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domingo, 1 de abril de 2012

Revista ECO-21

http://www.eco21.com.br/edicoes/edicoes.asp?edi%E7%E3o=183

Editorial

Edição 183
Fevereiro 2012
 
Capa: Mulher e Homem Pintura de Andy Warhol
   
  O que o milênio nos reserva a partir da Conferência RIO+20
  Flávio Miragaia Perri
   
  A esperança verde da RIO+20
  Nelton Miguel Friedrich
   
  Ameaças ambientais
  José Eli da Veiga
   
  RIO+20: as criticas
  Boaventura de Souza Santos
   
  RIO+20+Mudança Social
  Ricardo Abramovay
   
  A RIO+20 e a Ilha de Páscoa
  Ronaldo Gusmão
   
  Entrevista com Aspásia Camargo
  Lúcia Chayb
   
  Empoderamento da mulher: mais retórica do que inclusão
  Charundi Panagoda
   
  Paulo Adario recebe premio inédito da ONU
  Bernardo Camara
   
  Prêmio da ONU reconhece que as florestas perigam
  Paulo Adario
   
  Museu do Meio Ambiente será reaberto para a RIO 20
  Alana Gandra
   
  A energia eólica avança apesar da crise econômica
  Lauha Fried
   
  ONU pede renovável para todos em encontro da IRENA
  Jéssica Lipinski
   
  Brasil apresenta soluções no 6º Fórum Mundial da Água
  Clodionor Araújo
   
  Afinal a biodiversidade sobe ao primeiro plano
  Washington Novaes
   
  As florestas marinhas brasileiras foram esquecidas
  Marcos Buckeridge
   
  IUCN tem 23 novos projetos para conservar espécies
  Verónica Moreno
   
  Estudo com Araras vermelhas ajuda a conservação da espécie
  Valéria Dias
   
  Descaso com nascentes e rios ameaça o Pantanal
  Aldem Bourscheit
   
  Alemanha abriga maior feira de orgânicos do mundo: a BioFach
  Matthias Rüd
   
  Entrevista com Frances Moore Lappé
  Stephen Leahy
   
  Entrevista com Luiz Antonio Ugeda Sanches sobre Geodireito
  Roseli Ribeiro
   
  ICLEI lança site para gestão de resíduos sólidos no Brasil
  Danyella Ferreira
   
  Selo FSC avança na arquitetura
  Bruno Taitson
   
  Café Especial
  Xico Graziano
   
  Crítica ao modelo padrão de desenvolvimento sustentável
  Leonardo Boff
   
Apenas as mulheres podem criar o “futuro que queremos”
 
“A ONU deve impulsionar o empoderamento econômico das mulheres para ajudá-las a realizar os objetivos comuns da comunidade global”, ressaltou Asha-Rose Migiro, Vice-Secretária-Geral da ONU, durante o encontro do Movimento dos Não-Alinhados sobre o Avanço das Mulheres realizado neste mês em Doha, Qatar. Migiro fez uma referência direta ao recém-lançado “Rascunho Zero” da RIO+20 intitulado “O Futuro que Queremos”. Já é consenso no mundo que desenvolver o potencial econômico das mulheres promove o crescimento da economia e a sua recuperação de maneira mais rápida e equitativa. Dessa forma se abre caminho para implementar os direitos de outras mulheres, que é um dos principais passos para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015. “Essa conquista das mulheres é fundamental para o sucesso da RIO+20; é absolutamente necessário dar poder à mulher para criarmos o futuro que queremos”, ressaltou Migiro. Já em 1995, na “Declaração de Beijing”, durante a IV Conferência Mundial sobre a Mulher, estava claro que a deterioração dos recursos naturais afasta as mulheres das atividades geradoras de renda. Tanto nas áreas urbanas como nas rurais, a degradação do meio ambiente repercute negativamente sobre a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida da população, especialmente das mulheres de todas as idades. A feminista Esther Vivas lembra que nos países do Sul as mulheres são as principais produtoras de comida, as encarregadas de trabalhar a terra, manter as sementes, coletar os frutos, conseguir a água, cuidar do gado. Entre 60 e 80% da produção de alimentos nestes países recai sobre as mulheres, sendo uns 50% em nível mundial. A socióloga Aspásia Camargo afirma que a miséria no mundo é majoritariamente feminina e que as mulheres carregam em seus ombros os mais altos custos da globalização. “A RIO+20 é uma extraordinária oportunidade de fazer ‘justiça feminina’ discutindo a erradicação da pobreza, um dos três pilares da Conferência”. Infelizmente a discriminação de gênero existe em quase todo o mundo. Muitos países ainda têm leis discriminatórias, leis que restringem a liberdade e leis que comprometem os direitos femininos. Todas essas leis deveriam ser forçosamente revogadas. No Brasil, em 24 de Fevereiro de 1932, o direito ao voto foi o primeiro passo para empoderamento da mulher. Hoje, 80 anos depois, uma mulher está na Presidência da República consolidando o que Aspásia denomina “justiça feminina”.

Gaia Viverá!

Lúcia Chayb e René Capriles

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