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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Produção de café agroecológico e orgânico na agricultura familiar

O uso de máquinas e equipamentos é muito pouco comum em pequenas propriedades típicas da agricultura familiar, tornando a mão-de-obra fundamental para a maior parte das atividades de campo. Nesse modelo, boas práticas de uso e conservação do solo, água, fauna e flora são ainda mais imprescindíveis. A adoção de sistemas agroecológicos e orgânicos apresenta-se como uma oportunidade para o avanço da agricultura familiar.

Integrando a preservação ambiental com um forte respeito ao consumidor, tais sistemas demandam pouco uso de insumos, possibilitando a obtenção de lucro aliada à manutenção de uma boa qualidade de vida para a família do produtor e à sustentabilidade da unidade produtiva.

Conforme explica Paulo César de Lima, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em relação aos sistemas de produção tradicionais, o que tem sido observado é que, nos sistemas agroecológicos e orgânicos, como a escala de produção é pequena, os cuidados que se tem no pós-colheita são maiores do que os cuidados possíveis de serem adotados quando adota-se a produção em grande escala. Com isso, a qualidade do café acaba sendo melhor. E Paulo César lembra ainda: “Outra coisa é no uso de produtos químicos: no orgânico e no agroecológico você tem certeza que não há problema algum de contaminação dos grãos do café”.

Tecnicamente, os dois sistemas, agroecológico e orgânico, são muito parecidos. Ambos buscam um novo paradigma de produção agrícola sustentável. Mas, do ponto de vista mercadológico, há uma pequena diferença extremamente importante: para ser comercializado como orgânico o produto tem que ser, antes de tudo certificado, o que implica em despesas, por parte do produtor, com a certificação, um custo que pode chegar a três mil reais.

“No caso dos agricultores familiares, que podem se certificar via cooperativas e associações, esse custo é bastante diluído. Há um exemplo, no sul de Minas, que está em torno de sessenta e cinco, setenta reais por propriedade pra fazer a certificação. Mas é porque são vários produtores que, juntos, fazem uma certificação só”.

Fonte:
Data/Hora: 2008/05/08
Responsável: Paulo César Júnior
Unidade: Embrapa Café
www.embrapra.br

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