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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Exposição a agrotóxicos organofosforados pode contribuir para o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

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http://www.ecodebate.com.br/2010/05/18/exposicao-a-agrotoxicos-organofosforados-\
pode-contribuir-para-o-transtorno-de-hiperatividade-com-deficit-de-atencao-thda/
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[Por Henrique Cortez, do Ecodebate]

Uma equipe de cientistas da Universidade de Montreal e da Universidade de Harvard descobriram que a exposição a agrotóxicos organofosforados está associada ao aumento do risco de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças.
Publicadao na revista Pediatrics, a pesquisa [Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder and Urinary Metabolites of Organophosphate Pesticides] descobriu uma ligação entre a exposição a pesticidas e a presença de sintomas de TDAH. O estudo foi realizado com 1139 crianças, de acordo com uma amostra da da população geral dos EUA, e mediu os níveis de pesticidas em sua urina. Os autores concluiram que a exposição a pesticidas organofosforados, em níveis comumente encontrados em crianças nos EUA, pode contribuir para o diagnóstico de TDAH.

"Estudos anteriores mostraram que a exposição a alguns compostos organofosforados causar hiperatividade e déficit cognitivo em animais", diz o autor Maryse F. ouchard, da Universidade de Montreal, Departamento de Meio Ambiente e Saúde do Trabalho no Sainte-Justine Hospital Research Center. "Nosso estudo encontrou que a exposição a organofosforados no desenvolvimento de crianças pode ter efeitos sobre os sistemas neurais e pode contribuir para comportamentos tipicamente diagnosticados em TDAH, tais como desatenção,hiperatividade e impulsividade."

O estudo foi financiado pelo Canadian Institutes for Health Research e pelo
National Institute of Environmental Health Sciences (EUA).

O estudo "Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder and Urinary Metabolites of Organophosphate Pesticides," publicado na revista Pediatrics, foi elaborado por Maryse F. Bouchard, University of Montreal and Harvard University e por David C.
Bellinger, Robert O. Wright, and Marc G. Weisskopf da Harvard University.

O artigo está disponível para acesso integral e gratuíto. Para acessar o artigo,
no formato PDF, clique aqui.

Para maiores informações transcrevemos, abaixo, o abstract.

Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder and Urinary Metabolites of
Organophosphate Pesticides
Maryse F. Bouchard, PhDa,b, David C. Bellinger, PhDa,c, Robert O. Wright, MD,
MPHa,d,e, Marc G. Weisskopf, PhDa,e,f

Departments of aEnvironmental Health and
fEpidemiology, School of Public Health, Harvard University, Boston,
Massachusetts;
bDepartment of Environmental and Occupational Health, Faculty of Medicine,
University of Montreal, Montreal, Quebec, Canada;
Departments of cNeurology and
dPediatrics, School of Medicine, Harvard University, and Boston Children's
Hospital, Boston, Massachusetts; and
eChanning Laboratory, Department of Medicine, School of Medicine, Harvard
University, and Brigham and Women's Hospital, Boston, Massachusetts

Objective
The goal was to examine the association between urinary concentrations of
dialkyl phosphate metabolites of organophosphates and
attention-deficit/hyperactivity disorder (ADHD) in children 8 to 15 years of
age.

Methods
Cross-sectional data from the National Health and Nutrition Examination Survey
(2000–2004) were available for 1139 children, who were representative of the
general US population. A structured interview with a parent was used to
ascertain ADHD diagnostic status, on the basis of slightly modified criteria
from the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fourth Edition.

Results
One hundred nineteen children met the diagnostic criteria for ADHD. Children
with higher urinary dialkyl phosphate concentrations, especially dimethyl
alkylphosphate (DMAP) concentrations, were more likely to be diagnosed as having
ADHD. A 10-fold increase in DMAP concentration was associated with an odds ratio
of 1.55 (95% confidence interval: 1.14–2.10), with adjustment for gender, age,
race/ethnicity, poverty/income ratio, fasting duration, and urinary creatinine
concentration. For the most-commonly detected DMAP metabolite, dimethyl
thiophosphate, children with levels higher than the median of detectable
concentrations had twice the odds of ADHD (adjusted odds ratio: 1.93 [95%
confidence interval: 1.23–3.02]), compared with children with undetectable
levels.

Conclusions
These findings support the hypothesis that organophosphate exposure, at levels
common among US children, may contribute to ADHD prevalence. Prospective studies
are needed to establish whether this association is causal.

PEDIATRICS (doi:10.1542/peds.2009-3058)

Por Henrique Cortez, do Ecodebate, 18/05/2010, com informações de
Sylvain-Jacques Desjardins, Université de Montréal.

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