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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Produtos orgânicos têm mais nutrientes

Uma revisão em cerca de 100 estudos científicos concluiu que, na média, frutas, verduras e legumes orgânicos têm mais vitaminas, minerais e antioxidantes benéficos do que suas contrapartes convencionais.

No novo relatório, cientistas da ONG americana The Organic Center examinaram cuidadosamente as pesquisas e contrastaram a quantificação de alguns nutrientes em alimentos cultivados sob os sistemas orgânico e convencional. Os cientistas descobriram que os vegetais orgânicos possuíam níveis mais altos dos nutrientes avaliados em 61% dos casos.

Além disso, os alimentos orgânicos tenderam a ter maiores níveis de antioxidantes e polifenóis, nutrientes que estão pouco presentes nas dietas americanas. Em contraste, os alimentos convencionais tinham maiores níveis de potássio, fósforo e proteína total, nutrientes que já estão presentes em quantidades suficientes nas dietas comuns.

A Organic Center irá atualizar estes dados à medida em que forem publicados novos estudos comparando alimentos orgânicos e convencionais.

Leia a íntegra do relatório em inglês em:
http://www.organic- center.org/ science.nutri. php?action= view&report_id=126
Obs.: Tem um resumo em espanhol também.

Fonte:
Union of Concerned Scientists FEED, Abril de 2008.
http://www.ucsusa. org/food_ and_environment/ feed/feed- april-2008. html#4

domingo, 1 de junho de 2008

Tomate, alface e morango são os produtos mais contaminados por agrotóxicos

Uma análise realizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em parceria com as secretarias estaduais de saúde indica que o tomate, o morango e a alface são os alimentos com maior índice de resíduos de agrotóxicos.

De nove produtos avaliados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura e laranja), o índice de amostras colhidas em 2007 e consideradas insatisfatórias ficou em 17,28%.

Os dois problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para essas culturas.

RESULTADO DA ANÁLISE
Fonte: Anvisa
Alface13540,0%
Batata1471,3%
Morango9443,6%
Tomate12344,7%
Maçã1382,9%
Banana1394,3%
Mamão12217,2%
Cenoura1519,9%
Laranja1496,0%
Total119817,2%
CulturaTotal de amostrasAmostras insatisfatórias
Os dados são do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), coordenado pela Anvisa. As amostras foram recolhidas em pontos de venda pelas vigilâncias sanitárias de estados e municípios.

Tomate

O caso que mais chamou a atenção foi o do tomate. Das 123 amostras analisadas, 55 apresentaram resultados insatisfatórios, o equivalente a 44,72%. Nessa cultura, os técnicos encontraram a substância monocrotofós, ingrediente ativo que teve o uso proibido em novembro de 2006, em razão de sua alta toxicidade.

Também foi detectada a presença de metamidofós no tomate de mesa, ainda que em teores que não ultrapassaram os limites aceitáveis para a alimentação. Esse agrotóxico é autorizado apenas para a cultura de tomate industrial (plantio rasteiro), que permite aplicação por via área, trator ou pivô central, evitando assim a possibilidade de intoxicação do trabalhador rural.

AGROTÓXICOS
Guilherme Pupo/Folha Imagem
Estudo aponta que de cada dez pés de alface à venda em feiras e supermercados, quatro estão contaminados por resíduos de agrotóxicos. E cerca de 40% do tomate e do morango consumidos pelos brasileiros contêm vestígios irregulares de defensivos.




O metamidofós também foi encontrado no morango e na alface, culturas para as quais não é permitido o uso deste agrotóxico.

A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentava índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 1,36%. A maçã, que chegou a apresentar índice de 5,33% neste período, fechou 2007 com incidência de 2,9%.

"O aumento nos resíduos de agrotóxicos encontrados em tomate, alface e morango em 2007 pode ser correlacionável com o súbito acréscimo observado na importação de agrotóxicos por países da América do Sul, incluindo o Brasil", segundo o documento.

Na avaliação do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Nozomu Makshima, o aumento da contaminação do tomate, que cresceu 42% em relação a 2006, se deve ao "uso pouco criterioso" dos agrotóxicos pelos produtores. "Eles aplicam [agrotóxicos] sem muito critério. Os resíduos permanecem por causa da freqüência com que o produtor aplica, ele não obedece o período de carência", aponta.

De acordo com Makshima, o alto índice de amostras de alface com resíduos de agrotóxicos merece atenção redobrada por se tratar de uma cultura "muito sensível" ao uso de defensivos, além do alimento ser consumido sem preparo, cru. "Normalmente o que a gente nota no caso de folhosas é contaminação por microorganismos, não por resíduos químicos", pondera o pesquisador da Embrapa Hortaliças.

Encaminhamento

A Anvisa irá encaminhar todos os resultados ao Ministério da Agricultura (Mapa), órgão responsável pela fiscalização das lavouras e ao qual cabe desencadear ações dirigidas aos produtores.

O uso da substância monocrotofós, que está proibida, foi denunciado à Polícia Federal e ao Ministério da Agricultura, para que procedam à investigação.

A Anvisa também informou que será formado um grupo de trabalho (GT) para elaboração de material educativo direcionado a produtores, distribuidores, profissionais de extensão rural e consumidores. O grupo contará com representantes do Mapa, da Associação Brasileira de Supermercados e do Ministério da Saúde.

O Para passará a acompanhar oito novas culturas a partir deste ano. Os produtos selecionados são: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.

Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2008/04/23/ult4477u550.jhtm