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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cientista relaciona uso de celular a desenvolvimento de tumores

Seg, 18 Fev, 11h44

Jerusalém, 18 fev (EFE).- O uso freqüente e prolongado do telefone celular contribui para o desenvolvimento de tumores benignos e malignos nas glândulas salivares, segundo uma pesquisa da cientista israelense Siegal Sadetzki, divulgado hoje no jornal "The Jerusalem Post".

Sadetzki, médica, epidemiologista e catedrática na Universidade de Tel Aviv, diz que quem usa o celular com freqüência tem uma chance 50% maior de desenvolver um tumor nas parótidas (glândulas situadas dos dois lados do rosto) do que aqueles que não usam o aparelho.

O maior risco se dá entre usuários freqüentes que moram em áreas rurais, já que os celulares precisam emitir maior radiação para compensar a escassez de antenas, segundo a pesquisa.

A pesquisadora chegou a essas conclusões - recentemente publicadas no "American Journal of Epidemiology" - após examinar 500 israelenses com tumores benignos e malignos nas glândulas salivares.

Sadetzki e sua equipe perguntaram ao grupo de pesquisados sobre como usavam o telefone celular e depois compararam os resultados com as respostas de 1.300 israelenses sem câncer.

A cientista destaca que queria que a amostra fosse israelense porque, "ao contrário de outros países, Israel adotou muito rapidamente a tecnologia móvel e desde então os israelenses se transformaram em grandes usuários de forma extraordinária".

"Essa população incomparável (de usuários da telefonia móvel) revelou que o uso de celulares tem uma relação com o câncer", algo difícil de provar por causa do longo período de latência de seu desenvolvimento, explica.

A cientista, que usa telefone celular, diz que é necessário "tomar precauções para diminuir a exposição e reduzir os riscos para a saúde".

Ela recomenda, por exemplo, usar acessórios para evitar colocar o aparelho na orelha o tempo todo, afastar o celular do corpo quando conversar ao telefone e evitar as intermináveis ligações e as chamadas prescindíveis.

Sadetzki também pede que os pais pensem melhor quanto a seus filhos terem celular, apesar de melhorar a comunicação.

"Parte da tecnologia que usamos atualmente traz riscos à saúde. A questão não é se vamos usá-la, mas como fazê-lo", ressalta.

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