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sábado, 25 de julho de 2015

Pedro Paulo Diniz: "produzir esse tipo de alimento saudável em larga escala, tornando-o mais barato e acessível para a população"


Ele era conhecido como o playboy da Fórmula 1, saía com modelos, era amigo do príncipe de Mônaco, andava de Ferrari e tinha sobrenome: DinizPedro Paulo Diniz, herdeiro do grupo Pão de Açúcar andou sumido, saiu das colunas sociais, fugiu das lentes dos paparazzi e abandonou as pistas – as de corrida e as das baladas. Mas por onde anda um dos homens mais ricos do Brasil?
Diniz vive com a mulher, que de famosa não tem nada, e os dois filhos em uma fazenda no interior de São Paulo. Em vez de carros, glamour e curtição, agora ele pratica ioga diariamente, estuda veterinária, agricultura e quer ser o dono da maior fazenda de orgânicos do país. “No começo você entra no jogo, acha legal, se sente o bacanão. Você se acha fodão por comprar uma Ferrari com desconto, circular em Mônaco com ela. Mas faltava alguma coisa. No primeiro dia é como criança com brinquedo novo, depois enjoa. E não preenche nada“, disse ele em entrevista à Revista Trip.
Depois de tentar a vida como piloto em diversas categorias de competição automobilística e trabalhar também nos bastidores das equipes, Diniz cansou do dinheiro, do jogo de interesses, da velocidade e de chegar a lugar algum. De volta ao Brasil, após uma temporada na Inglaterra, o ex-piloto buscava um novo caminho, algo que fizesse sentido e o levasse para longe do raso da vida. Por indicação da modelo Fernanda Lima, com quem chegou a ter um breve relacionamento, Diniz se iniciou na prática do ioga e então começou a entender que a felicidade não estava em Mônaco, no Caribe ou em um jatinho particular, mas dentro dele mesmo e na natureza.
pedro-paulo-diniz
Nas as aulas de ioga ele conheceu Tatiane Floresti, com quem se casou e teve um filho. Isso foi o que bastou para que Diniz entendesse a necessidade de fazer algo maior, pelo mundo. NaFazenda da Toca, ele desenvolve métodos para cultivar frutas orgânicas, isto é, sem o uso de venenos, algo que, no Brasil, representa apenas 0,6% do mercado. Seu objetivo é produzir esse tipo de alimento saudável em larga escala, tornando-o mais barato e acessível para a população. Hoje, a fazenda já é a maior produtora de leite orgânico e tem uma produção expressiva de laticínios e ovos orgânicos, além de já produzir algumas frutas. “E no ano em que Tati ficou grávida do Pedrinho, vi aquele filme do Al Gore, Uma Verdade Inconveniente. Aquilo mexeu muito comigo. Caramba, estou colocando um filho no mundo e o mundo está detonado. Como esse moleque vai viver lá na frente?“, contou Diniz, que vive praticamente no anonimato, longe do glamour e feliz.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

quarta-feira, 22 de julho de 2015

NOVAS PERSPECTIVAS PARA A AGRICULTURA BIODINÂMICA



solos hospedam biodiversidade
Foto: FAO/Olivier Asselin, Fonte: Ecodebate
O aumento de notícias sobre resíduos de agrotóxicos nos alimentos, sobre a instabilidade climática e sobre temas relacionados, como o dos transgênicos, parecem estar ecoando mais entre consumidores, comerciantes e produtores. O crescimento do número de produtores e de feiras e a maior variedade de produtos orgânicos até nas prateleiras de alguns supermercados, parece refletir esse movimento adicional que nos permite admitir a possibilidade de um novo impulso também para o desenvolvimento da agricultura biodinâmica entre as demais formas de agricultura orgânica, é claro.
A maior barreira à generalização da demanda por produtos orgânicos continua sendo a ideia de que o preço destes ainda é elevado e mesmo proibitivo para a população em geral. Por outro lado também vemos crescer comentários de consumidores que percebem o maior gasto  compensado pela qualidade, pela economia futura com saúde e pelos óbvios benefícios ambientais indiretos.
Mas ainda há outra movimentação recente nesse campo que pode ser notada por quem acompanha as instituições de pesquisa e de extensão como EMBRAPA, CATI e outras. É aí que a mídia vai buscar suas matérias sobre as novas técnicas no campo da agropecuária. Tanto nesses meios quanto na cena do agronegócio repete-sehá dois ou três anos e com frequência crescente, o "novo" termo "bioativação do solo". Esse termo surgiu recentemente e de maneira semelhante ao anterior que levou o nome "integração lavoura-pecuária".
Um artigo publicado no InformativoAgrolink sob o título "Bioativação de solo é arma para incremento de produtividade" comenta o "boom" desse novo método agrícola ressaltando suas qualidades que consistem "no fortalecimento de microorganismos presentes no solo, através de produtos biotivadores aliados às técnicas de rotação de cultura, planta de cobertura, adição de matéria orgânica, plantio direto com qualidade, etc." ... O técnico do Instituto Agronômico do Paraná (o IAPAR) afirma, segundo o mesmo artigo, que "A bioativação de sistemas é a revolução da fertilidade biológica dos solos que foi esquecida ao longo dos anos..." mas felizmente ainda menciona que "...a técnica é usada na agricultura orgânica mundial."
É surpreendente, mas principalmente animador, constatar essa reviravolta tanto por parte dos técnicos quanto por parte dessas tão respeitadas e ultimamente até mesmo aclamadas instituições oficiais de pesquisa e extensão agropecuária. Com esse tipo de comentário, relativamente frequente nos últimos poucos anos, esses técnicos e as respectivas instituições reconhecem a existencia de conhecimentos - difundidos pelo mundo há quase um século de agricultura biodinâmica e orgânica.
As tendências acima descritas no campo da agropecuária adquirem ainda maior relevância e mesmo destaque no noticiário internacional neste ano em que a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou 2015 como o Ano Internacional do Solo, tema tão caro ao movimento de agricultura biodinâmica desde a sua fundação em 1922.
Em referência à importância dos solos agrícolas, temos outro artigo - que recomendamos ao caro leitor - sob o título "Solos hospedam um quarto da biodiversidade mundial" que ressalta o seu papel (dos solos) do ponto de vista da segurança alimentar e da biodiversidade garantidora da vida no planeta. Resta-nos juntar-nos ao movimento sugerido pela FAO e festejar esses pequenos, mas imensos passos na direção de uma nova compreensão do que vem a ser a própria agri-cultura para a natureza e para o desenvolvimento - talvez seja mais apropriado dizer evolução - do ser humano.
Marco Bertalot, economista

terça-feira, 21 de julho de 2015

Avaliação Toxicológica de Agrotóxicos

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Um alerta foi feito: é preciso conservar as sementes tradicionais

http://www.encontrodeculturas.com.br/2015/noticia/733/um-alerta-foi-feito-e-preciso-conservar-as-sementes-tradicionais#.Va6kyjvwuWo.facebook

Foi quando os Krahôs necessitaram de algumas sementes que as demais etnias começaram a buscar as sementes que lhes faltavam. Agora muitas vivem o resgate da alimentação indígena e do extrativismo sustentável.


Magali Colonetti
Em 19/07/2015, 22:58


Lideranças Krahô falaram sobre sua busca por sementes tradicionais. . Foto: Leonil Junior
Na mitologia Krahô a estrela mulher Catxêkwyj é a responsável pelas sementes da terra. Com o tempo muitas dessas sementes se perderam por alguns motivos, entre eles a falta de terra produtiva. O costume nômade dos indígenas foi podado ao terem que ficar em terras demarcadas, impedindo migrar para terras boas depois de usufruir de uma outra. Para completar, em algumas aldeias os jovens deixaram de plantar. E com a necessidade de ter as sementes da Deusa novamente, o povo Krahô pediu ajuda a Terezinha Dias na Embrapa iniciando assim um resgate importante na plantação dos alimentos tradicionais de muitos povos. História essa contada na roda de prosa da tarde deste domingo.

Terezinha foi quem iniciou o papo sobre a conservação de sementes tradicionais e crioulas, extrativismo sustentável e segurança alimentar de povos indígenas. Segundo ela, a busca pela preservação de sementes tradicionais é uma questão de política pública. Atualmente são 200 mil tipos de sementes espalhados pelas sedes da Embrapa e disponíveis para que o plantio das mesmas seja feito. “A gente só muda os costumes a partir de uma demanda popular. Procurar a Embrapa quando uma semente acabou é um serviço e divulgação do uso da instituição que precisa ser mais divulgado”, comentou.

E foi nessa busca do povo Krahô que surgiu a troca de sementes em 2007 e desde então eles realizam uma feira em suas terras todo mês de setembro do ano. Outras etnias aderiram a ideia na sequencia e houve o retorno da troca de sementes entre os povos. Um costume que se perdeu ao longo dos anos devido à distância territorial entre as aldeias. “Quando eu era criança minha avó contou sobre as sementes antigas que minha aldeia perdeu. Eu pensava onde encontrar essas sementes. A Terezinha que contou tudo pra mim e falou sobre a feira dos Krahô”, contou o Cacique José Guimarães Sumené Xavante. Atualmente eles também realizam sua feira de trocas e estão em constante busca das sementes tradicionais. “Eu fiz reunir a comunidade porque não posso olhar comida no mercado. Não tenho grana pra isso e são comidas de branco. Não faz bem, não me da a força que preciso. Eu vou trabalhar junto com a comunidade, não posso ficar quieto”, completou. “A semente que nós pegamos não é de hoje, nem de ontem... é da mulher estrela. Não dá para adubar alimento sagrado. Nós não plantamos para revender no mercado, nós plantamos para ter o alimento suficiente até a próxima safra”, contou o cacique Getúlio Krahô. Ele terminou sua fala afirmando que todos nós formamos o povo da terra sagrada e que nós fizemos esse intercâmbio de sementes.

Toda ajuda é bem-vinda
Enquanto a prosa acontecia, uma feira de troca acontecia. Tudo arquitetado pelo projeto Raízes das Imagens que surgiu ao trabalhar com oficinas de vídeo nas aldeias. Durante as conversas viram o problemas que aconteciam pela falta de sementes tradicionais nas aldeias que passavam. Também observaram a falta de conhecimento em técnicas de plantio. Dessa necessidade surgiu o projetoMultiplica para buscar conscientizar no auto-reflexo do valor da tradição que essas sementes carregam. Assim o grupo começou a passar por comunidades agrícolas, principalmente os novos rurais que hoje investem no plantio consciente, passando as sementes para quem quer ajudar a criar um banco de sementes na terra.

Para reforçar a importância da semente na cultura dos povos, a etnia Krahô demonstrou uma das danças feitas na Festa da Batata. Essa é a festa da semente e é uma festa sagrada. Realmente a questão de plantio e regaste de sementes tradicionais é uma das principais questões do povo indigina atualmente. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

SIRGEALC Submissão de trabalhos prorrogada até 31 de julho

Garanta a sua vaga e evite contratempos de última hora! Faça já a sua inscrição! Submissão de trabalhos prorrogada até 31 de julho! Inscreva-se aqui: http://www.10sirgealc.com.br/inscricao/
10º Sirgealc - Recursos Genéticos no Século 21: de Vavilov a Svalbard acontece só em outubro, mas as inscrições já estão abertas!
Para saber mais informações sobre este evento internacional, acesse:http://bit.ly/1Bu8lMP

Revista Biodiversidade, sustento e culturas N° 83 (versión Portugués)

Crisis climática
A resistência cresce. A guerra contra os jovens desencadeada em várias partes do mundo, com particular sanha no México e Centro América, teve uma repercussão inusitadamente mundial, que vem articular muitas outras lutas e resistências que estavam aí. O embate contra os jovens vem fortalecer uma renovada mobilização nas ruas, mas também uma busca por entender mais, entender com outras e outros, trabalhar por nossa reabilitação como sujeitos, como atores e atrizes da nossa própria problemática e circunstância, recuperando saberes, a memória territorial do nosso entorno e suas estratégias de trabalhar para produzir alimentos próprios, nos educar, cuidar da nossa saúde, recuperar formas da justiça mais próximas e reais.
E, no final das contas, construir - nos um futuro próprio de todos e todas,um futuro praticável e de prazo perpétuo, mais justo para toda a Natureza, com a que estamos entremeados todos (todas as pessoas,todos os seres humanos).
Fuente: GRAIN
Para acceder a la revista completa (formato PDF) haga clic en el enlace a continuación:

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Livro Políticas públicas de desenvolvimento rural no Brasil


Baixe em: http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2015/10/Pol%C3%ADticas-P%C3%BAblicas-de-Desenvolvimento-Rural-no-Brasil.pdf
 http://lemate.paginas.ufsc.br/…/Livro_Politicas_publicas.pd f
Politicas Públicas de desenvolvimento rural no Brasil
O livro Políticas Públicas de Desenvolvimento Rural no Brasil tem como objetivo proporcionar um panorama do conjunto das políticas públicas que atualmente incidem sobre o meio rural brasileiro, e repercutem na dinâmica econômica e social do país e nas diversas e complexas realidades regionais. Os diversos capítulos abordam a trajetória, as contribuições, os limites e os desafios recentes de políticas agrícolas, agrárias, sociais, ambientais, de segurança alimentar e nutricional, de desenvolvimento territorial, de ciência e tecnologia, e de políticas direcionadas para grupos ou segmentos sociais específicos do meio rural brasileiro. É de conhecimento geral a existência de um amplo conjunto de estudos, relatórios e artigos sobre cada uma das ações e programas públicos analisados neste livro. No entanto, procuramos oferecer uma obra que reunisse estas reflexões e análises, proporcionando uma leitura mais integrada da intervenção do Estado no meio rural nas décadas recentes assim como de suas repercussões sobre as dinâmicas e os processos sociais.