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domingo, 26 de junho de 2011

José Graziano da Silva é o primeiro latino-americano a presidir a FAO

Brasileiro é eleito diretor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação


Atualizada às 11h29min

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, sigla em inglês), elegeu neste domingo em Roma como seu novo diretor geral o brasileiro José Graziano da Silva, que passa a ser o primeiro latino-americano a presidir a instituição encarregada de combater a fome no mundo.

O brasileiro, que obteve 92 votos, recebeu o apoio da Indonésia e dos chamados "países não-alinhados" do G-77, entre eles, boa parte da África. O ministro-chave do governo Lula derrotou por quatro votos o ex-ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos, em uma votação muito apertada entre dois candidatos de grande carisma e capacidade.

José Graziano, ex-coordenador programa Fome Zero, era um dos grandes favoritos para suceder o senegalês Jacques Diouf, que ocupou o cargo de diretor geral da FAO durante 17 anos.

Nascido em 17 novembro de 1949, o brasileiro ocupa o posto de representante regional e vice-diretor da FAO desde março de 2006. Durante sua permanência na FAO, conseguiu que os países de América Latina e Caribe fossem os primeiros em nível mundial a assumir o compromisso de erradicar a fome antes de 2025.

No Paraná, pequenos produtores têm prejuízos com colheitas contaminadas por grãos geneticamente modificados

Maior problema é a falta de controle na produção de sementes orgânicas; prejuízo leva produtor a migrar para transgênico.

Carlos Cecconello/Folhapress

Delézio Caciamani, de Capanema (PR), que teve a produção de soja orgânica contaminada por grãos transgênicos

AGNALDO BRITO
ENVIADO ESPECIAL A CAPANEMA (PR)

O cultivo de variedades transgênicas de soja e de milho está ameaçando a frágil cadeia de produção orgânica no sudoeste do Paraná -área cujo perfil fundiário é o da pequena propriedade rural.
A dificuldade na obtenção de grãos convencionais e a deficiência da logística são apontadas como as responsáveis pela contaminação da produção.
"Está cada vez mais difícil obter sementes não transgênicas para os produtores orgânicos. Além disso, há o problema da contaminação na colheita ou no transporte da safra", afirma Marcio Alberto Challiol, diretor da Gebana, empresa com sede em Zurique, Suíça.
A Gebana, especializada na comercialização de soja, milho e trigo orgânicos, negocia por ano 10 mil toneladas de cereais do Brasil. É uma gota, diante dos volumes da safra brasileira.
Mas a história desse modelo de produção (livre de agrotóxicos e de transgênicos) tem relevo não pelos volumes, mas como prova de que a prerrogativa da Lei de Biossegurança no Brasil não está sendo cumprida.

ABANDONO

A liberação de mais de 20 variedades de soja, milho e algodão transgênico no Brasil se deu sob a condição de que todo agricultor que queira uma produção convencional ou orgânica terá esse direito assegurado.
A falta de controle, tanto na produção de sementes como na logística para segregar OGM (organismos geneticamente modificados) e não OGMs, está burlando essa condição no Brasil.
O impacto econômico está levando pequenos produtores a abandonar esse cultivo. Paulo Sobrinho Mackiewicz, produtor do município de Capanema -650 quilômetros a oeste de Curitiba-, é um dos que desistiram do orgânico.
Na última safra, Mackiewicz havia negociado a produção com prêmio de 35% além do valor da saca de soja convencional. Após meses de trabalho duro para evitar o uso de uma gota de veneno, a má notícia.
A produção de 54 toneladas de soja estava contaminada com sementes transgênicas. O prêmio de 35% foi perdido, um corte na receita no valor total de R$ 9.000, uma cifra importante para a propriedade.
"Fiz o possível. Trabalhei duro para conseguir um preço melhor para a soja. A contaminação, que não tenho ideia de onde veio, acabou com tudo. Depois disso, desisti do orgânico. Não vou fazer tudo novamente sem ter garantia", disse.

PREJUÍZO GRANDE

A Gebana, empresa que lhe forneceu a semente, afirma que não havia contaminação no material genético. A suspeita, então, recaiu sobre a colheitadeira alugada por Mackiewicz, que poderia ter restos de soja transgênica.
Delézio Caciamani, 40, também produtor da região, enfrentou o mesmo problema. Plantou 32 hectares de soja orgânica e também perdeu o prêmio de 35%. Perdeu R$ 12,6 mil com a contaminação dos grãos.
"O cultivo orgânico é muito mais trabalhoso. O prêmio que é pago por saca torna essa produção mais competitiva. Mas, se você perder esse benefício, o prejuízo fica grande", afirma.
Mais pela convicção da importância em produzir com menos agroquímicos, Caciamani vai manter-se no método orgânico por mais uma safra. Fará isso não sem um fio de preocupação.

FOLHA.com

Veja entrevista com produtores no PR
folha.com.br/mm934355

Para a CTNBio, não dá para ter pureza total


DE SÃO PAULO

O vice-presidente da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), Aluízio Borém, afirma que as medidas criadas pela instituição são eficientes para evitar contaminação de sementes transgênicas na produção convencional ou orgânica.
"É necessário que as medidas de coexistência sejam observadas. As evidências científicas mostram que não haverá contaminação se forem respeitadas a diferença temporal entre o plantio transgênico e o convencional, bem como o respeito à separação espacial entre esses cultivos", afirma o vice da CTNBio.
O especialista em melhoramento de plantas disse ainda que não é possível assegurar pureza total nessas produções.
"Contaminação zero não existe, o que deve haver é o respeito a níveis que possam ser admitidos", afirma.
Sobre eventual falha no controle das regras da CTNBio, o vice-presidente afirmou que a comissão não possui mandato para fiscalização, atribuição essa de órgãos ligados ao Ministério da Agricultura.
Borém afirma que, em 13 anos em que a Comissão de Biossegurança autorizou o plantio comercial de variedades transgênicas de milho, soja e algodão (as únicas liberadas até agora) não existe nenhuma evidência de problemas à saúde humana ou de efeitos danosos ao ambiente.

Meta é ter cadeia de semente não modificada


DO ENVIADO ESPECIAL A CAPANEMA

Um programa entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Abrange (Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados) tenta instituir estrutura alternativa para barrar o avanço das companhias multinacionais no domínio do agronegócio nacional.
O programa Soja Livre tenta criar canais de acesso a sementes não OGM por parte dos produtores de soja e milho. A estrutura, com presença em Mato Grosso, é uma reação à redução da oferta de material genético livre de transgênicos. Hoje, 35% da soja e 65% do milho brasileiros são convencionais, não transgênicos.
Após a liberação de eventos geneticamente modificados, as grandes companhias de biotecnologia do mundo estão concentrando esforços para o desenvolvimento de sementes transgênicas, deixando de lado o chamado melhoramento clássico.
"Essa é uma guerra comercial. As múltis, com os transgênicos, ganham em todo o pacote tecnológico que põem na propriedade do agricultor. Da semente aos defensivos, chegando até os royalties pelo uso da tecnologia. É isso que queremos romper", disse Ivan Domingos Paghi, diretor técnico da Abrange.
Segundo César Borges de Souza, presidente da Abrange, todo o custo para evitar hoje a contaminação de sementes, do plantio, do transporte ou da armazenagem é de quem produz não OGM.
"Isso virou um buraco negro. O governo aprovou os transgênicos e pronto. O governo não toma conta da organização da cadeia. Assim, quem trabalha com não OGM é que ficou com o ônus da segregação", disse.
Hoje, o Brasil ainda é o maior produtor e exportador de soja não transgênica. A exportação desse produto no ano passado atingiu 9 milhões de toneladas. (AB)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os agrotóxicos estão entre os fatores de risco


http://aspta.org.br/campanha/boletim-543-24-de-junho-de-2011/


Entre setembro de 2008 e janeiro de 2009 o Painel sobre Câncer dos EUA (espécie de Conselho assessor do Presidente da República) convocou quatro encontros para avaliar o estado atual da pesquisa, política e programas sobre o câncer provocado por fatores ambientais. O Painel recebeu o testemunho de 45 especialistas convidados da academia, governo, indústria e grupos ligados a pessoas com câncer e ao meio ambiente. Em abril de 2010 foi publicado o relatório sintetizando as conclusões do Painel, baseadas nos testemunhos recebidos e em informações adicionais.

O documento enfatiza que as crescentes evidências relacionando a doença à exposição a fatores ambientais e ocupacionais têm tornado o público cada vez mais consciente do quanto tais riscos poderiam ser prevenidos através de medidas governamentais apropriadas.

Foi analisada uma ampla gama de fatores ambientais relacionados ao risco de câncer, incluindo as exposições industriais, ocupacionais e na agricultura, além das exposições relacionadas à prática médica, atividades militares, estilo de vida moderno e fontes naturais.

Uma das principais preocupações apresentadas no relatório é a constatação de que o peso dos fatores ambientais indutores de câncer foram até hoje grosseiramente subestimados. Há atualmente cerca de 80 mil químicos no mercado dos EUA, muitos dos quais são usados por milhões de estadunidenses em suas vidas diárias e são pouco ou não estudados, além de não monitorados -- ou seja, a exposição a potenciais carcinogênicos ambientais está amplamente disseminada. Um dos exemplos mencionados é o Bisfenol A (BPA), componente de plásticos e outros materiais ainda encontrado em muitos produtos destinados aos consumidores, e que permanece no mercado do país sem qualquer tipo de regulamentação apesar das crescentes evidências que relacionam a substância a várias doenças, incluindo cânceres (o BPA também é amplamente usado no Brasil em plásticos e no verniz interno de latas que acondicionam alimentos e bebidas; já é sabido que a substância pode migrar dos recipientes para o alimentos). Mas enquanto o BPA tem recebido considerável atenção da imprensa, o público continua a ignorar muitos outros carcinogênicos ambientais comuns.

O relatório destaca ainda que a pesquisa sobre as causas ambientais do câncer foi até hoje limitada pela baixa prioridade e pelo “financiamento inadequado”.

Como resultado, o quadro de oncologistas ambientais é relativamente pequeno e as consequências da exposição cumulativa ao longo da vida a carcinogênicos conhecidos, bem como a interação de contaminantes ambientais específicos, continuam muito pouco estudadas. “Falta ênfase na pesquisa ambiental como um caminho para a prevenção do câncer, comparando-se, em particular, com a ênfase dada a pesquisas sobre os mecanismos genéticos e moleculares da doença”, diz o documento.

Os pesquisadores ressaltam ainda que os atuais testes de toxicidade e métodos usados para estabelecer os níveis aceitáveis de exposição às substâncias não são capazes de representar com exatidão a natureza das exposições humanas a químicos potencialmente perigosos. Segundo eles, “os atuais testes de toxicidade se baseiam fundamentalmente em estudos com animais que utilizam doses substancialmente maiores do que aquelas às quais os humanos são normalmente expostos. Estes dados -- e os limites de exposição extrapolados a partir deles -- não levam em conta os efeitos danosos que podem ser provocados apenas por doses muito baixas. Além disso, como regra, os químicos são administrados quando os animais de laboratório estão em sua adolescência, um método que não dá conta de avaliar os impactos no útero, na infância e nas exposições cumulativas ao longo da vida. Mais ainda, as substâncias são testadas isoladamente e não em combinação”.

Outro aspecto de grande importância ressaltado no relatório é que a abordagem da regulamentação adotada nos EUA é “reacionária” e não “precaucionária”. Ou seja, ao invés de adotar medidas preventivas quando há existência de incerteza acerca do potencial dano que um químico ou outro contaminante ambiental pode provocar, uma evidência de dano precisa ser incontestavelmente comprovada antes que possa ser tomada qualquer medida restritiva. Além disso, ao invés de exigir que a indústria ou outros proponentes da liberação comercial de químicos, utensílios ou atividades comprovem sua segurança, é o povo quem arca com o ônus de provar que uma dada exposição ambiental é prejudicial. Como exemplo, o relatório cita que apenas algumas centenas dos mais de 80 mil químicos em uso nos EUA tiveram sua segurança testada.

Observe-se que esta “abordagem reacionária” é a mesma adotada no Brasil, tanto para a liberação de agrotóxicos como de sementes transgênicas. Os estudos para atestar a segurança dos produtos são apresentados pelas próprias empresas proponentes. E caso os órgãos reguladores (Anvisa, Ministério da Agricultura e Ministério do Meio Ambiente, no caso dos agrotóxicos; e CTNBio no caso dos transgênicos) não comprovem, cientificamente, a existência concreta de danos, o produto caminha naturalmente para a autorização.
Na próxima edição deste Boletim: Contaminantes provenientes da agricultura e recomendações

Fonte:

Reducing Environmental Cancer Risk - What We Can do Now
2008-2009 Annual Report / The President’s Cancer Panel, April 2010 - U.S. National Cancer Institute / National Institutes of Health / Department of Heath and Human Services.

domingo, 19 de junho de 2011

Relatório acusa UE e Monsanto de sonegarem informações sobre risco de câncer em herbicida

http://pt.scribd.com/doc/57277946/RoundupandBirthDefectsv5


Relatório de pesquisa divulgado nesta semana acusa a multinacional de agroindústria e biotecnologia Monsanto de saber, desde 1980, que o herbicida Round-Up - cujo princípio ativo é o glifosato - provocaria anomalias congênitas. Ainda de acordo com o estudo, a Comissão Europeia - órgão responsável pela regulamentação e aplicação legislativa nos países da União Europeia - também estaria sistematicamente ignorando as evidências de risco do produto pelo menos desde 2002.

O estudo de 52 páginas foi desenvolvido pela Earth Open Search, grupo de pesquisa científica colaborativa pró-segurança alimentar. O texto do relatório, em inglês, intitulado “Round-up e anomalias congênitas: será que o público deve continuar às escuras?” (em tradução livre), pode ser lido na internet.

O glifosato é um herbicida sistêmico de amplo espectro e ação cumulativa. Vários estudos apontam sua relação com o aumento da incidência de abortos em animais, desenvolvimento de pragas resistentes devido ao uso contínuo e anomalias congênitas. As conclusões são reiteradas no relatório.

Entre as propostas apresentadas pelos pesquisadores está a criação de um fundo de pesquisas independente em substituição ao atual sistema atual de regulação, baseado em estudos pagos pelas empresas. Os autores defendem ainda a exclusão das indústrias do processo de regulação, a divulgação obrigatória de todas as minutas dos estudos da Comissão Europeia e a garantia de transparência no processo decisório sobre a liberação de pesticidas.

O trabalho é assinado por Claire Robinson, pesquisadora da Earth Open Source; John Fagan, PhD em bioquímica pela Universidade de Cornell (EUA); Michael Antoniou, chefe do grupo de biologia nuclear do King’s College School (Reino Unido); Vyvyan Howard, da Universidade do Ulster (Irlanda do Norte); Richard Jennings, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), Carlo Leifert, da Universidade de Newcastle (Reino Unido); e dois pesquisadores brasileiros: Mohamed Ezz El Din Mostafa Habib, biólogo e pró-reitor da Unicamp, e Rubens Onofre Nodari, da Universidade Federal de Santa Catarina e integrante do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), do Ministério da Ciência e Tecnologia. (...)

Glifosato, duas décadas de mentiras de empresas e governos.

Graciela Gomez

AAPA

Uma longa e controvertida sequencia de decisões e cumplicidades desembocaram no modelo agropecuário da monocultura. Além do mais, o tempo mostrou a existência de uma metodologia que conta com a participação de políticos, juízes, médicos e jornalistas, que são os atores necessários nessa partilha. Todos sabem que os agrotóxicos são utilizados em quantidade e sobre as populações, e também que produzem efeitos letais à saúde.

Um relatório publicado pelo Departamento de Agricultura dos EUA e pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas dá conta que o uso do herbicida glifosato aumentou nos últimos anos, enquanto que o uso de outros produtos químicos, inclusive mais tóxicos ainda como a atrazina (1), não diminuiu. Contrariando as afirmações comuns dos fabricantes, o uso do glifosato disparou em relação à quantidade utilizada há apenas cinco anos.

O milho do estado de Nebraska, nos EUA, experimentou um crescimento no uso de glifosato de cinco vezes em somente sete anos. Por outro lado, o uso generalizado da atrazina é uma preocupação, devidos às ligações dessa substância química com graves efeitos sobre a saúde humana, incluindo malformações de nascimento. A resistência das pragas tem levado os agricultores a depender cada vez mais de misturas tóxicas, incluindo alternativas como a atrazina. Também houve uma ação maior por parte das empresas no sentido de pesquisar variedades de sementes que sejam resistentes aos tratamentos herbicidas múltiplos, tais como o glifosato e 2,4-D, ou glifosato e acetocloro

Em 2010, a Monsanto vendeu mais de 2 bilhões de dólares no Brasil com a produção e a comercialização da linha Roundup e as sementes genéticamente modificadas. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo, e permite ainda o uso de produtos proibidos em vários países. O engenheiro agrônomo Marco Antonio de Moraes disse que “os pesquisadores da Fiocruz calculam a existência de 540 mil casos de intoxicação por praguicidas a cada ano no Brasil, com cerca de 4 mil mortes”.
O jornal El Comercio, do Equador, publicou que em 10 comunidades próximas à fronteira norte, entre o Equador e a Colombia, que 10% dos afetados por aspersões de glifosato tem danos genéticos irreversíveis. César Paz y Miño, diretor do Instituto de Pesquisas Biomédicas da Universidade das Américas e responsável pela pesquisa, explicou que entre os atingidos com sequelas permanentes, 5% terão câncer, 3% terão filhos com malformações de nascimento e outros 2% terão problemas de fertilidade. As conseqüências deixadas pelas fumigações com glifosato também foram reportadas durante o estudo biopsicosocial realizada pela Missão Solidária Manuela Espejo em 2535 pessoas com deficiências de saúde encontradas em Sucumbios. Em uma avaliação realizada por médicos e dermatologistas em 521 pessoas da região, foram encontrados 133 tipos diferentes de doenças, destacando-se as ulcerações e manchas na pele. Quanto aos danos ambientais, comprovou-se que a 15 quilômetros da fronteira com a Colômbia havia AMPA, um metabólito do glifosato.

O relatório “Roudup e malformações de nascimento: o público continua na escuridão?”, publicado no dia 7 de junho passado nos EUA, e cujos autores são os cientistas Michael Antoniou, Mohamed Ezz El-Din Habib Mostafa, C.Vyvyan Howard, Richard C. Jenings, Carlos Leifert, Rube Onofre Nodari e John Fragan, entre outros, é uma análiste exaustiva e uma crítica à decisão da União Européia em prorrogar a utilização do herbicida glifosato. Esse relatório deixa às claras a farsa publicada em 2 de abril deste ano no diário El Litoral, de Santa Fé. Ali apresentavam um comunicado com uma animosidade confusa e enganosa para o leitor, fazendo eco a um comunicado de impresa sem fundamentos publicado pela Sociedade Rural de Rosário.

Também deixa a descoberto que, apesar das advertências, e ainda que a Comissão Européias soubesse que o glifosato causa malformações pelo menos desde 2002, a informação não foi levada a público. Em troca, os reguladores enganaram a população sobre a segurança do glifosato, segundo o relatório do ano passado do Escritório Federal Alemão para a Proteção dos Consumidores e Segurança Alimentar. Sobre a revisão do glifosato, esse organismo disse à Comissão Européia que não havia provas de que esse produto causasse malformações de nascimento, minimizando a pesquisa de Andrés Carrasco no mesmo país onde as mortes recaem sobre os brotos de soja.

Esse novo relatório chega meses depois que os pesquisadores descobriram que os cultivos genéticamente modificados utilizados em conjunto com o Roundup contém um patógeno que pode causar abortos involuntários em animais.

Ainda que o glifosato originalmente deveria ser revisto em 2012, a Comissão Européia decidiu, no ano passado, não realizá-la nessa data, mas sim postergá-la até 2015.

“Nosso exame das evidências leva-nos à conclusão que a aprovação atual do glifosato e Roundup é profundamente errônea e pouco fiável”, escreveram os autores do relatório, em sua conclusão. “Esta é uma razão mais pela qual a Comissão Européia deve revisar com urgência os agrotóxicos glifosato e outros de acordo com os padrões mais rigorosos e atualizados”

A cada ano, a União Européia importa cerca de 35 milhões de toneladas de soja e derivados, a maioria dos quais é utilizada para alimentação animal ou elaboração de biocombustíveis. Uma lacuna na legislação da UE sobre rotulação permite que a carne, lacticínios, ovos e derivados de animais alimentados com OGM sejam vendidos sem rotulação específica. Dessa forma, a soja transgênica e os resíduos de glifosato entram na cadeia alimentar através da alimentação animal e permanecem ocultos aos consumidores europeus.

A nova regulamentação dos pesticidas 1107/2009 põe em evidência que o Parlamento Europeu e o Conselho já não confiam na aprovação dos praguicidas com dados da própria indústria e de sua literatura “cinzenta”, mas a Comissão Européia parece estar fazendo todo o possível para burlar as intenções da nova regulamentação. Todo o processo de tomada de decisões sobre a postergação dos prazos ocorreu a portas fechadas com um grupo limitado de representantes nacionais, principalmente dos ministérios da agricultura dos Estados-membros.

Uma fonte da Comissão que falou sob a condição de anonimato confirmou que a verdadeira causa da demora na revisão da situação do glifosato e de outros 38 pesticidas é um processo chamado Nova Apresentação. Este foi instituído em 2008 depois que a Comissão rechaçou expedientes incompletos da indústria sobre liberação de alguns pesticidas. A indústria não esteve de acordo e ameaçou demandá-la judicialmente, de formas que a Comissão chegou a um compromisso com a indústria, oferecendo-lhe uma segunda oportunidade para entregar os expedientes mais completos, ao mesmo tempo em que os pesticidas permaneceriam no mercado por um período adicional de 3 ou 4 anos. Tomando-se todos esses estudos da indústria em seu conjunto, existem suficientes evidências para requerer aos reguladores a aplicação do princípio da precaução e retirar o glifosato do mercado. Em seu conjunto, os estudos da indústria e os documentos normativos relativos à autorização atual do herbicida revelam várias questões:

A indústria (incluindo a Monsanto) sabe desde a década de 80 que o glifosato causa malformações em animais de experimentação em doses elevadas. Também sabia desde 1993 que esses efeitos podem ocorrer com doses mais baixas e médias. Por sua vez, o governo alemão sabia que o glifosato causa malformações pelo menos desde 1998, ano em que apresentou seu relatório à Comissão da UE. A Comissão de Especialistas em Revisão Científica da UE sabe desde 1999 que o glifosato causa malformações. A própria Comissão Européia sabe disso desde 2002, e a Alemanha assegura que as espécies mais sensíveis à exposição crônica são as ratazanas. Esta é a razão para excluir as pesquisas em coelhos, que demontraram teratogenicidade e efeitos adversos significativos nas doses mais baixas que as utilizadas nos estudos das ratazanas.

Além disso, um estudo de 75 dias em ratazanas demonstrou que o glifosato Biocarb (uma formulação brasileira) causou danos às células do fígado. A indústria utiliza o argumento de que as toxinas se decompõem no fígado, ou não atravessam a barreira placentária nas mulheres grávidas. Por essas razões, alguns cientistas e políticos exigem uma reforma para a avaliação de riscos, por exemplo estabelecer que se um pesticida tem certas características perigosas, automaticamente deva ser rejeitado, o que se denomina “perigo de corte”. Isso difere do enfoque atual de avaliação de riscos, que supõe que ainda quando exista um perigo, o risco “pode ser manejado”.

O documento de Williams G. Kroes e Munro, de 2000, é citado 32 vezes pelo relatório do Conicet sobre o glifosato, é reiterado no relatório-espelho da UNL para a sentença San Jorge(2), e foi publicado em uma revista química controvertida, patrocinada pela indústria. Tudo isso importaria menos se Williams citasse fontes fidedignas em suas pretensões da segurança reprodutiva usando o glifosato, mas ele cita estudos não publicados da indústria, tais como Schroeder (1981), Reyna (1990) e Tasker (1980). É estranho que Williams não mencione os outros estudos, como os de Suresh (1993), Brooker (1991), e Bhide e Patil(1989), que comprovaram que o glifosato é teratogênico e estavam no mesmo processo. Isso é algo que o ministro Lino Barañao(3) deveria responder. A legislação ambiental vigente e as decisões baseadas na avaliação de riscos não tem conseguido proteger adequadamente a saúde humana e o meio ambiente. Acreditamos que há provas convincentes de que os danos aos seres humanos e ao meio-ambiente são de tal magnitude que é necessário aplicar o Princípio da Precaução. As ameaças graves que pesam sobre a humanidade deveriam obrigar toda pessoa ou entidade pública a assumir a responsabilidade dos efeitos dos seus atos ou das falhas nas suas atuações, e quando essa responsabilidade não seja competência de um Estado, eleva-las a uma jurisdição internacional.

Essas são diretrizes expressas na Declaração Internacional sobre os Perigos para a Saúde pela Contaminação Química (chamamento de Paris, 2004), e da Declaração de Wingspread, de 1998, algo que nossos governantes deveriam ler mais freqüentemente, em vez de fazer contas sobre a rentabilidade que a soja lhes deixa.

(1) Herbicida antigo, ainda usado por seu baixo custo e por que atua em sinergia quando usado com outros herbicidas (N. do T.)

(2) Sentença da justiça argentina que proibiu a fumigação de glifosato junto à area urbana da cidade de San Jorge, em Santa Fé (N. do T.)

(3) Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina (N. do T.)

Fonte: Associación Argentina de Periodistas Ambientales (AAPA). .
www.rebelion.org/noticia.php?id=130604&titular=glifosato-dos-décadas-de-mentiras-de-empresas-y-gobiernos-

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pesquisa confirma presença de toxina transgênica no sangue de mulheres, gestantes e fetos

No Canadá, 69 mulheres, entre elas 30 grávidas no final de gestação, tiveram seu sangue testado para a presença de pesticidas associados aos produtos transgênicos. A toxina transgênica produzida pelas plantas Bt foi encontrada em 93% das gestantes, 69% das não-gestantes e em 80% dos cordões umbilicais. O metabólito do herbicida glufosinato de amônio foi encontrado no sangue de 100% das parturientes, 100% dos fetos e 67% das não-gestantes. O glifosato foi encontrado em 5% das não-gestantes e o glufosinato em 18%.

No Brasil, entre soja e milho, há 17 tipos de transgênicos liberados para plantio e consumo que produzem ou estão associados aos venenos avaliados no estudo. Entre as variedades de milho liberadas estão 5 que contém exatamente a mesma toxina identificada pelo estudo (Cry1Ab) e outras 5 que produzem proteínas da mesma família (Cry).

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, conforme manda a lei, é composta por doutores de notório saber, que ao liberarem esses transgênicos afirmaram que “A proteína Cry1Ab (…) [é] degradada no aparelho gastrointestinal de mamíferos” e que “ (...) após aquecimento, a degradação é mais rápida, o que sugere uma menor concentração da proteína em alimentos à base de milho que sejam aquecidos durante o processamento”.

E tem mais: “Quanto aos níveis de resíduos do glufosinato de amônio deixados na planta, tendo em vista seu uso durante o cultivo da variedade transgênica, estudos realizados no Brasil demonstraram não haver diferenças entre aqueles níveis encontrados na variedade parental quando comparados com a variedade transgênica”. Isso é tudo que se disse a respeito do uso associado da semente transgênica e do agrotóxico.

Participaram do estudo mulheres urbanas que vivem em Sherbrooke, distrito de Quebec, e que nunca trabalharam com os agrotóxicos em questão. Suas dietas, como apontam os autores da pesquisa, são aquelas típicas das populações de classe média de países ocidentais industrializados. Dado o amplo uso de milho e soja transgênicos em produtos alimentares, é de se esperar que a maioria da população esteja exposta diariamente a esses produtos por meio de sua alimentação, concluem os pesquisadores.

Há 6 meses no cargo de ministro responsável pela CTNBio, Aloizio Mercadante ainda não se pronunciou a respeito da Comissão, deixando rolar o voo cego.

O estudo foi publicado na última edição da Reprodutictive Toxicology. Os autores Aziz Aris e Samuel Leblanc, da Universidade de Quebec, concluem que esse foi o primeiro estudo do gênero e que mais avaliações como essa são necessárias em função da fragilidade dos fetos, sobretudo quando se considera a potencial toxicidade desses poluentes ambientais associados às plantas transgênicas.

A coleta das amostras de sangue foi realizada antes do parto, todos normais e com bebês sadios, e antes dos procedimentos de ligadura de trompas. Os cordões umbilicais foram testados após o nascimento dos bebês. A pesquisa teve consentimento das participantes e aprovação do Comitê de Ética para pesquisas com humanos e testes clínicos (CHUS).

Com informações de:

Aris A.;Leblanc S. Maternal and fetal exposure to pesticides associated to genetically modified foods in Eastern Townships of Qubec, Canada. Reprod Toxicol (2011)

Discovery of Bt insecticide in human blood proves GMO toxin a threat to human health, study finds, por Jonathan Benson

Genetically Modified Organisms are unfit for comsumption, por Ethan Huff

A organização da unidade econômica camponesa: alguns aspectos do pensamento de Chayanov e de Marx

http://www4.fct.unesp.br/nera/revistas/07/Pontes.PDF

Revista NERA Presidente Prudente Ano 8, n. 7 pp. 35-47 Jul./Dez. 2005 35

Argentina apresenta Isa, vaca clonada que produzirá leite similar ao humano

Fonte: Globo Rural

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apresentou nesta quinta-feira (09/06) a bezerra Isa, fruto da clonagem de genes bovinos com humanos realizada por cientistas para gerar uma vaca que produza leite “maternizado”. Isa, nascida no último mês de abril no Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), produzirá, quando adulta, um leite similar ao humano.

A clonagem da primeira vaca no mundo capaz de produzir leite maternizado foi realizada por cientistas do Inta e da Universidade de San Martín (Usam), afirmou a governante.

A bezerra é resultado da clonagem de dois genes humanos que codificam proteínas presentes no leite humano e de grande importância para a nutrição dos lactantes. "Essas proteínas são a lactoferrina e a lisozima humanas, que têm funções antibacterianas, nutrem as crianças de ferro e fornecem agentes de imunidade contra doenças”, segundo o Inta.

"É um orgulho para todos os argentinos ter a primeira vaca clonada que dará leite maternizado. Isso demonstra as coisas que somos capazes de fazer", destacou Cristina, assinalando que Isa é "o nome simpático" que os cientistas puseram na bezerra ao misturar as siglas do Inta e da Usam.

Clones argentinos

A Argentina entrou no seleto clube da clonagem destinada a criar vacas transgênicas com fins medicinais em agosto de 2002, quando nasceu Pampa, fruto da clonagem realizada por especialistas do laboratório Bio Sidus, a fim de obter leite bovino com a proteína de crescimento humano hGH.

As descendentes de Pampa, primeira bezerra clonada na América Latina, produzem leite do qual é extraída essa proteína para produzir a menor custo remédios para crianças com deficiências de crescimento.

Nos últimos anos, cientistas argentinos clonaram cavalos e touros para obter exemplares de melhor rendimento.

Genetically Modified Cows Produce "Human" Milk

http://www.good.is/post/genetically-modified-cows-produce-human-milk/

Earlier this month, China held an exhibition to showcase major technical achievements during its 11th Five-Year Plan (2006-2010). Among the wonders on display were photos of a herd of 200 cows that have been genetically modified to produce "human" milk.

Precise details of the bioengineering employed to adjust the composition of the milk these 200 cows produce are not available, nor is it clear exactly how closely the GM cow milk will resemble its human analog. According to the announcement in the state-run news outlet, China Daily, Li Ning, director of the State Key Laboratories for AgroBiotechnology at China Agricultural University, confirmed that the genetically modified herd's milk "contains the characteristics of human milk."

Li added that the cow-human milk "tastes stronger than normal milk" and explained that:

In ancient China, only the emperor and the empress could drink human milk throughout their lives, which was believed to be the height of opulence. Why not make that kind of milk more available for ordinary people?

Interestingly, human milk has low protein density compared with cow's milk, and many of its health benefits are to be found in so-called "non-nutritional factors" such as anti-microbials, anti-inflammatory substances, hormones, and digestive enzymes. Li is vague on the specifics, but promises that China's genetically modified cows will allow scientists to mass-produce ingredients "that can help improve the immune systems and the central nervous systems of children." "Within 10 years," he added, "people will be able to pick up these human-milk-like products at the supermarket."

The ingenuity involved in shifting the nutrient profile of milk produced by mammals is pretty remarkable—it can now only be a matter of time before we bypass the Nestlé factory altogether and squeeze chocolate-yumberry flavor cow's milk with brain-boosting Omega 3 direct from our pet goat's udders.

However, this development should be understood in the light of China's recent scares over melamine-tainted baby milk. The national scandal that followed the sickening of nearly 300,000 infants fed the tainted milk powder prompted an ongoing discussion about the country's declining breast-feeding rates, which, in turn, has been blamed on everything from aggressive marketing by formula producers, migrant working patterns, and the rise of body image concerns.

Still, in a country where up to 90 percent of adults are lactose intolerant, genetically modifying cows to produce human breast milk seems like an unnecessarily complicated solution to a problem that could instead be tackled through greater support for and awareness of the benefits of breast-feeding itself, not to mention rigorous enforcement of China's new food safety laws.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Descoberta do inseticida Bt em sangue humano

Descoberta do inseticida Bt em sangue humano prova que toxina presente em OGMs é uma ameaça à saúde humana, conforme pesquisa.

Sunday, May 15, 2011, Jonathan Benson.

(NaturalNews) O castelo de cartas da indústria da biotecnologia parece estar se desintegrando. Um novo estudo feito pela Universidade de Sherbrooke, no Canadá, recentemente detectou, pela primeira vez, a toxina Bt, um componente de alguns cultivos geneticamente modificados (GM), em amostras de sangue humano. Definido a ser publicado no periódico de peer-reviewed (nt.: revisão aos pares, revisão paritária ou arbitragem) Reproductive Toxicology (Toxicologia Reprodutiva), o novo estudo desmascara a falsa noção de que este componente, a toxina Bt, é metabolizado pelo sistema digestivo e, em vez disso, mostra que esta toxina persiste indefinidamente na corrente sanguínea.

Há muito tempo os porta-vozes das indústrias alegam que a toxina Bt, originária de uma bactéria de solo, conhecida como Bacillus thuringiensis, é inofensiva aos seres humanos. Esta toxina, um agrotóxico que se torna sistêmico, é integrada a determinadas culturas geneticamente modificadas, para repelir pragas. O milho Bt, por exemplo, foi realmente concebido para que a planta produzisse a toxina diretamente dentro dos núcleos de todos os tecidos para serem posteriormente consumida por ambos, os animais e os eres humanos (www.naturalnews.com/026426_G...).

Em estudo recente, os pesquisadores Aziz Aris e Samuel Leblanc avaliaram 30 mulheres grávidas (pregnant women) e 39 outras não-grávidas (women) que compareceram ao Centre Hospitalier Universitaire de Sherbrooke (CHUS) em Quebec, Canadá, para uma esterilização tubária. Na tomada de amostras de sangue (blood samples), os pesquisadores detectaram a toxina Bt Cry1Ab em chocantes 93% das mães e 80% das amostras de sangue fetal (blood). 69% das mulheres não-grávidas foram detectadas positivamente para a toxina presente no sangue.

Todas as mulheres envolvidas no estudo consumiam dieta típica do Canadá que, como nos EUA, está repleta de produtos geneticamente modificados e, consequentemente, de toxinas. Produtos originários de soja, milho (corn), canola e batata, por exemplo, estão presentes em muitos dos alimentos consumidos tanto nos EUA como no Canadá, o que explica ser a toxina Bt, altamente prevalente em amostras de sangue das mulheres.

E o fato da toxina Bt ter sido detectada até mesmo em bebês ainda não nascidos mostra que esta substância química é facilmente transmitida de mãe para filho, e que persiste por muito mais tempo do que a indústria de biotecnologia (biotechnology) informa. Claramente, a toxina é prejudicial tanto às pragas como aos seres humanos. Estudos anteriores já mostraram que tanto esta toxina como outros agrotóxicos acabam por contaminar e persistir no ambiente, tornando-os um importante problema de saúde pública (health).

Fontes para esta informação inclui:

indiatoday.intoday.in/site/s...

Link direto da pesquisa da Universidade de Sherbrooke, Canadá:

www.usherbrooke.ca/gnec/pj/Article%20paru%20dans%20Reproductive%20Toxicology%20(document%20PDF).pdf

ler mais sobre o tema: www.naturalnews.com/032407_Bt_insecticide_GMOs.html#ixzz1MhvmKCX2