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quinta-feira, 3 de abril de 2008

MULHERES NA AGROEOCOLOGIA

AMA- Articulação Mineira de Agroecologia

Boletim 01

Disponível: http://www.agroecologiamg.org.br/boletim/index.php

http://www.agroecologiamg.org.br/boletim/index.ph

Quantas vezes já ouvimos que a mulher deve cuidar dos filhos, da alimentação e dos afazeres domésticos, enquanto o homem deve trabalhar fora para ganhar o sustento da família? Várias vezes, provavelmente, já que esse modelo de família em que o homem é o provedor e, a mulher, responsável pelo trabalho doméstico se mantém na imaginação de muitos de nós.

Na verdade, isso reflete uma forma de dividir e dar valores diferentes ao trabalho desempenhado por homens e mulheres: a divisão sexual entre o trabalho produtivo e o reprodutivo.

O trabalho reprodutivo, ou seja, aquele que as mulheres realizam em casa - cuidado com os filhos, companheiros, pais e demais, para garantir alimento, água e bem-estar - é invisível ou não é considerado como trabalho, pois não gera renda.

Essa maneira de pensar não está muito distante da agricultura familiar. Constata-se que as mulheres agricultoras trabalham no preparo do solo, no plantio, na colheita, na criação de pequenos animais, entre outras atividades, mas as atividades realizadas pelas mulheres geralmente são vistas como “ajuda” ao trabalho do homem.

Na maioria dos casos, elas são responsáveis também pelo sustento alimentar das famílias, manutenção da biodiversidade, preservação das águas e das matas e, ainda assim, não são as principais beneficiadas, por exemplo, pelos programas de apoio à agricultura.

E na agroecologia? Como as mulheres se vêem e como são vistas?

Para entendermos melhor como as mulheres estão inseridas na agroecologia, o CTA em parceria com o Grupo de Trabalho sobre Gênero e Agroecologia (GT Gênero) e o Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Gênero da Universidade Federal de Viçosa (NIEG) está realizando uma pesquisa que busca responder essas questões através de encontros de mulheres, em que a pauta se fundamenta nas questões referentes ao universo feminino na agricultura familiar e na agroecologia.

A pesquisa começou no CTA, com a oficina de formação e capacitação de equipes locais de mulheres que serão as pesquisadoras nos municípios. O primeiro encontro de mulheres aconteceu em Divino, assim como a aplicação de questionários junto às famílias de agricultores das comunidades rurais. Além de Divino, a pesquisa será realizada em Acaiaca e Araponga.

Sitehttp://www.agroecologiamg.org.br/boletim/index.php

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