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sábado, 22 de janeiro de 2011

Anvisa proíbe o uso de agrotóxico após comprovar que faz mal à saúde

19 de Janeiro de 2011

http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=2570


Proibição do agrotóxico metamidofós é vitória para o consumidor. Porém, só entra em vigor efetivamente dentro de dois anos

O agrotóxico chamado metamidofós sairá do mercado brasileiro, de acordo com uma determinação divulgada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na segunda-feira (17/1).

Atualmente utilizado em lavouras de algodão, feijão, amendoim, batata, soja, tomate e trigo, para eliminar insetos e ácaros, o produto passou por uma reavaliação toxicológica na qual foi comprovado que seu uso traz risco à saúde humana. O metamidofós é classificado pela Anvisa como extremamente tóxico (classe toxicológica I).

O agrotóxico metamidofós já tem o uso proibido e restrito em diversos países da da União Europeia, China, Paquistão, Indonésia, Japão, Costa do Marfim e Samoa. A reavaliação comprovou que ele pode causar transtornos aos sistemas neurológico, imunológico, endócrino (produtor de hormônios) e reprodutor, bem como ao desenvolvimento do feto, características que o faz se enquadrar na lista de agrotóxicos que não podem ser registrados e comercializados no País.

A proibição do uso do metamidofós é considerada uma vitória. "O encerramento de mais uma reavaliação de agrotóxico pela Anvisa é uma boa notícia e o esforço da agência de retirar do mercado aqueles que fazem mal a saúde deve ser aplaudido", declarou a advogada do Idec, Juliana Ferreira.

Mas, apesar do fim da comercialização do produto estar prevista para o final desse ano, os comerciantes terão até dois para se adaptar à decisão da Anvisa, prazo extensivo demais, na opinião do Idec, considerando que a substância só causa danos ao consumidor.

"Mais uma vez, a Anvisa protelou o banimento do agrotóxico para daqui dois anos, tempo dado para que as empresas baixem os estoques e os produtores se adaptem, apesar de todos os malefícios já comprovados que este produto pode causar à saúde da população", afirmou a Juliana. "Uma decisão de governo não pode sobrepor interesses econômicos à saúde pública".

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

EUA podem rever liberalismo transgênico

Por Marcelo Leite
Artigo publicado na "Folha de SP Online"

"No Brasil, a hegemonia biotecnológica se contenta em rotular os críticos dos transgênicos como 'ambientalistas' (o que para muitos já se tornou palavrão, embora todos apoiem o combate ao desmatamento da Amazônia e à mudança do clima), inimigos do progresso e ludditas"

Quando surgiram as primeiras controvérsias sobre a liberação de organismos geneticamente modificados - ou transgênicos - no ambiente, nos anos 1990, duas escolas de regulação se cristalizaram: a americana, muito liberal e baseada em verificação "a posteriori", e a europeia, mais inclinada para o princípio da precaução e testes de segurança anteriores ao licenciamento.
No Brasil, como seria talvez de prever, nenhum modelo chegou a cristalizar-se. Instituiu-se um cabo de guerra entre biotecnólogos, cultuadores do liberalismo americano, e altermundistas, fervorosos
defensores de provas da ausência de risco (como se isso fosse possível). Aos poucos o primeiro time foi conquistando terreno, como já prenunciavam a criação e o batismo da CTNBio – aquela comissão de biossegurança que é técnica antes mesmo de ser nacional. Os críticos e céticos dos transgênicos tornaram-se minoria na comissão, no governo de Lula e, hoje em dia, na própria comunidade científica (que um dia também já foi quase unanimemente contrária ao programa nuclear brasileiro). Ainda contam com alguns quixotes na CTNBio e aliados no Judiciário e no Ministério Público. No geral, contudo, vêm perdendo quase todas as batalhas. Soja, milho e algodão transgênicos avançam pelos campos.
A turma em desvantagem pode receber algum alento inesperado, quem diria, da pátria do liberalismo transgênico, os Estados Unidos. Encontra-se em questão por lá a licença ambiental de variedade de alfafa geneticamente modificada para resistir a herbicidas, ou seja, sobreviver ao tratamento da lavoura com agrotóxicos para matar plantas daninhas. Concedida em 2005, ela pode ser revista neste mês, informa a revista "The Economist". A licença foi questionada na Justiça americana por opositores dos transgênicos. Em 2007, um juiz decidiu que o Departamento de Agricultura (Usda) deveria fazer um estudo mais amplo e, alguns diriam, mais precavido, do que a sistemática usual de responsabilizar a empresa desenvolvedora do produto agrícola (no caso, para variar, a Monsanto) por danos posteriores ao plantio. Uma versão preliminar do relatório foi publicada em 2009 e recebeu 244 mil comentários do público.
O relatório final saiu em 16 de dezembro e fica aberto para comentários até o próximo dia 24. Abre-se no documento a possibilidade de que o plantio da alfafa transgênica seja permitido só sob regras de segurança draconianas, para impedir a contaminação de cultivos orgânicos, não transgênicos. Por exemplo, manter distância de 8 km entre os dois gêneros de plantação, para evitar que o pólen de uma alcance a outra.
Já há fazendeiros dos EUA apontando a possibilidade de mudança na regulamentação como um desvio "europeu" do sistema americano, o que deve soar lá como ofensa. Não será surpresa se, daqui a pouco, começarem a falar de mais uma investida do "governo socialista" de Barack Obama contra a liberdade empresarial.
No Brasil, a hegemonia biotecnológica se contenta em rotular os críticos dos transgênicos como "ambientalistas" (o que para muitos já se tornou palavrão, embora todos apoiem o combate ao desmatamento da Amazônia e à mudança do clima), inimigos do progresso e ludditas. O brasileiro, sabemos todos, é muito cordial, em especial quando se encontra por cima da carne seca. Ou então é o mercado de produtos orgânicos que ainda não se desenvolveu tanto, por aqui, quanto o dos EUA.

(Folha de SP, 12/1)

Transgênicos

Valor Econômico, 18.01.2011

Transgênicos ocupam área recorde

Alexandre Inacio | De São Paulo

Três em cada quatro hectares cultivados com soja na safra 2010/11 - que está em curso - utilizaram sementes geneticamente modificadas no Brasil. No caso do milho, mais da metade da área foi plantada com as variedades transgênicas disponíveis, enquanto no algodão, quase um terço do plantio está sendo feito com sementes modificadas na safra 2010/11. Considerando as três culturas juntas, a área alcança 25,8 milhões de hectares, a maior taxa de adoção de transgênicos da história da agricultura nacional, segundo levantamento da Céleres.

"Esse é um caminho que não tem mais volta, e a tendência é que a adoção dessa tecnologia aumente cada vez mais", diz Leonardo Menezes, pesquisador da Céleres. Ele lembra que, no caso do algodão, a adoção só não foi maior na safra atual porque a disponibilidade de sementes era pequena para atender à demanda.

Entre as três culturas, a adoção da tecnologia ocorreu mais rapidamente no milho. O uso de híbridos geneticamente modificados alcançou 52,7% da área plantada já no terceiro ano após a liberação oficial da primeira variedade transgênica, cultivada na safra 2008/09. Para comparar, a soja só alcançou o percentual de 56% sete anos após ter sido liberada oficialmente pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), na safra 2000/01.

No caso da soja, a expectativa da Céleres é que 18,1 milhões de hectares sejam cultivados com variedades transgênicas no ciclo 2010/11, ou seja, 76,2% do total. Os Estados do Maranhão e Piauí são os que menos adotaram as sementes geneticamente modificadas - 60,7% da área cada um. Segundo Menezes, o motivo para isso é que ainda faltam cultivares transgênicas melhor adaptadas à região.

"Vale lembrar que Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, não é o que mais utiliza transgênicos. Algumas variedades convencionais ainda apresentam uma produtividade superior que as geneticamente modificadas", afirma Menezes. Em Mato Grosso, 66,8% da área é plantada com soja transgênica.

Zero Hora, 18.01.2011

Milho modificado chega a 64,7%

AVANÇO NO RS

Estudo aponta a aprovação de biotecnologia nas lavouras gaúcha e brasileira na safra 2010/2011

Com um avanço em ritmo cada vez mais acelerado nas lavouras gaúchas, o milho geneticamente modificado é uma realidade que veio para ficar. Do total da área plantada para a safra 2010/2011 no Estado, 64,7% é cultivada com sementes transgênicas – mais resistentes a insetos, com tolerância a herbicidas ou de genes combinados –, como mostra estudo realizado pela Céleres, consultoria especializada em agronegócio.

Da mesma forma, o Brasil também prevê um aumento do uso da biotecnologia no cultivo da cultura (veja quadro). No Estado, a área de cultivo de milho geneticamente modificado cresceu pouco mais de sete vezes na comparação com o ciclo de 2008/2009.

Sobre o avanço no Rio Grande do Sul, o diretor da Céleres, Anderson Galvão, observa:

- O ritmo está maior do que na soja. Isso é resultado de um produtor satisfeito, devido à facilidade de manejo.

Os números impressionam porque esta é apenas a terceira safra desde a liberação do uso. Para Alda Lerayer, do Conselho de Informações sobre Biotecnologia, a adoção também trouxe uma redução de custos. E a equação custo-benefício mostra uma vantagem.

– O produtor gasta mais na hora de comprar a semente, mas gasta menos com o uso do herbicida – diz o presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado, Cláudio de Jesus.

Hoje, a lista de milhos geneticamente modificados aprovados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança chega a 15 itens. Mas a semente capaz de ajudar os gaúchos a diminuir os impactos do clima não deve chegar antes de três a quatro anos.

GISELE LOEBLEIN

Vigilância sanitária bane agrotóxico metamidofós

Estadão, 18.01.2011

Vigilância sanitária bane agrotóxico em todo o País

O metamidofós, usado nas lavouras de batata, feijão, soja, tomate e trigo, é o 4º produto do tipo a ter a venda proibida

Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o banimento do agrotóxico metamidofós no Brasil. O produto, usado nas lavouras de algodão, amendoim, batata, feijão, soja, tomate e trigo, pode prejudicar o feto, além de ser tóxico para os sistemas neurológico e imunológico. A substância também é prejudicial aos sistemas reprodutor e endócrino.

É o quarto agrotóxico cuja comercialização é proibida pela Anvisa desde 2008, quando a agência preparou uma lista de reavaliação com 14 produtos suspeitos de causar danos para a saúde. Além do metamidofós, foram proibidos cihexatina, tricloform e endossulfam. "Nossa expectativa é avaliar todos os produtos da lista neste ano. Até porque, certamente, novos produtos deverão ser incluídos para reavaliação", afirmou Luiz Claudio Meirelles, gerente-geral de toxicologia da Anvisa.

A retirada do metamidofós do mercado brasileiro será feita de maneira programada. Pela decisão, publicada ontem no Diário Oficial, o produto poderá ser comercializado somente até o fim do ano. O agrotóxico poderá ser usado nas lavouras até junho de 2012. Meirelles afirmou que a retirada programada é feita de forma a não provocar impacto negativo na agricultura. "É preciso também que haja tempo para os produtores se adaptarem, para eles terem acesso a produtos menos tóxicos." O metamidofós já foi banido nos países da União Europeia, China, Paquistão, Indonésia, Japão, Costa do Marfim e Samoa. De acordo com Meirelles, o produto se encontra em processo de retirada nos Estados Unidos.

O agrotóxico havia sido reavaliado pela Anvisa no ano de 2002. Na época, o uso do produto foi restrito, além de a forma de aplicação ter sido alterada. Naquele ano, também foi realizada a primeira reavaliação de agrotóxicos no Brasil pela Anvisa, com banimento de quatro produtos.

A avaliação dos agrotóxicos da lista de 2008, por sua vez, demorou para ganhar ritmo. Por pressões políticas, divergências no governo e ações na Justiça, somente no ano passado as análises começaram a ser feitas com mais rapidez.

Para evitar que fabricantes tentem acabar com seus estoques, a venda do metamidofós até dezembro não poderá ultrapassar a média histórica. "Vamos fiscalizar o cumprimento dessa determinação", disse Meirelles.

Com a decisão da Anvisa, também não serão autorizados registros de novos produtos que levem metamidofós nem a importação do produto. Terminado o prazo em que a comercialização é permitida, fabricantes ficarão responsáveis pela retirada do produto do mercado.

Valor Econômico, 18.01.2011

Governo retira inseticida do mercado


De São Paulo

O metamidofós, princípio ativo de alguns inseticidas utilizados nas culturas de cana-de-açúcar, soja e algodão, não poderá mais ser utilizado no Brasil a partir de 2012. A decisão pelo banimento do produto contou com parecer conjunto do Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A proibição foi publicada ontem no Diário Oficial e, entre outros motivos, levou em consideração o fato de o metamidofós já ter sido proibido em outros países pelo seu elevado grau de toxicidade. O produto pode provocar danos nos sistemas endócrino e reprodutor humano e no desenvolvimento de feto.

A retirada do produto do mercado, no entanto, será programada. As empresas que ainda importam o princípio ativo e fazem a formulação poderão manter a produção até 19 de novembro deste ano. Já a comercialização poderá ser feita no Brasil até 31 de dezembro de 2011, para finalmente em 30 de junho de 2012 o uso do metamidofós ser totalmente proibido.

Conforme dados do Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit), do Ministério da Agricultura, cinco empresas têm registro para formulação de produtos à base do metamidofós - Milênia, Fersol, Sipcam, Nufarm e Bayer. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), estudos ainda estão sendo realizados para avaliar o impacto que a retirada do produto causará no mercado. (AI)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Proteja a Amazônia seus povos e suas espécies

O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte – ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas:

https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais – ao menos não sem comprarem uma briga.

A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá supriras demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior,mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.

A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte, assine agora:

https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nos, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.

Com esperança

Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz

Fontes:

Belo Monte derruba presidente do Ibama:
http://colunas.epoca.globo.com/politico/2011/01/12/belo-monte-derruba-presidente-do-ibama/

Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.htmlVídeo sobre impacto de Belo Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E

Uma discussão para nos iluminar:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657702,0.php

Questão de tempo:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/01/13/questao-de-tempo-356318.asp

Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão sagrada":
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110101161250&assunto=27&onde=Politica

Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de 'sentença de morte
do Xingu':
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/26/em-nota-56-entidades-chamam-concessao-de-belo-monte-de-sentenca-de-morte-do-xingu-917481377.asp

Marina Silva considera 'graves' as pressões sobre o Ibama:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm

Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:
http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/posicao_barragens_wwf_brasil.pdf

Perseu Abramo libera 43 livros na rede

A Biblioteca Digital da Perseu Abramo pode ser acessada em
http://www2.fpa.org.br/bibliotecadigital

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Salvem as abelhas!!!!

As abelhas estão morrendo em todo o mundo, colocando em perigo a nossa cadeia alimentar. Os cientistas culpam os agrotóxicos e quatro governos europeus já os proibiram. Se conseguirmos que os EUA e a União Europeia se unam à proibição, outros governos ao redor do mundo poderão seguir o exemplo e salvar da extinção milhares de abelhas. Assine a petição e encaminhe este apelo urgente.

Assinem a Petição:
https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?cl=905523141&v=8149

Silenciosamente, bilhões de abelhas estão morrendo, colocando toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Abelhas não fazem apenas mel, elas são uma força de trabalho gigante e humilde, polinizando 90% das plantas que produzimos.

Vários estudos científicos mencionam um tipo de agrotóxico que contribui para o extermínio das abelhas. Em quatro países Europeus que baniram estes produtos, algumas populações de abelhas já estão se recuperando. Mas empresas químicas poderosas estão fazendo um lobby pesado para continuar vendendo estes venenos. A única maneira de salvar as abelhas é pressionar os EUA e a União Europeia para eles aderirem à proibição destes produto letais - esta ação é fundamental e terá um efeito dominó no resto do mundo.

Não temos tempo a perder - o debate sobre o que fazer está esquentando. Não se trata apenas de salvar as abelhas, mas de uma questão de sobrevivência. Vamos gerar um zumbido global gigante de apelo à UE e aos EUA para proibir estes produtos letais e salvar as nossas abelhas e os nossos alimentos. Assine a petição de emergência agora, envie-a para todo mundo, nós a entregaremos aos governantes responsáveis:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

As abelhas são vitais para a vida na Terra - a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, muitas das nossas frutas, legumes e óleos preferidos poderão desaparecer das prateleiras.

Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas - algumas espécies já estão extintas e semana passada ficamos sabendo que algumas espécies nos EUA chegaram a 4% da população normal. Cientistas vêm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas cada vez mais novos estudos independentes produzem fortes evidências que os culpados são os agrotóxicos neonicotinóides. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro.

Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Se conseguirmos que os governantes europeus e dos EUA assumam medidas, outros países seguirão o exemplo. Não vai ser fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é "altamente tóxico" e representa um "grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)".

Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência da Bayer sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais peritos - apicultores e agricultores - querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos, a não ser que hajam evidências sólidas comprovando que eles são seguros. Vamos apoiá-los agora. Assine a petição abaixo e, em seguida, encaminhe este alerta:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

Não podemos mais deixar a nossa cadeia alimentar delicada nas mãos de pesquisas patrocinadas por empresas químicas e os legisladores que eles pagam. Proibir este agrotóxico é um caminho necessário para um mundo mais seguro tanto para nós quanto para as outras espécies com as quais nos preocupamos e que dependem de nós.

Com esperança,

Alex, Alice, Iain, David e todos da Avaaz

Leia mais:

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/09/22/italia-proibe-agrotoxicos-neonicotinoides-associados-a-morte-de-abelhas/

O desaparecimento das abelhas melíferas:
http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180

Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/08/30/alemanha-proibe-oito-pesticidas-neonicotinoides-em-razao-da-morte-macica-de-abelhas/

Campos silenciosos:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/campos_silenciosos_imprimir.html

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ovos contaminados por dioxina

06/01/2011 - 22h54

Alemanha interdita 4.700 granjas e sítios por ovos contaminados por dioxina

DA FRANCE PRESSE, EM BERLIM

O Ministério da Agricultura da Alemanha anunciou na noite desta quinta-feira que mais de 4.700 granjas e sítios produtores de alimentos serão interditados provisoriamente diante do risco de contaminação por dioxina, a maior parte na Baixa Saxônia, no norte do país.

A medida, decretada por precaução, envolve 4.709 granjas e sítios, sendo 4.468 da Baixa Saxônia, cuja capital é Hannover.

Ovos da Alemanha contaminados com dioxina chegam ao Reino Unido, alerta UE
Ovos contaminados abalam indústria alemã; assista

As dioxinas são toxinas formadas por queima de resíduos e de outros processos industriais e têm contribuído com o aumento das taxas de câncer, além de afetar a gravidez.

A decisão, adotada após a distribuição nos meses de novembro e dezembro de ração contaminada com dioxina, afeta especialmente os criadores de porcos, precisou o ministério.

Até que se prove que não houve contaminação, estes sítios e granjas não poderão entregar seus produtos.

Segundo o governo alemão, até 150 mil toneladas de ração destinada ao gado foram contaminadas. Entre novembro e dezembro passados, 3.000 toneladas do produto caíram na cadeia produtiva de alimentos, sendo 2.500 toneladas na Baixa Saxônia.

Um índice de dioxina superior ao aceitável foi encontrado no final de dezembro em ovos vendidos na Alemanha, Holanda e Reino Unido.

Durante a tarde, o ministério regional da Agricultura de Schleswig-Holstein (norte) confirmou a presença de contaminação por dioxina em gordura animal utilizada pelo grupo de alimentos Harles und Jentzsch

06/01/2011 - 10h45

Ovos contaminados abalam indústria alemã

da BBC Brasil

A distribuição para vendas de mais de 100 mil ovos contaminados com dioxina na Alemanha vem causando uma crise na indústria e assustando consumidores.

Autoridades fecharam fábricas suspeitas de terem usado ração contaminada em todo o país.

Muitas granjas foram fechadas por precaução, já que estavam na lista de entregas do produtor de ração que possivelmente teria usado gordura carregada com dioxina.

Na fábrica do norte da Alemanha em que a dioxina foi detectada pela primeira vez, 55 toneladas da ração contaminada foram dadas às galinhas e mais de 100 mil ovos contaminados tinham sido distribuídos para venda.

A extensão da contaminação na indústria ainda não foi determinada

Químicos tentam traçar a origem da dioxina. Uma das teorias diz que as galinhas foram alimentadas com ração feita parcialmente com restos de gordura de um processo que transforma soja e outros grãos em lubrificantes industriais.

A Associação de Proteção ao Consumidor na Alemanha diz que há tantas perguntas sem resposta que é difícil dar recomendações.

"Por garantia, é melhor suspender o consumo de ovos e frango por alguns dias até que todas as perguntas sejam respondidas", disse um representante.

Autoridades alemãs acreditam que levará até uma semana para rastrear a fonte da dioxina na indústria granjeira. Mas a recuperação da imagem pode levar bem mais tempo.