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sexta-feira, 29 de março de 2013

'FAO: Stand with family farmers at the IYFF 2014'

March 2013: The debate on the future of food and agriculture goes on. Last week, two high level speakers from Brazil climbed the stage of Wageningen University to voice divergent perspectives on family farming. It is clearly time to give explicit support to family farmers.

On 15th March 2013, FAO’s Director General, Dr. Graziano da Silva was a keynote speaker at the Dies Natalis of Wageningen University and Research Centre (WUR) in The Netherlands. He pointed at the upcoming Year of Family Farming in 2014, a tribute to the important role family farmers play in ensuring food security in their countries.
Three days later, on Monday 18th March, Irene Cardoso, a soil scientist from Brazil, spoke in the same university about the power of agro-ecology, as part of a national debate series on the impact of food production on ecology, energy, development and health. Whereas Graziano had an audience of predominantly professors, staff and alumni of the university, Irene spoke mainly to international students, farmers and civil society actors.

Enabling environment

Graziano rightly noted that small scale family farming is the main producer of food consumed in most developing countries. However, he emphasized that family farming and large scale industrial agriculture should co-exist. "I believe there is room for both agricultural models in the world today, we need both of them," he said.
Irene Cardoso, who is the vice-president of the Brazilian Association for Agro-ecology, also demonstrated that it is in the first place sustainable family farming that feeds the people of Brazil. But industrial monocultures are on the rise. “Large scale soybean production in Brazil is there to feed cows in the Netherlands and China while destroying Brazilian rainforests and threatening the survival of small scale farmers”.
Cardoso highlighted the power of agro-ecological family farming, and the need to support it by creating enabling policies: a political solution to a political problem.

The policies we need

The messages of these two speakers, both from Brazil, reminded me of another message, by an African farmer, last year during the Rio+20 Conference. Djibo Bagna, who is the president of ROPPA, the network of small-scale producers organisations in West Africa, stood up and praised Brazil for its innovative public policies in support of family farming:
These are the type of policies we need in Africa. We call for your support in developing them in the African context”. Immediately after, he raised a concern: “But we are not interested in your agro-industrial model of large-scale production as this increases inequalities, exploits the natural resource base and marginalizes the space for small-scale family farmers”. He got a standing ovation from the audience.

Use the opportunity

A lot of water will flow through the Amazon, the Niger and the Rhine rivers before two such divergent agricultural paradigms have found a way to co-exist without one system destroying the other. Let the Year of Family Farming be a year of reflection on essential family farming values such as food sovereignty, respect for nature, diversity and human dignity, that should not be compromised for “larger” development objectives.
We call upon FAO to put its money where its mouth is use the International Year of Family Farming in 2014 as a strategic and urgent opportunity to work with farmers, scientists, governments and civil society to create an enabling environment for sustainable family farming.
The FAO and the WUR have signed an agreement for future cooperation. They can decide to make a difference: they can make 2014 the beginning of a new era where they stand with family farmers, or continue with business as usual.
Edith van Walsumdirector of ILEIA, Center for Learning on Sustainable Agriculture, The Netherlands
Further reading:
Janneke Bruil –  Programme Officer

logoILEIA - Center for Learning on Sustainable Agriculture
AgriCultures Network secretariat
PO Box 90 • 6700 AB Wageningen • The Netherlands • www.ileia.org
+31 (0)317 760010 • f +31 (0)33 463 24 10 • j.bruil@ileia.org 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Uma Agrofloresta em Pleno Semiárido


publicado por Comunicação Caatinga

 
A experiência da família de Adão de Jesus Oliveira
 
Aos 32 anos de idade, Adão Jesus de Oliveira prova que é possível conviver de forma digna e sustentável com o semiárido, e tirar da caatinga o alimento e o sustento da família. Na comunidade Agrovila Nova Esperança, localizada no município de Ouricuri (PE), Adão junto com sua esposa, Fabiana Oliveira e os dois filhos, mantém um Sistema Agroflorestal (SAF). Implantado há mais de três anos, o SAF garante alimento e renda para a família, lenha e carvão para o consumo doméstico, aliado a práticas de preservação e recuperação da agrobiodiversidade no seu agroecossistema.
“Resolvi implantar uma agrofloresta porque a vegetação da região já está bastante prejudicada. Então posso mostrar que é possível produzir conservando a caatinga”, destaca Adão que junto com a família tem consciência do importante papel que exerce na preservação do meio ambiente, e na conscientização de outras famílias.
Além da agrofloresta, nos 8,5 hectares de terra em que trabalha com sua família, Adão também cria caprinos, suínos e galinhas. Planta em roçados, consorciando milho, feijão, sorgo, melancia e algodão. Cria abelhas e cultiva uma horta agroecológica que abastece a família. O excedente é comercializado na comunidade onde mora.
Estocagem de alimentos
Dentro dessa lógica de observação da natureza, a família percebeu que para conviver com o semiárido é preciso estocar, já que no período chuvoso, que é bem curto no semiárido, há bastante forragem, água e alimentos. Neste sentido, Adão, compreendendo a realidade climática e ambiental da região, vem montando várias estratégias para conviver, com dignidade.
Em termos de estoques, ele produz silo de milho, sorgo e outras plantas cultivadas e nativas; produz feno da palha do feijão, palha do milho e de capins nativos e cultivados. Guarda ainda, o milho e o sorgo em grãos, que durante a seca são triturados e fornecidos aos animais, junto com o silo e o feno. Essa prática permitiu que a família aumentasse o seu criatório e diminuísse a mortalidade dos animais.
Hoje eles contam com uma cisterna de 16 mil litros para consumo doméstico, adquirida por meio do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e outra de 52 mil litros conseguida através do Programa Uma Terra Duas Águas (P1+2) para irrigação das fruteiras e hortaliças da agrofloresta, ambas as ações provenientes da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA) com o apoio do Caatinga.
A experiência da família de Adão e Fabiana é referência na região. Eles recebem permanentemente, visitas de intercâmbio de outras famílias e comunidades, de escolas, entidades e movimentos sociais, inclusive vindos de outros estados, e mostram que manejando a terra de forma ecológica, e respeitando os limites da natureza é possível promover um mundo melhor e saudável para todas as pessoas.


Agrotóxicos e doença de Parkinson: pesquisadores da UCLA desvelam mais provas da conexão


Sexta, 01 de março de 2013
Por vários anos, os neurologistas da UCLA (nt.: Universidade da Califórnia, Los Angeles) vêm conjeturando uma percepção de que há um vínculo entre agrotóxicos e a doença do Mal de Parkinson. Até agora, os venenos agrícolas paraquat, maneb e ziram — comumente asperguidos no Vale Central da Califórnia e outros lugares — vêm sendo conectados aos aumentos da doença, não somente entre os trabalhadores, mas também nos indivíduos que simplesmente vivem ou trabalham próximos aos campos cultivados ou que provavelmente venha inalando as partículas da deriva.

A reportagem é de Mark Wheeler, publicada no UCLA Newsroom e reproduzido pelo sítio Nosso futuro roubado, 03-01-2013.. A tradução é deLuiz Jacques Saldanha.

Agora os pesquisadores da UCLA descobriram a conexão entre o Parkinson e um outro agrotóxico, o benomil (nt.:  fungicida usado no Brasil), cujos efeitos toxicológicos ainda permanecem mesmo depois de 10 anos de ter sido banido pela agência ambiental dos EUA (nt.: U.S. Environmental Protection Agency).

Ainda mais significativo é que a pesquisa sugere que a série de eventos danosos postos pelo agrotóxico benomil, podem também ocorrer em pessoas com a doença de Parkinson que nunca foram expostas ao veneno, de acordo com Jeff Bronstein, autor e coordenador do estudo e professor de neurologia na UCLA, e seus colegas.

A exposição ao benomil, dizem eles, inicia uma série de eventos celulares que podem levar à doença de Parkinson. O agrotóxico impede que a enzima chamada aldeido desidrogenase/ALDH se mantenha como uma tampa sobre a DOPAL (nt.: 3-4-dihidroxifenilacetaldeido), uma toxina que naturalmente ocorre no cérebro.  Quando fica sem ser controlada pela ALDH, a DOPAL se acumula, danifica neurônios e aumenta o risco individual para o desenvolvimento da doença de Parkinson.

Os investigadores acreditam que suas descobertas a respeito do benomil podem ser generalizadas a todos os pacientes com Parkinson. O desenvolvimento de novos medicamentos para proteger as atividades da ALDH, dizem eles, pode eventualmente auxiliar a retardar a progressão da doença, tenha sido ou não o indivíduo exposto aos agrotóxicos. A pesquisa está publicada na edição atual ‘on line‘ do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

A doença de Parkinson é uma desordem debilitante neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Seus sintomas — incluindo tremor, rigidez e movimentos e fala arrastados — aumentam com a degeneração progressiva dos neurônios, fundamentalmente na parte do mesencefálico chamada de substância nigra. Esta área normalmente produz dopamina, um neurotransmissor que permite a comunicação das células e danos a esta parte cerebral têm sido conectados a doença. Geralmente, antes que os sintomas de Parkinson manifestam-se, mais da metade destes neurônios, conhecidos como neurônios dopaminérgicos, já foram perdidos.

Enquanto os pesquisadores têm identificado uma certa variação genética que causa uma certa forma de herança de Parkinson, somente uma pequena fração da doença pode ser responsabilizada aos genes, diz o principal autor de uma pesquisa, Arthur G. Fitzmaurice, um aluno do pós-doutorado no laboratório de Bronstein.

“Como resultado, fatores ambientais quase que certo que também desempenham um papel importante nesta desordem”, disse Fitzmaurice. “Compreender os mecanismos relevantes — particularmente o que provoca a perda seletiva de neurônios dopaminérgicos — pode fornecer pistas importantes para explicar como se desenvolve a doença”.

O fungicida benomil foi largamente empregado nos EUA por três décadas até as evidências toxicológicas revelarem que ele poderia potencialmente desenvolver tumores de fígado, malformações cerebrais e efeitos reprodutivos além de ser carcinogênico. Foi banido nos EUA em 2001.

Os pesquisadores queriam explorar se havia uma relação entre o benomil e o Parkinson, que pudesse demonstrar a possibilidade de efeitos toxicológicos de longo prazo pelo uso do agrotóxico, mesmo uma década depois de sua exposição crônica. Em razão de não se poder estabelecer uma relação causal direta entre agrotóxicos e a Parkinson testando com seres humanos, os pesquisadores procuraram determinar se a exposição em modelos experimentais poderia replicar algumas das características patológicas da doença. Testaram em primeiro os efeitos do benomil em culturas de células e confirmaram que o agrotóxico danificou ou destruiu os neurônios dopominérgicos.

Depois eles testaram o agrotóxico com o modelo experimental empregando o modelo do peixe ‘paulistinha ou zebrafish’ da doença. Este peixe de água fresca é comumente utilizado em pesquisas porque é facil para ser manipulado geneticamente, desenolve-se rapidamente e é transparente, tornando a observação e a medição biológica muito mais fácil. Pelo uso de um corante fluorescente e contando os neurônios os pesquisadores descobriram que havia uma significantiva perda de neurônios no peixe – mas somente os dopaminérgicos. Os outros neurônios não foram afetados.

Até agora, evidências tinham apontado um culpado particular — a proteina chamada α-synuclein — no desenvolvimento do Parkinson. A proteina, comum nos pacientes de Parkinson, é avaliada de que é quem cria a via para a doença quando conecta conjuntamente nos ‘aglomerados’, tornando-se tóxica e matando os neurônios do cérebro.

identificação da atividade desta enzima ‘ALDH’ agora dá aos pesquisadores outro alvo para focar sobe uma tentativa de estancar esta doença.

“Sabíamos que nos modelos de pesquisa com animais e em culturas de células, os agrotóxicos provocam um processo neurodegenerativo que leva à doença de Parkinson”, diz Bronstein, que dirige o Programa de Movimento de Desordens da UCLA. “E estudos epidemiológicos têm mostrado consistentemente que a doença ocorre em altos níveis entre os agricultores e a população rural. Nosso trabalho reforça a hipótese de que os agrotóxicos podem ser parcialmente os responsáveis e a descoberta desta nova via pode ser uma nova trilha para o desenvolvimento de fármacos”.

Outros autores deste estudo inclui Lisa BarnhillHoa A. LamAaron Lulla, Nigel T. MaidmentNiall P. Murphy, Kelley C. O’Donnell,Shannon L. Rhodes, Beate RitzAlvaro Sagastig e Mark C. Stahl, todos da UCLA; John E. Casida da UC em Berkeley; e Myles Cockburn da Universidade Sulista da California. Os autores declaram não haver conflito de interesse.

Este trabalho foi financiado pelo National Institute of Environmental Health Sciences pelas concessões P01ES016732, R01ES010544, 5R21ES16446-2 e U54ES012078; concessão do National Institute of Neurological Disorders and Stroke NS038367; e pelo Veterans Affairs Healthcare System (Southwest Parkinson’s Disease Research, Education, and Clinical Center); e a Fundação Michael J. Fox Foundation; a Fundação Levine; e a Aliança Parkinson.

The UCLA Department of Neurology - Departamento de Neurologia da UCLA, com mais de 100 membros do corpo docente, abrange mais de 20 programas de investigação relacionada com a doença, juntamente com grandes programas de ensino e de clínica. Esses programas abrangem mapeamento cerebral e neuroimagem, distúrbios do movimento, doença de Alzheimer, esclerose múltipla, neurogenética, desordens nervo e musculares, epilepsia, neuro-oncologia, neurotologia, neuropsicologia, dores de cabeça e enxaquecas,  neuro-reabilitação e distúrbios neurovasculares. O departamento classifica no alto dois de seus pares no financiamento do National Institutes of Health.

sábado, 2 de março de 2013

PRIVATIZAR LA SEMILLA SIGNIFICA PRIVATIZAR LA VIDA



Las empresas dijeron necesitamos leyes que impidan a los agricultores guardar sus semilla y lo llamaron derechos de propiedad intelectual.Para poder definir la semilla como de su propiedad intelectual las empresas se dieron cuenta que primero deberían modificarlas un poco y por eso crearon la ingeniería genética y los transgénicos. Toman el gen de una bacteria lo introducen en una planta. Y dicen ahora hemos creado algo nuevo somos creadores por lo tanto somos dueños. La fertilidad de la semilla viene de la polinización, para que exista la proxima generación de semillas debe existir la fertilización. Pero al declararla propiedad intelectual compartir se convierte en un crimen, conservar se convierte un crimen. La patente significa que nadie mas puede utilizar, producir o distribuir lo que se ha patentado. La patentes están relacionadas con el cobre de royalities, igual que la gente cobra alquileres por las casas.

MONSANTO COBRA ALQUILER POR LA SIGUIENTE GENERACIÓN DE PLANTAS.

Monsanto es una sola empresa controla el 95% de la semilla de soja vendida en cualquier parte del mundo.

Vandana Shiva

http://www.youtube.com/watch?v=3Beqdeao-ZE —