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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Embrapa avalia experimentos de feijão orgânico

O Portal da Embrapa Arroz e Feijão, divulgada dia 17 de janeiro de 2011

http://www.cnpaf.embrapa.br/eventosenoticias/anteriores/anteriores2011/110117.htm

Roselene Chaves

É comum os agricultores da Região Centro-Oeste no Planalto Central considerarem o cultivo de feijão de primeira safra, ou safra das águas, como muito vulnerável ao fungo causador do mofo branco e à praga mosca branca, que transmite o vírus do mosaico dourado. Embora ambas as doenças possuam geralmente maior incidência na segunda ou terceira safra da leguminosa, elas podem ser bastante graves também nas lavouras nesta época do ano. Contudo, esse risco encontra-se sob controle no campo de estudos agroecológicos da Embrapa Arroz e Feijão.

Nesse local, o centro de pesquisa vem conduzindo há oito anos, em parcelas experimentais, avaliações acerca do cultivo orgânico de feijão sem que ocorra a infestação dessas duas doenças. Segundo a Embrapa Arroz e Feijão, trata-se de áreas cujo solo foi corrigido com calcário e rocha fosfática e que o feijoeiro vem sendo plantado na primeira safra. Após a colheita dos grãos, em meados de fevereiro/março, são semeados adubos verdes como sorgo, crotalária, mucuna e guandu. Essas espécies servem para reciclar e fixar nutrientes no solo e, no período de florescimento, são cortadas, permanecendo os restos culturais até a safra de verão seguinte (novembro), quando o feijão com inoculantes é semeado em plantio direto.

De acordo com a Embrapa Arroz e Feijão, esse sistema de cultivo orgânico não demandou até o momento a introdução de fertilizantes formulados. A produtividade é satisfatória e gira em torno de 2,4 mil quilos por hectare neste ano. Em relação à ausência de problemas com a mosca branca, acredita-se que, por ser a primeira safra e haver outras culturas de grãos hospedeiras, não há infestação nas lavouras de feijão. Já sobre o mofo branco, o não surgimento da doença é atribuído a fatores como época de plantio, condições climáticas, plantio direto e estande de plantas, que não geram condições propícias para a proliferação do fungo.

Conforme a Embrapa Arroz e Feijão, não foram diagnosticadas outras doenças nas parcelas e, fora a mosca branca, os ataques de outras pragas, apesar de causarem desfolha, foram controlados pelos próprios inimigos naturais na lavoura e não chegaram a comprometer a produtividade do feijoeiro. Quanto às plantas daninhas, o controle vem sendo realizado por meio de capinas. Pelos resultados parciais até o momento, os experimentos com feijão orgânico de primeira safra podem desmistificar várias concepções, dentre elas, a de que o plantio anual da leguminosa na mesma área acarreta prejuízos.

Os trabalhos no campo de estudos agroecológicos da Embrapa Arroz e Feijão são coordenados pelos pesquisadores Agostinho Didonet e Enderson Ferreira.Rodrigo Peixoto (1.077 MTb/GO)

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Área de Comunicação da Embrapa Arroz e Feijão
Tel.: (62) 533-2107; e-mail: rpbarros@cnpaf.embrapa.br

2 comentários:

Unknown disse...

Pode se também atribuir a resistência às doenças e pragas ao melhoramento físico-quimico-biológico do solo, o que leva a melhor nutrição das plantas = trofobiose.

Unknown disse...

Pode se também atribuir a resistência às doenças e pragas ao melhoramento físico-quimico-biológico do solo, o que leva a melhor nutrição das plantas = trofobiose.