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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

China 'no traga' con el maíz transgénico: Devuelve a EE.UU. medio millón de toneladas

Publicado: 21 dic 2013 | 14:25 GMT Última actualización: 21 dic 2013 | 14:25 GMT
China ha devuelto esta semana 545.000 toneladas de maíz transgénico a EE.UU. tras encontrar una cepa genéticamente modificada no aprobada por el Ministerio de Agricultura del país asiático.
Se trata de 12 lotes de maíz transgénico MIR-162 importado de EE.UU. que no recibió la aprobación del ministerio chino de Agricultura. El organismo detalló a través de su sitio de internet que debido a este hecho la carga fue rechazada y devuelta a EE.UU., así como también instó a Washington a "reforzar sus medidas de control".

La importación de la primera cosecha de transgénicos, la soja, fue aprobada por el Gobierno chino en 1997. Actualmente China ya ha aprobado 15 cepas de maiz transgenico y el MIR-162 está esperando su turno. 

"El proceso de evaluación de la seguridad [de MIR162] no ha sido concluido y no se permiten las importaciones hasta que no se expida el certificado de seguridad", ha dicho el vice ministro de agricultura chino, Niu Dun. 

El Gobierno chino promueve el uso de los transgénicos para aumentar la producción de alimentos, pero choca con la critica por parte de los opositores de los transgénicos, que ponen en duda la seguridad de los transgénicos, especialmente aquellos, importados de EE.UU.  

A principios de deciembre China ya devolvió a EE.UU. otras 60.000 toneladas de maíz transgénico por la misma razón.  
Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/114901-china-devolver-eeuu-maiz-transgenicos-gmo

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A crítica a agroecologia de Zander Navarro e seu “autismo científico”


Em recente artigo publicado no O Estado de S. Paulo, o sociólogo e professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Zander Navarro, escreveu o texto intitulado Fadas, duendes e agricultura, em que deslegitimava o modelo de produção agrícola baseado na agroecologia.
Nele, Navarro critica o recém lançado Plano Nacional de Agroecologia e Agricultura Orgânica, do governo federal, chamando-o de fictício, ridículo, absurdo e algo inacreditável e espantoso.
Em resposta a Zander Navarro, José de Souza Silva, Ph.D. em Sociologia da Ciência e Tecnologia, rebate os argumentos do sociólogo a mercê do agronegócio, a quem considera “autismo científico”.
Para José de Souza Silva, Navarro afirma que o desempenho produtivo da agricultura brasileira produz sustentabilidade, quando o modo capitalista global de produção e consumo replicado pelo agronegócio é a causa profunda da vulnerabilidade do Planeta.
Em contrapartida, ao propor “o cultivo das relações, significados e práticas que geram, sustentam e dão sentido à vida humana e não humana, a agroecologia é um obstáculo à acumulação infinita num planeta finito. Por isso Zander é tão agressivo em sua defesa implícita do agronegocio; a agroecologia é o ‘novo inimigo a combater’”.

Confira o artigo

A hybris do ‘ponto zero’ e o ‘autismo científico’

Por José de Souza Silva
Poderia ser o “dia da arrogância científica”, mas este foi apropriado por Zander Navarro com Fadas, duendes e agricultura publicado no Estado de São Paulo (30/10). Melhor designá-lo como o dia do ‘autismo científico’.
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que ocorre na infância e institui um mundo particular para alguém que passa a operar dentro de seus limites. O caso desse autor revela um novo tipo de autismo, o ‘autismo científico’. Este é um transtorno no sistema de verdades, sobre o que é e como funciona a realidade, que ocorre entre cientistas durante sua (de)formação profissional.
Cientistas afetados vivem num mundo especial e não operam fora dele. O fenômeno pode ser entendido a partir do significado da hybris (ou hubrys) do ‘ponto zero’. O filósofo colombiano Santiago Castro-Gómez explica que a ideia de ciência moderna supõe um conhecimento que nega seu lugar de enunciação para legitimar sua neutralidade e universalidade. Mas é essa pretensão de autoridade absoluta que constitui a mais radical das posições políticas.
A aspiração de universalidade nega outras formas de conhecer e intervir e transforma o detentor da razão e da verdade no legítimo porta voz de todos. A hybris é a prepotência do ‘ponto zero’ (não-lugar), a arrogância de quem nega seus interesses humanos, posição política e subjetividade para falar em nome de todos.
Zander vive no ‘ponto zero’. Isso o autoriza a definir quem pode ou não enunciar certas verdades, discernir entre o certo e o errado, distinguir o falso do verdadeiro e separar o joio do trigo. Ele vive na Casa de Salomão que Bacon propôs em Nova Atlântida, a ciência organizada que cria as verdades com as quais o Estado governaria a sociedade.

Leia mais:
Para agrônomo, agroecologia é ciência, consciência e persistência 
Produção agroecológica rege o funcionamento de cooperativa no Paraná 

Furioso com o governo federal, por lançar o Plano Nacional de Agroecologia e Agricultura Orgânica sem visitar a Casa de Salomão nem consultar os semideuses habitantes do ‘ponto zero’, o autor condena o “fictício” conteúdo da proposta, a “ridícula” iniciativa do governo, o “inacreditável” edital do CNPq para fomentar a misteriosa agroecologia, os “espantosos” R$ 98,3 milhões do MDA para ampliar os processos de agroecologia já existentes, os “militantes” que organizaram esse assalto à razão e os “ideólogos” que enquadraram o Planalto em algo tão “absurdo”. Todos estão errados; só ele está certo. A elite científica da Casa de Salomão não autorizou o Plano.
Esquecendo que um cientista atua sob a autoridade do argumento e não sob o argumento da autoridade, o autor perde a razão e faz afirmações autoritárias que o colocam na situação frágil que ele só percebe naqueles que critica.
Condena o Plano por não definir agroecologia, sem definir o que é ciência ao acusar a agroecologia de não ser uma ciência; critica a complexidade dos sistemas agrícolas e defende a uniformidade da produção moderna (mono-cultivos), sem informar que, na natureza, a uniformidade significa vulnerabilidade; afirma que o desempenho produtivo da agricultura brasileira produz sustentabilidade, quando o modo capitalista global de produção e consumo replicado pelo agronegócio é a causa profunda da vulnerabilidade do Planeta.
A tarefa secreta cumprida pelo artigo foi realizada com a maestria de quem domina a arte do “jogo sujo das sombras” que o autor condena em seu artigo. Usa a estratégia do Papa Leão XIII no texto da Rerum Novarum publicada em 1891. Nela, o Papa faz uma defesa do capitalismo, sem falar seu nome, ao defender a propriedade privada como um “direito natural”. Zander também defende o capitalismo, sem falar nele, ao condenar os agroecologistas como anticapitalistas. Esta é a “agenda oculta” de um guardião do capitalismo.
Propondo o cultivo das relações, significados e práticas que geram, sustentam e dão sentido à vida humana e não humana, a agroecologia é um obstáculo à acumulação infinita num planeta finito. Por isso Zander é tão agressivo em sua defesa implícita do agronegocio; a agroecologia é o “novo inimigo a combater”.
Curiosamente, Zander não informa que hoje o saber científico continua imprescindível, mas é apenas um entre outros saberes relevantes e que, dentro da ciência, não existe apenas uma forma de fazer ciência, a positivista prenhe do gene do autismo científico.
Emergem outras opções paradigmáticas, como o neo-racionalismo, neo-evolucionismo e construtivismo. O paradigma positivista perdeu seu monopólio; sua contribuição continua imprescindível, mas restrita aos fenômenos físicos, químicos e biológicos cuja natureza e dinâmica não dependem da percepção humana.
Vinculada à mudança conceitual no processo de inovação, a agroecologia emerge com o construtivismo percebendo a realidade como uma trama de relações, significados e práticas entre todas as formas e modos de vida. Para Zander, o mundo é um mercado onde a existência é uma luta pela sobrevivência através da competição. Salve-se o mais competitivo!
A Casa de Salomão cultiva uma ciência para a sociedade, mas não da sociedade. A ciência praticada aí, que já foi imperial, colonial e nacional, é agora uma ciência comercial comprometida com a sustentabilidade da acumulação capitalista e não com a sustentabilidade dos modos de vida.
Na Casa de Salomão onde reside Zander, o que não emana do mercado, não serve ao mercado e não pode ser traduzido à linguagem do mercado, não existe, não é verdade ou não é relevante. Até quando? A que custo?

Por Página do MST

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

El pasado oscuro de las transnacionales alemanas: Bayer, BASF, Hoechst
Fernando Bejarano González
La transnacional alemana Bayer celebra 150 años desde su fundación con diversas actividades alrededor del mundo y describe su historia como una línea continua de innovaciones científicas que han mejorado la vida de personas y animales, pero guarda silencio sobre la contaminación del medio ambiente, la intoxicación por plaguicidas, las protestas de los trabajadores y la colaboración con el Tercer Reich que son simplemente ignorados, ofreciendo un retrato engañoso de su historia, señala  la Coalición contra los peligros de Bayer.
Miembros de dicha coalición que son accionistas minoritarios de la Bayer presentaron una serie de contramociones en la reunión anual de accionistas de esta empresa en abril del 2013, que se publicaron en su página electrónica, donde enumeran algunos de los problemas ambientales y sociales creados por la corporación. Se cita por ejemplo, su contribución económica para que se derrotara la propuesta del etiquetado de los cultivos genéticamente modificados en California, que si acepta en Europa, aplicando un doble estándar en perjuicio de los consumidores; las muertes por ensayos clínicos de productos de la empresa en la India;   las víctimas de píldoras anticonceptivas en Estados Unidos; las deformidades de una prueba hormonal en Alemania y Reino Unido; la experimentación animal con laboratorios y prácticas cuestionables, entre muchos otros problemas. 

En la contramoción relativa a la celebración de su aniversario la Coalición contra los peligros de Bayer hace responsable al Consejo de Dirección de la trasnacional por el “retrato engañoso de la historia de la empresa en su año de aniversario” y señala algunos hechos criminales. Entre ellos, destacan los acuerdos con la SS para desarrollar experimentos con prisioneros del campo de concentración de Auschwitz cuando formaba parte del cartel I.G. Farben quien tuvo el campo de trabajo esclavo de Buna/Monowitz también en Auschwitz, durante la Segunda Guerra Mundial; hechos de los que profundizaremos en este artículo con la consulta de otras fuentes y que representan el lado más oscuro no solo de la historia de la Bayer sino también de la BASF y la extinta Hoechst.
Origen de la I.G. Farben
Como señala Diarmuid Jeffreys en su 
historia de la I.G. Farben, éste fue el nombre corto de lo que se denominó la “Comunidad de intereses de las empresas del teñido” un poderoso cartel   fundado en diciembre de 1925  como resultado de la fusión de la Bayer con la  BASF, Hoechst  Agfa, Weiler -ter.Meer y Grieshem. En los  siguientes años  (1925-1945) la I.G. Farben fue consolidando su poder monopólico en Alemania, atrayendo inversionistas, fortaleciendo su inversión en investigación y desarrollo, diversificándose en otros sectores por la compra de acciones en otras empresas y expandiéndose en el mercado mundial,  hasta convertirse en la mayor corporación química del mundo, por encima de la inglesa Imperial Chemical Industries (ICI) y la estadounidense Dupont, y ser la cuarta mayor del mundo -después de  la General Motors, U.S Steel y la Standard Oil- con operaciones comerciales en 50 países de los 5 continentes.  Sus sectores productivos ya no estaban sólo en el área de los colorantes de telas, sino de insumos químicos orgánicos e inorgánicos intermedios, la farmacéutica, minas de carbón y gasolina, nitratos sintéticos (necesario para la producción de fertilizantes y explosivos) equipo fotográfico y fibras sintéticas.
Vínculos con el Partido Nacional Socialista
De acuerdo a la 
Fundación Wollheim, Diarmuid Jeffreys y otros estudiosos del tema, la I.G. Farben al crecer y aumentar su poder económico, extendió su influencia en la política alemana, apoyando a diversos partidos, desde el centro a la extrema derecha e incluso tuvo algunos representantes en el parlamento. Directivos de I.G. Farben empezaron a tener contactos con Herman Göring, brazo derecho de Hitler, y la empresa fue el contribuyente individual principal del Partido Nacional Socialista en las elecciones de 1933. Aunque su principal motivación era económica (seguir creciendo y maximizar sus ganancias como toda corporación capitalista) más que por afinidad ideológica, la I.G. Farben fue un aliado estratégico del régimen nacionalsocialista para lograr la autarquía y no depender de materias primas e insumos externos en sectores claves de la economía, como la dependencia petrolera, necesarios para los preparativos de la guerra. A Hitler le interesaban particularmente los planes de la  I.G. Farben para la producción de gasolina de síntesis proveniente del carbón, y la fabricación de caucho sintético que la corporación había denominado “Buna”. 
Los invitamos a leer el artículo completo con las referencias bibliográficas en
http://caata.org/comunicados-de-la-lista-electr-nica-de-rapam.html  donde se comenta la construcción del  complejo químico IG Auschwitz por la  IG Farben y su campo de trabajo esclavo en Auschwitz, el uso de Zkylon B en los campos de exterminio, los experimentos de la Bayer y Hoechst en prisioneros, el juicio militar de Núremberg a la IG Farben y su resolución. así como la lucha por la compensación de los sobrevivientes.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Brazilian president announces plan for green agriculture
Xinhua | 2013-10-18 10:53:18
By Agencies
http://www.globaltimes.cn/content/818671.shtml#.UmGnCfktp5s
Brazilian President Dilma Rousseff announced on Thursday a plan to encourage environmental-friendly agriculture and organic food production.

The president pledged that her administration was committed to carrying out the 8.8 billion-real (4 billion US dollars) Agroecology Plan by the end of her term in December 2014.

Her announcement came one day after protesting farmers occupied the Agriculture Ministry in capital Brasilia to demand "global action on food sovereignty" as part of World Food Day celebrations. They called for better conditions, land reform and transformation of the agribusiness sector, and rejected over-commercialization of agriculture.

"It is possible for a country to grow, distribute wealth, and at the same time, preserve and protect the environment," Rousseff said. "With agroecology, it is possible to produce quality organic food."

"Our country has taken important steps towards the construction of sustainable development standards" to ensure the success of land reforms, the president said, adding land expropriations required will take place by the end of the year.

domingo, 22 de setembro de 2013

Uma verdade cientificamente comprovada: os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente

Nota Conjunta Contra os Agrotóxicos - Fiocruz, INCA, Abrasco

6 de setembro de 2013


  

Historicamente, o papel da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) é de produção de conhecimento científico pautado pela ética e pelo compromisso com a sociedade e em defesa da saúde, do ambiente e da vida. Essas instituições tiveram e têm contribuição fundamental na construção e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

Quando pesquisas desenvolvidas nas referidas instituições contrariam interesses de negócios poderosos, incluindo o mercado de agrotóxicos, que movimenta anualmente bilhões de reais, eventualmente elas sofrem ataques ofensivos que, transcendendo o legítimo debate público e científico, visam confundir a opinião pública utilizando subterfúgios e difamações para a defesa e manutenção do uso de substâncias perigosas à saúde e ao meio ambiente.

A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não se eximem de seus papéis perante a sociedade e cumprem a missão de zelar pela prevenção da saúde e proteção da população. Por esta razão têm se posicionado claramente no que diz respeito aos perigos que os agrotóxicos e outras substâncias oferecem à saúde e ao meio ambiente. Desde 2008, o Brasil lidera o ranking de uso de agrotóxicos, o que gera um contexto de alto risco e exige ações prementes de controle e de transição para modelos de produção agrícola mais justos, saudáveis e sustentáveis.

As pesquisas sociais, clínicas, epidemiológicas e experimentais desenvolvidas a partir de pressupostos da saúde coletiva, em entendimento à complexa determinação social do processo saúde-doença, envolvem questões éticas relativas às vulnerabilidades sociais e ambientais que necessariamente pertencem ao mundo real no qual as populações do campo e das cidades estão inseridas.

Neste sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco estão seguros do cumprimento de seu papel. Portanto, repudiam a acusação de que são guiados por um “viés ideológico” e sem qualidade científica. As referidas instituições defendem os interesses da saúde pública e dos ecossistemas, em consonância com os direitos humanos universais, e firmados pelos princípios constitucionais que regem o Brasil.

A Fiocruz, o Inca e a Abrasco atuam há décadas em parceria com diversas universidades e institutos de pesquisas, como a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em que atua o professor e pesquisador Wanderlei Pignati – citado em reportagem da revista “Galileu” mencionada abaixo –, e outros que desenvolvem pesquisas sobre os impactos dos agrotóxicos e de micronutrientes na saúde e no ambiente que são idôneas, independentes, críticas, com metodologias consistentes e livres de pressões de mercado. Tais pesquisas vêm revelando a gravidade, para a saúde de trabalhadores e da população em geral, do uso de agrotóxicos, e reforçam a necessidade de medidas mais efetivas de controle e prevenção, incluindo o banimento de substâncias perigosas já proibidas em outros países e o fim da pulverização aérea.

O “Dossiê Abrasco–Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde” registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no Brasil e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos na saúde pública e na segurança alimentar e nutricional da população.

Os agrotóxicos podem causar danos à saúde extremamente graves, como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores e cânceres, dentre outros. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados. Além disso, centenas de estudos demonstram que os agrotóxicos também podem desequilibrar os ecossistemas, diminuindo a população de espécies como pássaros, sapos, peixes e abelhas. Muitos desses animais também desempenham papel importante na produção agrícola, pois atuam como polinizadores, fertilizadores e predadores naturais de outros animais que atingem as lavouras. O “Dossiê Abrasco” cita dezenas dos milhares de estudos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais de renome que comprovam esses achados.

É direito da população brasileira ter acesso às informações dos impactos dos agrotóxicos. Faz-se necessário avançar na construção de políticas públicas que possam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados negativamente pelos agrotóxicos, assim como fortalecer a regulação do uso dessas substâncias no Brasil, por meio do SUS.

Nesse sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco repudiam as declarações do diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, e de Ângelo Trapé, da Unicamp, veiculadas na revista “Galileu” nº 266, edição de setembro de 2013, e também na entrevista divulgada no site da publicação, que atentam contra a qualidade científica das pesquisas desenvolvidas nessas instituições e, em especial, contra o “Dossiê Abrasco – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”.

As palavras do diretor-executivo da Andef, que tentam desqualificar e macular a credibilidade dessas instituições, são inéditas, dado o prestígio nacional e internacional e a relevância secular que temos na área da pesquisa e formulação de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação em saúde, bem como na formação de profissionais altamente qualificados.

A Andef é uma associação de empresas que produzem e lucram com a comercialização de agrotóxicos no Brasil. Em 2010, o mercado dessas substâncias movimentou cerca de US$ 7,3 bilhões no país, o que corresponde a 19% do mercado global de agrotóxicos. As seis empresas que controlam esse segmento no Brasil são transnacionais (Basf, Bayer, Dupont, Monsanto, Syngenta e Dow) e associadas à Andef. As informações sobre o mercado de agrotóxicos no Brasil, assim como a relação de lucro combinado das empresas na venda de sementes transgênicas e venenos agrícolas, estão disponíveis no referido Dossiê Abrasco “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”.

A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não aceitarão pressões de setores interessados na venda de agrotóxicos e convocam a sociedade brasileira a tomar conhecimento e se mobilizar frente à grave situação em que o país se encontra, de vulnerabilidade relacionada ao uso massivo de agrotóxicos.

Misgivings About How a Weed Killer Affects the Soil
David Eggen for The New York Times Jon Kiel, left, and Verlyn Sneller of the agriculture company Verity with a corn stalk produced without a glyphosate-based herbicide.

Published: September 19, 2013
ALTON, Iowa — The puny, yellow corn stalks stand like weary sentries on one boundary of Dennis Von Arb’s field here.
David Eggen for The New York Times
Dennis von Arb, near Orange City, Iowa, is concerned about the use of glyphosate on crops.
On a windy day this spring, his neighbor sprayed glyphosate on his fields, and some of the herbicide blew onto Mr. Von Arb’s conventionally grown corn, killing the first few rows.
He’s more concerned, though, about the soil. During heavy rains in the summer, the runoff from his neighbor’s farm soaked his fields with glyphosate-laden water.
“Anything you put on the land affects the chemistry and biology of the land, and that’s a powerful pesticide,” Mr. Von Arb said.
But 20 miles down the road, Brad Vermeer brushes aside such concerns.
He grows “traited,” or biotech, corn and soy on some 1,500 acres and estimates that his yield would fall by 20 percent if he switched to conventional crops and stopped using glyphosate, known by brand names like Roundup and Buccaneer.
In short, it is just too profitable to give up.
“Local agronomists are starting to say we have to get away from Roundup,” Mr. Vermeer said. “But they’re going to have to show me that conventional genetics can produce the same income.”
The local differences over glyphosate are feeding the long-running debate over biotech crops, which currently account for roughly 90 percent of the corn, soybeans and sugar beets grown in the United States.
While regulators and many scientists say biotech crops are no different from their conventional cousins, others worry that they are damaging the environment and human health. The battle is being waged at the polls, with ballot initiatives to require labeling ofgenetically modified foods; in courtrooms, where lawyers want to undo patents on biotech seeds; and on supermarket shelves containing products promoting conventionally grown ingredients.
Now, some farmers are taking a closer look at their soil.
First patented by Monsanto as a herbicide in 1974, glyphosate has helped revolutionize farming by making it easier and cheaper to grow crops. The use of the herbicide has grown exponentially, along with biotech crops.
The pervasive use, though, is prompting some concerns.
Critics point, in part, to the rise of so-called superweeds, which are more resistant to the herbicide. To fight them, farmers sometimes have to spray the toxic herbicide two to three times during the growing season.
Then there is the feel of the soil.
Dirt in two fields around Alton where biotech corn was being grown was hard and compact. Prying corn stalks from the soil with a shovel was difficult, and when the plants finally came up, their roots were trapped in a chunk of dirt. Once freed, the roots spread out flat like a fan and were studded with only a few nodules, which are critical to the exchange of nutrients.
In comparison, conventional corn in adjacent fields could be tugged from the ground by hand, and dirt with the consistency of wet coffee grounds fell off the corn plants’ knobby roots.
“Because glyphosate moves into the soil from the plant, it seems to affect the rhizosphere, the ecology around the root zone, which in turn can affect plant health,” said Robert Kremer, a scientist at the United States Agriculture Department, who has studied the impact of glyphosate on soybeans for more than a decade and has warned of the herbicide’s impact on soil health.
Like the human microbiome, the plants’ roots systems rely on a complex system of bacteria, fungi and minerals in the soil. The combination, in the right balance, helps protect the crops from diseases and improves photosynthesis.
In some studies, scientists have found that a big selling point for the pesticide — that it binds tightly to minerals in the soil, like calcium, boron and manganese, thus preventing runoff — also means it competes with plants for those nutrients. Other research indicates that glyphosate can alter the mix of bacteria and fungi that interact with plant root systems, making them more susceptible to parasites and pathogens.
“Antibiotics kill bacteria or reduce their growth, but some of those bacteria are useful,” said Verlyn Sneller, president of Verity, a small company that sells sugar-based fertilizers and water systems and works to persuade farmers like Mr. Vermeer to switch to conventional crops.
But research detailing the adverse effects with glyphosate is limited, and other studies counter such findings.
Monsanto, which sells Roundup and seeds resistant to glyphosate, says “there is no credible evidence” that the herbicide “causes extended adverse effects to microbial processes in soil.” A team of scientists from the Agriculture Department similarly reviewedmuch of the research and found the herbicide to be fairly benign. In response to a request from Monsanto, the Environmental Protection Agency recently increased the amount of glyphosate that is allowed on food and feed crops.
 “Another factor that weighed on our minds quite a bit was that when you look at the yields of the three major glyphosate-resistant crops — corn, soybeans and cotton — there’s generally been a trend upwards that hasn’t changed since they were adopted,” said Stephen O. Duke, one of the U.S.D.A. scientists who worked on the review. “If there was a significant problem, I don’t think you’d see that.”

The roots appear healthier on the conventionally raised plant, right.
In defending the herbicide, Monsanto scientists and others cite research that has found that mineral deficiencies caused by glyphosate can be mitigated with soil additives. They also point to studies showing that the increase in plant diseases — which some have attributed to the use of the herbicide — instead could be linked to weaknesses in the variety of the plant that was chosen for genetic modification, or to the rise of “no-till” farming, which leaves plant materials that harbor pathogens on top of the soil where they can infect the next crop.
The company and the government continue to assess the impact of the herbicide.
The U.S.D.A. is conducting studies in Illinois, Mississippi and Maryland. Earlier this year, Monsanto bought parts of a company founded by J. Craig Venter, the first scientist to sequence the human genome, as part of an effort to develop microbes and other “agricultural biologicals.” The foray into microbes, said Robert T. Fraley, Monsanto’s chief technologist, is to improve yield and address some of the issues raised about glyphosate.
Until the debate is settled, some farmers in the Corn Belt are rethinking their methods.
Several years ago, Mike Verhoef switched to biotech corn and soybeans on his 330 acres in Sanborn, Iowa. He regularly rotated the two crops with oats, which are not genetically engineered, to help replenish the nutrients in the soil.
Almost immediately, he said problems emerged. He noticed that his soil was becoming harder and more compact, requiring a bigger tractor — and more gas — to pull the same equipment across it. The yield on his oats also dropped over time by about half.
“It took me that long to figure out what was going on,” Mr. Verhoef said. “What I was using to treat the traited corn and soy was doing something to my soil that was killing off my oats.”
Two years ago, he gave up and started growing conventional crops again. He is now working with Verity to improve soil quality and says his yields of conventional corn and soy are “average to above average” compared with neighbors growing biotech crops. It does take a bit more work, he acknowledges, since he has to walk his fields and figure out what mix of products is needed to treat the issues.

Although a neighbor told him that he would go broke growing conventional crops, Mr. Verhoef has no plans to go back to genetically engineered varieties. “So far, so good,” Mr. Verhoef said. “I’m not turning back, because I haven’t seen anything that is going to change my mind about glyphosate.”