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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Brasil supera EUA no uso de agroquímicos

Em 2008, o Brasil assumiu a liderança no consumo mundial de agroquímicos, posição antes ocupada pelos Estados Unidos, segundo informa o presidente mundial do instituto internacional de pesquisa em agronegócios Kleffmann Group , Burkhard Kleffmann. O resultado deve ser confirmado pelos balanços das principais indústrias do setor. Dados preliminares indicam que os produtores brasileiros compraram entre US$ 6,9 e US$ 7 bilhões em defensivos agrícolas. Já as lavouras americanas, mesmo ocupando uma área consideravelmente maior, investiram US$ 6,7 bilhões nos insumos.

O ritmo de crescimento de quase 30% no mercado de insumos agrícola no ano passado, não deverá se repetir em 2009. 'Mas não sofrerá uma reversão', acredita o presidente da Kleffmann no Brasil, Lars Schobinger. Já as lavouras do mundo devem apresentar queda de 5%, estima Kleffmann. Em 2008, o consumo global de defensivos foi 15% maior na comparação com o ano anterior.

O presidente mundial da empresa ressalta que o potencial de crescimento avistado no Brasil é assegurado pelo clima tropical, sinônimo de mais pragas nas lavouras e pelo 'efeito fisiológico' garantido com a 'terceira aplicação' já adotado nas lavouras européias, e em estágio embrionário por aqui. 'A dose extra de defensivos é capaz de aumentar a produtividade da lavoura'. No ano passado, o número de aplicações nas lavouras brasileiras de soja cresceu 5,3% e movimentou US$ 2,38 bilhões, 33% mais que na safra anterior.

Kleffmann fala em uma 'tendência irreversível de crescimento' do setor de defensivos agrícolas, o empresário admite uma retração apenas em caso de escassez generalizada de crédito, cenário para ele apto a se configurar nos países da América Latina. Argumento rebatido pelo presidente da empresa no Brasil, que se apoia no crescimento da área cultivada com recurso próprio, independente de crédito oficial ou informal.

'Apenas 20% das lavouras de milho recebem aplicação de fungicidas', afirma Schorbinger baseado nos números da Kleffmann. Ele informa que 100% das plantações de soja são protegidas com o produto, 'mas só 40% delas são cultivadas com sementes tratadas quimicamente', acrescenta. Para o executivo brasileiro, a ferrugem surgida na soja brasileira em 2004 foi uma das molas propulsoras do crescimento do consumo do agroquímico. 'O produtor não pode se dar o luxo de dispensar defensivo'.

Schorbinger e Kleffmann explicam que em tempos de crise o produtor reluta, mas acaba comprando agroquímico em cima da hora.

A Kleffmann desenvolve pesquisas Adhoc (sob encomenda), de acordo com as necessidades específicas do cliente, e a consagrada Amis, painel para acompanhamento da evolução do mercado do qual as maiores empresas brasileiras e multinacionais não abrem mão. Os painéis em questão refletem basicamente o segmento de insumos agrícolas, com exceção dos fertilizantes e em especial o setor de defensivos agrícolas e sementes.

Crise no agronegócio

A área de atuação da empresa, insumos, deve ser alvo de redução de investimentos em 2009, acredita Burkhard, 'mas apenas os menos essenciais à produtividade'. Segundo ele, na Europa, os investimentos em herbicidas e fungicidas podem ser mantidos, já o aporte em inseticidas deve sofrer redução.

O ano de 2008 foi bom para muitos países, como avalia o presidente mundial da Kleffmann. Em 2009, poucos permanecer imune ao cenário desenhado pela atual crise mundial no agronegócio. 'O aumento da produção de grãos não foi suficiente para recompor os estoques, que continuam baixos', afirma Kleffmann, em visita à filial brasileira do grupo responsável por 36% do faturamento da multinacional.

De acordo com as estimativas do instituto de pesquisa e do presidente dele, os preços médios mundiais das commodities agrícolas, ainda em baixa, devem crescer 10% este ano e, em 2010, outros 20%, valorização que seria assegurada pelo nível dos estoques mundiais de alimentos e pelo aumento de consumo, principalmente na Ásia. 'A produção ainda não foi capaz de acompanhar esse crescimento', afirma.

Na Europa, continente que concentra a maior parte das 22 filiais da empresa, o setor de lácteos pode ser mais afetado pela atual conjuntura, mas para Kleffmann, os outros setores do agronegócio devem continuar registrando demandas elevadas. 'Os produtores estão capitalizados, tiveram anos anteriores bons, inclusive nos Estados Unidos. O setor está capitalizado, tem gordura para queimar e precisa de menos empréstimo', confia.

A crise, para Kleffmann de curto prazo, deve afetar apenas parte dos negócios do instituto de pesquisa. 'Em momentos de crise, os serviços de informação são bastante demandados', acredita o presidente. No entanto, serão afetadas as pesquisas 'feitas sob encomenda'. A empresa espera registrar crescimento médio global de 15% este ano, com Europa estável, Brasil crescendo 20% e Ásia protagonizando um crescimento acima da média, 30%. Em 2008, na Ásia a empresa cresceu 50% e no Brasil 22%. Burkhard criou a Kleffmann na Alemanha no final da década de 80.

Gilmara Botelho / Gazeta Mercantil
Foto: FAEP

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tecnologias agroecológicas

O Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da
Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do
Desenvolvimento Agrário (Dater/SAF/MDA) disponibiliza uma
nova seção em sua página na internet com mais de 300
tecnologias de base ecológica a partir desta semana. O
objetivo é garantir um espaço de fácil acesso voltado
especialmente para extensionistas rurais, onde poderão ser
encontradas informações sobre técnicas de manejo e
tecnologias de base ecológica a serem usadas tanto na
agricultura como na produção animal.

http://www.pronaf.gov.br/dater/index.php?sccid=1976

Segundo o coordenador-geral do Departamento, Francisco
Caporal, este trabalho é resultado de um esforço da equipe
de Formação de Agentes de Ater do Dater e visa atender uma
demanda dos extensionistas, já que há muita tecnologia
disponível para consulta, mas de forma dispersa, o que
dificulta a pesquisa e a apropriação destes conhecimentos
por parte dos agentes de extensão, agricultores e
professores que têm interesse nesta área. “A partir de
agora, o link continuará a ser alimentado, incorporando
novas informações que forem recolhidas”.
Os interessados em disponibilizar novas tecnologias de base
ecológica no sítio do Dater, devem enviar o material por
email para: francisco.caporal@mda.gov.br.

Para ler a reportagem completa acesse:

http://www.pronaf.gov.br/dater/index.php?sccid=104&ctuid=20158

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

El alcance del glifosato

Por Jorge Carpio * y Facundo Villar **

La reciente creación de la Comisión Nacional de Investigación para el estudio del impacto de los agrotóxicos, especialmente del glifosato, sobre la salud de la población es una buena oportunidad para repasar algunos temas que permiten evaluar la importancia de la medida.
El glifosato es el principio activo del herbicida de amplio espectro Roundup (nombre comercial de la transnacional Monsanto). Según Monsanto, el Roundup no constituye un riesgo para la salud humana. Sin embargo, la Agencia de Protección Ambiental (EPA) reclasificó al glifosato dentro de la categoría “altamente tóxicos”, mientras que la Organización Mundial de la Salud lo tiene clasificado como extremadamente tóxico. A su vez, la Northwest Coalition for Alternatives to Pesticides (NCAP), ha realizado una revisión de la toxicología del glifosato, identificando efectos adversos en humanos que van desde irritaciones dérmicas y oculares, náuseas, mareos, reacciones alérgicas, hasta daño o falla renal.
En Argentina el consumo de glifosato ha venido creciendo exponencialmente desde hace más de 18 años. Su utilización está relacionada intrínsicamente con la soja RR, y otros cultivos transgénicos resistentes al glifosato. El herbicida arrasa con todo, menos con las semillas transgénicas, las cuales son producidas (como en el caso de la soja RR) monopólicamente por Monsanto, conformando así el denominado “paquete tecnológico” herbicida-semillas transgénicas.
El impacto de las fumigaciones con esta sustancia es alarmante, y desde hace 15 años, con el inicio de la política sojera, ha traído consigo altos índices de enfermedades y muertes en las áreas rurales de nuestro país.
Un informe preliminar, realizado por el Foro Ciudadano de Participación por la Justicia y los Derechos Humanos (FOCO) en noviembre pasado, relevó las localidades del país afectadas por muertes y enfermedades relacionadas con el uso de dicha sustancia. El patrón espacial de las localidades afectadas (más de 40) con elevados índices de patologías atribuibles al glifosato es coincidente con las áreas de los principales cultivos transgénicos en el país (soja, maíz y trigo) y la consiguiente utilización de glifosato.
Pero no sólo en las zonas rurales se utiliza este producto. En FOCO recibimos denuncias recientes por parte de vecinos de Olivos y Vicente López sobre la utilización de este producto por la empresa TBA para desmalezar las vías y sus márgenes. Según las denuncias, la sustancia se esparce también hacia los hogares que se encuentran aledaños al trazado del tren, poniendo en riesgo a sus habitantes y a quienes circulan por allí.
Los indicadores existentes muestran la importancia de la problemática del uso del glifosato, y los daños sobre la salud y el ambiente, tanto en áreas rurales, como urbanas y periurbanas, y la necesidad de considerarlo un tema de agenda pública, donde la toma de conciencia de la sociedad (rural y urbana) lleve a la reclasificació n del glifosato como lo que realmente es: un alto riesgo para la salud pública y el ambiente.
Estos antecedentes señalan la importancia de la creación de la comisión, que motiva estos comentarios, y la expectativa con que esperan sus resultados la ciudadanía y las organizaciones sociales preocupadas por estos temas.
- Director de FOCO.
** Observatorio de Empresas Transnacionales