criadas no Alto Vale do Ribeira e nos assentamentos já se consolidaram como bases de irradiação da agrofloresta agroecológica.

Como o projeto atua?
Projeto Agroflorestarpatrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental,  vem atuando a partir dos seguintes objetivos: qualificar e ampliar a produção agroflorestal junto às famílias agrícolas, assentadas e quilombolas, por meio de assessoria técnica, formação de multiplicadores, planejamento coletivo de agroflorestas e implantação e manejo de agroflorestas de forma articulada à realização de mutirões e intercâmbios; implementar ações de pesquisa participante, sob a ótica da biodiversidade, da fertilidade e demais características físicas do solo e do carbono na prática agroflorestal, monitorando indicadores ambientais e produtivos; fortalecer a “Escola Agroflorestal” considerada como a construção constante de conhecimento quando as famílias desenvolvem suas agroflorestas, quando agentes multiplicadores e técnicos assessoram os grupos na qualificação da sua produção, quando se praticam os mutirões, se processa a produção e a comercialização de forma coletiva, e quando os pesquisadores desenvolvem experimentos, estudos e intercâmbio com os agricultores; e, sistematizar as experiências (em boletins informativos, cartilhas, vídeos e livros), oportunizando a reflexão e a avaliação, além de gerar referenciais para serem socializados na perspectiva da multiplicação da prática agroflorestal (aqui, há um enfoque especial para a irradiação das práticas agroflorestais a 50 assentamentos de reforma agrária nos estados de São Paulo e Paran&aacut e;, a partir dos assentamentos de atuação direta do Projeto).
Que resultados o Projeto alcançou até agora?
No Alto Vale do Rio Ribeira, área de atuação histórica da Cooperafloresta, as ações do Projeto permitiram maior qualificação dos processos produtivos e, especialmente, da organização da produção, agroindustrialização e comercialização. Hoje, 100 famílias formam a Cooperafloresta, em 1.100 hectares de sistemas agroflorestais estabelecidos, nos quais anualmente são fixadas em média 6,7 toneladas de carbono. Nestes sistemas, são manejadas quase 200 espécies, produzindo aproximadamente 1.000 toneladas de alimentos por ano.  O êxito do trabalho vem ser vindo de referência para cursos e visitas técnicas, nos quais têm participado aproximadamente de 1.000 pessoas por ano, especialmente agricultores, quilombolas e indígenas, de diferentes partes do Brasil.
A organicidade do trabalho da Cooperafloresta foi fundamental para aportar elementos conceituais e práticos para o desenvolvimento de agroflorestas nos assentamentos Mário Lago (Ribeirão Preto/SP), Contestado (Lapa/PR). Este desenvolvimento tem servido como referência para outros 50 assentamentos destes estados, por meio de cursos e visitas técnicas de seus agricultores, o que tem possibilitado a implantação gradativa de práticas agroflorestais por quase 900 famílias assentadas. Nestes assentamentos, diferentes movimentos sociais já vinham há algum tempo, consolidando cada vez mais a prática agroecológica. Neste contexto, o fazer agroflorestal vem modificando a paisagem e a relação dos agricultores com o processo produtivo, além de promover a aproximação entre agricultores e consumidores. “As ações de pesquisa vêm demonstrando a rápida evolução de fertilidade do solo, da fixação de carbono e da biodiversidade nas agroflorestas, de forma associada ao incremento de renda”. Comenta Walter Steenbock, pesquisador do ICMBio. “Com relação aos aspectos mercadológicos, o Projeto Agroflorestar vem apoiando a consolidação de canais de comercialização e a agroindustri alização, procurando construir uma lógica de mercado em que se consuma por razões de ética social e ambiental, indo muito além da inclusão social. Esta lógica é uma ferramenta fundamental para a formação de uma sociedade solidária e baseada na ética de cooperação dos seres humanos entre si e com a natureza”, afirma Nelson (coordenador do Projeto).

Sobre a Cooperafloresta – http://cooperafloresta.com
A Cooperafloresta nasceu em 1996, sendo formalizada em 2003. Promove o fortalecimento da agricultura familiar e camponesa, assessorando os processos de organização, formação e capacitação das famílias agricultoras, planejamento e manejo dos sistemas agroflorestais, além do beneficiamento, agroindustrialização, certificação participativa e comercialização coletiva e solidária da produção.  Além do Projeto Agroflorestar, a Cooperafloresta executou três outros projetos patrocinados pela Petrobras que tem se configurado como uma parceira fundamental para a consolidação, qualificação e multiplicação da prática agroflorestal, geraçã o de renda e conservação ambiental.
 Em 2013, a prática agroflorestal desenvolvida pela Cooperafloresta classificou-se em segundo lugar no Prêmio Tecnologia Social promovido pela Fundação Banco do Brasil. A premiação teve 1.011 projetos inscritos em cinco categorias distintas, e apenas 15 projetos premiados. A tecnologia social em questão foi a ‘Agrofloresta baseada na estrutura, dinâmica e biodiversidade florestal’, da categoria “Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária”.
Sobre o Projeto Agroflorestar
O Projeto  Agroflorestar – iniciativa que busca o equilíbrio entre o desenvolvimento humano e o meio ambiente – está sendo patrocinado pela Petrobras dede 2010. Ao longo de sua execução vem conquistando resultados importantes e muitos avanços,transformando a vida de centenas de famílias agricultoras de diversas regiões do país ao mesmo tempo em que recupera e conserva os recursos naturais.

Informações para a imprensa: JOSI BASSOjosibasso@uol.com.brcooperafloresta@gmail.com - (41) 9959-0506 / (41) 9223-7104 - SKYPE – josibasso1969
JOSI BASSO
Jornalista e Quituteira 
(41) 9959.0506 (41)9223.7104
josibasso@uol.com.br
Skype – josibasso1969
pastificio.blogspot.com.br

Nenhum comentário: