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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

FAO discute produção de alimentos no Brasil

Folha de São Paulo
08.10.2010.

MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@uol.com.br

Quando se fala em fome no mundo, o Brasil é sempre visto como uma das soluções. O caminho a ser percorrido para o país ser o celeiro mundial, no entanto, ainda é longo, segundo analistas do setor de alimentação.

Na próxima quinta, em São Paulo, representantes da FAO e de associações brasileiras, como Abag (agronegócio) e Andef (defesa vegetal), retomam as discussões com um olhar de como preparar o país para esse desafio.

Eduardo Daher, diretor-executivo da Andef, diz que pesquisa e inovações dentro da porteira são temas que vão constar das discussões. "São caminhos necessários para um aumento de produção de forma sustentável."

Daher diz que é necessário fazer mais com menos e, para isso, integração lavoura-pecuária, biotecnologia e desenvolvimento de novas moléculas são fundamentais.

Tudo isso exige -além de tempo, talento e dinheiro do setor agropecuário- mais agilidade do governo.

Novas pragas estão a caminho do Brasil, trazendo resistência de insetos, fungos e ervas daninhas a produtos utilizados atualmente. A indústria tem uma lista de 500 novos itens na fila para apreciação dos órgãos que avaliam esse segmento.

As discussões do encontro não ficam restritas a assuntos internos à porteira das fazendas, mas vão além, segundo o executivo.

Consumo, abastecimento e distribuição de alimentos também devem estar no foco dos debates. Em alguns setores, como o de logística, "já ficamos para trás e precisamos tentar recuperar o tempo perdido". Daher destaca ainda a necessidade de uma reforma tributária, "o que foi difícil de ser feito até agora".

Aumento de produção exige investimentos, mas para isso o produtor necessita de renda, que está sendo corroída por um real fortalecido, afirma o executivo.

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