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sábado, 19 de setembro de 2015

Proposições para o Planapo II são apresentadas no 2º dia do Seminário Dialoga Brasil Agroecológico

Foto: Naiara Pontes/SG
Foto: Naiara Pontes/SG
As principais mudanças, desafios e a metodologia participativa de construção do II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) foram apresentados nesta quinta-feira (17/09), no segundo dia do Seminário Dialoga Brasil Agroecológico. O encontro está promovendo o diálogo entre o governo federal e a sociedade civil na elaboração do plano que será executado nos próximos quatro anos. Nesta edição, dois novos eixos, Terra e Território, e Sociobiodiversidade se somam aos eixos Produção, uso e conservação de recursos naturais, Conhecimento, Comercialização e Consumo, já presentes no primeiro Plano.

Na abertura do segundo dia do seminário, o secretário executivo da Secretaria-Geral, Laudemir Müller, avaliou o diálogo como uma possibilidade de ampliação das conquistas agroecológicas e como um estímulo para superação dos desafios do primeiro Planapo: “com a construção desse novo plano o governo federal reafirma, para ainda este ano, o compromisso com o Pronara [Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos], e fortalece a disputa para o desenvolvimento sustentável por meio da agroecologia”.

A apresentação da metodologia e o balanço da primeira fase do Planapo foram feitos por Cássio Trovatto, da Secretaria de Agricultura Familiar (Ministério do Desenvolvimento Agrário).  Segundo dados da Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (Ciapo), de 2013 a 2015 mais de 62 mil famílias participaram de ações desenvolvidas no primeiro Planapo. No total, 619 mil instituições estão envolvidas na execução do plano, 23 mil jovens e mais de 293 organizações sociais. Trovatto citou a consolidação de políticas da Reforma Agrária, a intensificação do debate sobre produção sustentável e a criação, com estados e municípios, de um pacto federativo de estímulo à agroecologia como desafios para segunda fase do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.

Representantes de redes e instituições que atuam com práticas sustentáveis de cada uma das cinco regiões brasileiras, como a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Rede Ecovida, Museu da Amazônia (Musa), o Centro de Agricultura Alternativa e do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, participaram da mesa de trocas de experiências, e apresentaram práticas agroecológicas apoiadas pelo Planapo.

As atividades do Seminário Dialoga Brasil Agroecológico serão finalizadas nesta sexta-feira (18/09) com a continuidade dos trabalhos em grupos temáticos que vão propor contribuições para elaboração do Planapo II.

Confira a programação completa: aqui.

Marilia Marques - Ascom/SG

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