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terça-feira, 24 de março de 2009

Liberação de arroz transgênico foi debatida em audiência pública

Fonte: Boletim NEAD
20 a 29 de Março de 2009 nº 448


Cientistas, produtores rurais, representantes de entidades ambientais, de direitos humanos e de defesa do direito do consumidor, além de autoridades do poder público, participaram, no dia 18 de março, da audiência pública que debateu o pedido de liberação do arroz transgênico Liberty Link, da empresa Bayer.O evento foi promovido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília(DF). A audiência pública é uma etapa obrigatória do processo pelo qual devem passar todos os processos de pedidos para liberação de organismos geneticamente modificados (OGM).Após a abertura da audiência, feita pelo presidente da CTNBio, Walter Colli, doze expositores – entre inscritos e convidados da Comissão – abordaram os diversos aspectos envolvendo o processo. Cadeia produtiva e mercado nacional e internacional, avaliação de riscos para a saúde humana e animal, impacto sobre o meio ambiente e mesmo a composição química e o mapeamento genético do arroz Liberty Link foram temas apresentados e debatidos pelos expositores, membros da CTNBio e público presente.Cientistas e técnicos expositores e participantes da audiência divergiram quanto aos aspectos comerciais e de biossegurança.O que surpreendeu foi a posição das entidades de produtores rurais, normalmente favoráveis aos OGM. Tanto a Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) quanto a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), representadas pelo presidente desta, Renato Caiaffo da Rocha, se manifestaram contrárias à liberação do arroz transgênico para produção, comercialização e consumo no Brasil. “Estamos bastante conscientes, precisos, diretos e seguros desta posição. Não temos, hoje, aceitação no mercado interno e nem no mercado externo. Se aprovarmos [a liberação deste produto] neste momento, vamos prejudicar as exportações”, declarou o presidente da entidade que representa 18 mil associados do estado responsável por 62% de toda a produção nacional.A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), através da sua unidade que trabalha com arroz e feijão, também se expressou de forma desfavorável à liberação do arroz da Bayer. Entre outros motivos, a instituição avalia que ele representa um sério risco à segurança alimentar e à biodiversidade do arroz no Brasil, uma vez que não é possível impedir os cruzamentos das espécies nativas e silvestres com a variedade transgênica.O Ministério Público Federal considerou insuficientes e precários os estudos apresentados a respeito dos riscos para o meio ambiente e para a saúde humana e animal. Além disso, o procurador Marcellus Lima, da Procuradoria da República de Mato Grosso, garantiu que o MPF vai permanecer atento ao tema. “Vamos acompanhar a tramitação do processo e se todo o procedimento legal não for respeitado, vamos recomendar judicialmente que isso seja feito”, afirmou.Segundo o presidente da CTNBio, o processo seguirá o rito tradicional. “Vamos encaminhar as questões surgidas na audiência à empresa e as suas respostas serão avaliadas pelos membros que irão elaborar os pareceres. Só aí poderemos levar ao plenário e deliberar através do voto a posição da comissão”, informou Colli.Ainda segundo o presidente, a decisão da CTNBio deve ocorrer apenas no segundo semestre.O arquivo sonoro completo da audiência estará em breve disponível no site da Câmara dos Deputados, seção Biblioteca.

Mais informações: www.ctnbio.gov.br

segunda-feira, 16 de março de 2009

Minc quer simplificar licenciamento de aqüicultura para pequenos empreendedores

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou na quarta-feira (11) que quer simplificar o licenciamento ambiental de aqüicultura para pequenos empreendedores.

Durante reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), ele afirmou que a medida levará ao aumento da produção de peixes, o que resultará na maior oferta de emprego e de “peixe mais barato e saudável”.

O licenciamento ambiental dos empreendimentos de aqüicultura poderá ter as normas uniformizadas para eliminar divergências de critérios entre os estados. As mudanças estão sob análise do Conama.

De acordo com o ministro, o objetivo do governo é que pelo menos 90% do aumento da produção se dê por meio do cultivo de peixes. “Você cria peixes em áreas reservadas e não ameaça as espécies que estão nos rios e nos mares.”

Questionado sobre a falta de incentivo e de capacitação para o setor, Minc lembrou que a idéia do governo é transformar a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca em ministério, o que fará com que o órgão tenha "mais recursos e mais poder”.

Os participantes da reunião também discutiram o zoneamento econômico e ecológico da BR-163, que liga os os estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e do Pará. (Fonte: Paula Laboissière/ Agência Brasil)


Claudia Dardaque

segunda-feira, 9 de março de 2009

"Morgellons disease" e transgênicos

Uma doença que provoca rupturas na pele pela erupção de fibras desconhecidas (aparentemente constituídas de celulose contendo minerais como alumina e calcita) com desfiguração e infecções secundárias, especialmente em crianças e idosos, designada "Morgellons disease", se espalhou por todos os 50 estados dos EUA nos últimos 10 anos, concomitantemente à expansão dos transgênicos. Já há casos diagnosticados em países da Europe e África, no Japão, Filipinas, Indonésia e Austrália. O problema se agravou ao ponto de ser instituída uma pesquisa oficial do CDC (Centers for Disease Control - USA) para determinar as causas dessa síndrome. Há indicações científicas de que é causada por Agrobacterium tumefasciens, o organismo mais alterado e trabalhado pela Enga. Genética, que ensinou ao homem essa pseudo-tecnologia e fornece as Ti-Plasmids (Ti = Tumor Inducing, que produzem tumores nas raízes), estruturas de transferência de material genético que são usadas para carregar e inserir os transgenes. Como os Agrobacteria são muito promíscuos na aquisição de ácidos nucleicos e estão presentes em todos os solos do mundo, é provável que tenham incorporado genes de virulência para humanos, por exemplo, dos "promotores virais" usados na montagem de transgenes e seus mutantes, que continuamente se desprendem dos milhões de toneladas de resíduos transgênicos que se decompoem pelos campos cultivados espalhando-se pelo ambiente.Vejam abaixo o resumo das pesquisas do Dr. Vitali Citovsky (da SUNY - State University of New York, Stony Brook, NY) que tem muitas publicações sobre a infectividade de Agrobacteria em animais. Ele identificou a presença de genes de Agrobacterium derivados tanto de cromossomos como da Ti-plasmid, incluindo T-DNA, nos tecidos amostrados de todos os pacientes com Morgellons analisados na pesquisa.

Informações em:
http://www.morgellons-disease-research.com/,
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9891
http://www.morgellons.org/suny.htm

Se essas suspeitas forem confirmadas fica em aberto a possibilidade de que a "Morgellons disease" seja apenas a "ponta do Iceberg" de inúmeras doenças novas, mas sem sintomas tão visíveis, que podem estar sendo geradas pela contaminação transgênica do ambiente e alimentos, pois os trangenes perduram nas micelas de argila do solo, na água e no trato digestivo de animais - onde podem ser absorvidos por inúmeros micróbios benéficos ou inóquos à saúde até o momento.

Fonte:
Dr. Geraldo Deffune G. de Oliveira (Eng°Agr°, PhD)
Alelopatia, Biodinâmica e Agroecologia Aplicada
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AGRICULTURA BIODINÂMICA

quinta-feira, 5 de março de 2009

Brasil adere a acordo da FAO para pesca responsável

BRASÍLIA - O Brasil foi o 38º país a aderir ao acordo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para o cumprimento de medidas internacionais de conservação e gestão dos recursos pesqueiros em alto-mar por navios de pesca. A cerimônia de adesão aconteceu na segunda-feira (2), em Roma, na Itália, e o país foi representado pelo ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca do Brasil, Altemir Gregolin.

Em seu discurso, o ministro disse que a adesão brasileira representa o compromisso do governo com a sustentabilidade da pesca em alto-mar, usando a lei e o controle dos navios pesqueiros que levam a bandeira do país. O diretor-geral adjunto de Pesca da FAO, Ishiro Nomura, felicitou a participação brasileira no acordo e disse que espera a mesma postura de outros países.

“Com a adesão de cada novo país ao acordo nos aproximamos da meta de garantir que cada barco que pesque em alto-mar realize a atividade de forma responsável, assegurando uso sustentável dos recursos pesqueiros marinhos”, afirmou durante discurso reproduzido em nota da organização.

A entrada do país no acordo aconteceu na abertura da 28ª Sessão do Comitê de Pesca da FAO. O evento conta com a participação de mais de 80 países que estão debatendo o relatório O Estado Mundial da Pesca e Aquicultura (Sofia) de 2008, divulgado ontem.

O documento propõe que as práticas de pesca responsável sejam mais utilizadas e os planos de gestão incluam estratégias que considerem as mudanças climáticas em curso no planeta.

O estudo traz dados sobre a Amazônia e mostra que a região tem um excedente de pescados ainda pouco usado para a alimentação. Cerca de 60% das populações de peixes ainda são sub-exploradas, enquanto 30% são sobre-exploradas ou estão em recuperação.

A explicação, segundo a FAO, é que a população da América Latina e do Caribe, apesar do excedente de peixes, prefere comer carne vermelha. Entretanto, o padrão de consumo deve se modificar aos poucos devido ao desenvolvimento de novos canais de distribuição e à busca crescente por alimentos saudáveis.

De acordo com o documento, a população latino-americana irá consumir cerca de 20% a mais de pescados em 2015. A pedido da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (SEAP), a FAO deu início ao trabalho de apoiar o governo para adequar as atividades pesqueiras nacionais às normas internacionais de pesca responsável.


Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=5&id_noticia=276111