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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Baixar livros sobre agroecologia, manual agroflorestal, educação...

Entre no Portal do MDA/SAF/DATER

http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/programas/assistenciatecnica/2906371

Tim Jackson e sua fúria ambiental

Stephen Leahy*

*A fúria às vezes é a resposta adequada*, afirma Tim Jackson, referindo-se à falta de compromisso dos líderes mundiais que não conseguiram articular um novo tratado climático na cúpula de Copenhague. Jackson entende que o Acordo de Copenhague, resultante da 15ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP15), revelou não apenas que a governabilidade ambiental global é uma ficção como também demonstrou um apego cego ao mantra do crescimento econômico.

Professor de Desenvolvimento Sustentável e diretor do Grupo de Pesquisas sobre Estilos de Vida, Valores e Meio Ambiente na britânica Universidade de Surrey, também é encarregado da direção econômica da Comissão de Desenvolvimento Sustentável da Grã-Bretanha. E é assessor do governo nessa área. Além disso, é dramaturgo e produziu numerosos roteiros de rádio para a rede BBC, com sede em Londres.

O Terramérica entrevistou Jackson por telefone sobre seu novo e controvertido livro, *Prospertiy without Growth - Economics for a Finite Planet* (Prosperidade sem Crescimento: Economia para um Planeta Finito), assunto sobre o qual já havia dado uma entrevista na capital dinamarquesa. Também abordou o Acordo de Copenhague e as perspectivas de um tratado climático real.

TERRAMÉRICA: Em seu livro, você afirma que o crescimento econômico nos países industrializados está deixando as pessoas menos felizes e destruindo a terra.

TIM JACKSON: A contínua busca pelo crescimento coloca em risco os ecossistemas dos quais dependemos para uma sobrevivência de longo prazo. Também há ampla evidência de que uma riqueza material maior nos países industrializados não faz seus habitantes felizes, muito pelo contrário. Além de determinado nível de renda, não existe uma
correlação de que isso seja diretamente proporcional à felicidade.

TERRAMÉRICA: Se a era do crescimento terminou, o que ocupará seu lugar?

TJ: É necessário redefinir a riqueza e a prosperidade com base nos parâmetros de *capacidade de florescimento* de Amartya SEN (ganhador do Nobel de Economia em 1998). O florescimento se define como ter o suficiente para comer, ser parte de uma comunidade, ter um emprego que valha a pena, uma moradia decente, acesso a educação e serviços médicos.

TERRAMÉRICA: E o que acontece com os países em desenvolvimento?

TJ: As nações industrializadas precisam dar essa virada para criar um espaço que permita ao mundo em desenvolvimento melhorar o desempenho de sua economia. Este crescimento tem de ser sustentável e estar dentro dos limites ecológicos. A atual desigualdade entre nações ricas e pobres é uma razão primordial para que o mundo industrializado necessite fazer esta correção de rumo.

TERRAMÉRICA: Por que o desagrada tanto a COP-15 ter acabado em um acordo de dez páginas em lugar de um tratado internacional vinculante?

TJ: É um documento cheio de ar quente e promessas vazias, cozinhado pelas duas grandes superpotências mundiais. Realmente, isso é o melhorque temos para mostrar após 17 anos de negociações? É uma política climática dos canhões. O tratado climático não foi o único fracasso em Copenhague. A governabilidade mundial foi ao fundo do poço.

TERRAMÉRICA: Quais temas essenciais não fizeram parte das negociações
da COP-15?

TJ: O debate sobre o crescimento não figurou. Tanto esta questão como uma distribuição justa do espaço ecológico têm de estar na mesa. De outro modo, as negociações não saem do lugar.

TERRAMÉRICA: O que pensa dos atuais esforços para reduzir as emissões de carbono usando mecanismos como a limitação de emissões contaminantes e o comércio de créditos?

TJ: Não é possível conseguir uma economia baixa em carbono sem uma mudança importante na própria economia. Pequenos ajustes não funcionarão. As corporações veem o clima como a nova oportunidade de negócios. Os mecanismos de mercado agora são as ferramentas predominantes percebidas como uma mudança e que são boas para as
empresas, mas são ruins para o público. Consideremos a bastante divulgada ideia de que o crescimento pode continuar desde que suas emissões de carbono (e outros impactos ambientais) diminuam em grande proporção. Em 2050, em um mundo de nove bilhões de habitantes, onde todos vão querer um estilo de vida ocidental, a intensidade do carbono de cada dólar de produção deverá ser, pelo menos, 130 vezes menor do que agora. Isso é simplesmente impossível.

TERRAMÉRICA: O que acontecerá até as negociações da COP-16, em dezembro, no México?

TJ: Penso que deve haver maior pressão internacional e um impulso em relação a questões políticas fundamentais, como a regulação dos mercados financeiros, os sistemas de contas nacionais e a óbvia pressão para criar um fórum viável para a governabilidade climática, bem como a medição do progresso social (no estilo do informe da Comissão de Medida do Desempenho Econômico e do Progresso Social da
França, encomendado em 2009 a Sem e ao também Nobel de Economia Joseph Stiglitz). É necessário que Estados Unidos e China participem dos debates mais amplos sobre crescimento e justiça. É interessante que neste momento haja, por exemplo, um pouco mais de humildade e abertura no Fórum Econômico Social, como não ocorreu até agora. Sinais de esperança? Possivelmente.

LINKS

Livro de Jackson, em inglês

Universidade de Surrey, em inglês

Comisão de Desenvolvimento Sustentável da Grã-Bretanha, em inglês

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

(Envolverde/Terramérica)

CD Revista Agricultura Urbana - RUAF 1 a 16

Baixe aqui


http://www.sendspace.com/file/rqr46i

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Resumos do VI Congresso Brasileiro e II Congresso Latinoamericano de Agroecologia

Na página da ABA-Agroecologia estão disponíveis os 1.095 resumos expandidos de trabalhos apresentados no VI Congresso Brasileiro e II Congresso Latinoamericano de Agroecologia (09 a 12 de novembro de 2009 - Curitiba - Paraná).

http://www.aba-agroecologia.org.br/aba2/

No total são 4.548 páginas que estão a disposição de todos.
Esta é mais uma contribuição da ABA para o avanço do conhecimento em Agroecologia.


Na Revista
:
Os arquivos do volume 4 no.2 estão em "arquivos" na página de abertura
da revista, ao lado de "número atual", pois já publicamos também o Vol.4
No.3 com artigos inéditos.
Abrindo arquivos, basta selecionar o número desejado.

O link direto é
http://www6. ufrgs.br/ seeragroecologia /ojs/viewissue. php?id=10




Francisco Roberto Caporal
Presidente da ABA-Agroecologia


FILIE-SE à ABA-Agroecologia - www.aba-agroecologia.org.br

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Revista Brasileira de Agroecologia

Publicamos ao final do ano mais dois números da Revista Brasileira de Agroecologia.
Um número do especial do VI Congresso, realizado em novembro de 2009, incluindo os 1.090 Resumos de trabalhos e outro número com 12 artigos inéditos e 5 resumos de teses e dissertações.

Atualmente estamos com quase 80 artigos à espera de revisão e finalização de editoria o que mostra um crescimento incrível na procura pelo espaço oferecido pela Revista Brasileira de Agroecologia.
Contatos: Editor: Fábio Dal Sóglio - fabiods@ufrgs.br

Acesso: aba-agroecologia.org.br

As Normas para submissão de trabalhos estão disponíveis na nossa página.

Francisco Roberto Caporal
Presidente da ABA-Agroecologia