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terça-feira, 31 de julho de 2007

9° SEMINÁRIO SOBRE CIÊNCIAS BÁSICAS EM HOMEOPATIA

foto28 E 29 DE SETEMBRO DE 2007 Local: Auditório Prof. Paulo Rodolfo Leopoldo

28 E 29 DE SETEMBRO DE 2007
Local: Auditório Prof. Paulo Rodolfo Leopoldo - Lageado - Unesp Botucatu SP.
Publico: Estudantes, profissionais, pesquisadores e professores.
Promoção: Departamento de Produção Vegetal - Setor Horticultura.
Inscrições: profissionais R$ 20,00 e estudantes R$ 10,00 por e-mail ou no próprio departamento.
Reserva de vagas: chicocamara@ fca.unesp. br - (14) 38117172. www.fca.unesp. br

O Seminário está programado para, aproximadamente, 150 participantes, entre estudantes, técnicos, professores, pesquisadores e população em geral.

Sua organização prevê um total de 15 horas de atividades, cujo principal escopo são as palestras gerais, com debate seqüencial.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Anvisa abre consulta pública sobre transgênicos

A pressão de setores do governo contra a atuação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) deixou os gabinetes e se transformou em confronto aberto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em consulta pública uma resolução que normatiza a avaliação da segurança de alimentos que contenham organismos geneticamente modificados (OGMs) - uma atividade que, pela Lei de Biossegurança, é da CTNBio. "Estão se aproveitando do vazio político nessa área para ganhar terreno", reagiu o presidente da CTNBio, Walter Colli.

A consulta pública da Anvisa propõe 119 questões que teriam de ser respondidas por empresas interessadas na liberação comercial de seus produtos. De posse das respostas, a Vigilância Sanitária faria seu parecer e o encaminharia ao Ministério da Saúde - que, por sua vez, levaria o assunto à CTNBio.

Oficialmente, a Anvisa afirma que a proposta é uma resposta à demanda social pela garantia de qualidade nos alimentos. Mas, entre cientistas, a iniciativa já foi apelidada como uma ação para criar uma espécie de "CTNBio do B", um novo braço de ala do governo interessada em dificultar o trabalho da comissão de biossegurança.

Colli afirma que não foi consultado sobre a criação de tal resolução. Nem mesmo informado. "Isso representa uma superposição de atribuições", diz. Para ele, a iniciativa da Anvisa é uma reação a duas vitórias conquistadas nos últimos meses por setores que não têm resistência prévia contra organismos geneticamente modificados - a redução do quórum para liberação comercial de transgênicos e a aprovação de um milho resistente a herbicidas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 24 de julho de 2007

SEMINÁRIO NACIONAL DE FORMAÇÃO EM AGROECOLOGIA

É com grande satisfação que convidamos para o SEMINÁRIO NACIONAL DE FORMAÇÃO EM AGROECOLOGIA, a se realizar de 24 a 27 de julho de 2007. O evento, promovido pela Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP-Botucatu e Instituto Giramundo Mutuando, dá seqüência, aprofunda e amplia os temas apresentados e debatidos durante o evento AGROECOLOGIA & PARTICIPAÇÃO POPULAR: Desenhando agroecossistemas sustentáveis e no II Encontro Internacional de Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, realizados respectivamente no ano de 2004 e 2005. O SEMINÁRIO tem como objetivos promover amplo debate e aprofundamento acerca de temas vinculados a Agroecologia e ao Desenvolvimento Rural Sustentável. Para mais informações acesse nossa página: www.mutuando.org.br ou entre em contato: tatiana@mutuando.org.br ou 14 38146878
Saudações agroecológicas,
Equipe Giramundo

quarta-feira, 18 de julho de 2007

NÃO aos transgênicos

Olá,

Ainda não foi dessa vez que a Bayer colocou na mesa dos brasileiros um milho transgênico. Apesar de ter passado pela CTNBio, o milho Liberty Link foi barrado pela Justiça brasileira. Essa batalha começou em novembro de 2006 ao realizarmos o primeiro protesto em frente à empresa.

Você que nos apoiou desde sempre, participando nas nossas ciberações e dando força aos pedidos do Greenpeace, foi fundamental para essa vitória! Por isso o Greenpeace precisa da sua ajuda para continuar nessa batalha!

As plantas transgênicas são resultado de cruzamentos que nunca ocorreriam na natureza. O milho da Bayer, por exemplo, surgiu do cruzamento com uma bactéria, para ser resistente ao agrotóxico da própria Bayer. Fique atento: os alimentos transgênicos podem ser prejudiciais a todos nós e ao planeta!

Vamos sempre acompanhar de perto as reuniões da CTNBio, garantindo que as decisões tomadas zelem pelo nosso meio ambiente e pela nossa saúde. Também vamos continuar distribuindo o Guia do Consumidor, informando a população sobre as empresas livres de transgênicos.

Sua ajuda é essencial para que o Greenpeace trabalhe para impedir os transgênicos de invadir as lavouras e a mesa dos brasileiros!

Obrigada por participar da nossa campanha!

Um forte abraço,

Gabriela Vuolo
Coordenadora da Campanha de Transgênicos

Junte-se a nós nessa luta! Vamos dizer NÃO aos transgênicos.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Os ingredientes de um milkshake de morango

Você sabe quais os ingredientes estão presentes em um milkshake de morango vendido nas cadeias de fast food?

Resportagem publicada no jornal inglês The Guardian diz que é o seguinte:

- leite e leite desnatado, açúcar, soro de leite, xarope de frutose de milho, goma de guaraná, monoglicerídeos e diglicerídeos, goma de celulose, fosfato de sódio, carrageninas (substância extraída de algas ou produzida sinteticamente, usada para formar géis, com aplicação inclusive na fabricação de pasta de dente), ácido cítrico, E129 (corante vermelho proibido em alguns países, também usado como corante de tintas utilizadas em tatuagens), e sabor artificial de morango.
E o que tem no Sabor Artificial de Morango? Segue a lista que o jornal publicou. Dá pra ver que são inúmeras substâncias químicas, cujos nomes dizem pouco a quem não é químico.

- amyl acetate, amyl butyrate, amyl valerate, anethol, anisyl formate, benzyl acetate, benzyl isobutyrate, butyric acid, cinnamyl isobutyrate, cinnamyl valerate, cognac essential oil, diacetyl, dipropyl ketone, ethyl butyrate, ethyl cinnamate, ethyl heptanoate, ethyl heptylate, ethyl lactate, ethyl methylphenylglycidate, ethyl nitrate, ethyl propionate, ethyl valerate, heliotropin, hydroxyphrenyl- 2-butanone (10% solution in alcohol), ionone, isobutyl anthranilate, isobutyl butyrate, lemon essential oil, maltol, 4-methylacetophenone, methyl anthranilate, methyl benzoate, methyl cinnamate, methyl heptine carbonate, methyl naphthyl ketone, methyl salicylate, mint essential oil, neroli essential oil, nerolin, neryl isobutyrate, orris butter, phenethyl alcohol, rose, rum ether, undecalactone, vanillin and solvent.

Vai encarar?

Veja a reportagem original do The Guardian:

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The 59 ingredients in a fast-food strawberry milkshake

To make one at home, you need four fresh ingredients. The processed version isn't so simple ...
Monday April 24, 2006
The Guardian

Britons now spend more than £52bn on food every year - and more than 90% of that money is spent on processed food. But the canning, freezing and dehydrating techniques used to process food destroy most of its flavour. Since the end of the second world war, a vast industry has arisen to make processed food taste good.

During the past two decades the flavour industry's role in food production has become so influential that many children now like man-made flavours more than the real thing. As marketing to children has become more and more important to processed food companies and fast food chains, flavourists have increased their efforts to discover what children like. The flavour companies constantly run "taste tests" for kids - focus groups in which new products are piloted.

Fresh fruit and vegetables often have complicated, unpredictable flavours that combine bitterness with sweetness. When flavourists create additives for adult foods, they try to imitate nature as closely as possible. When flavourists create additives for kids' foods, they usually get rid of the bitterness and increase the sweetness. Children's flavours are often twice as sweet as those made for adults.

"Children's expectation of a strawberry is completely different," says one flavourist. "They want something that is strong and that has something like bubblegum notes."

The phrase "artificial strawberry flavour" offers little hint of the scientific wizardry that can make a highly processed food taste like a strawberry. For example, if you wanted to make a strawberry milkshake at home, here's all you'd need: ice, cream, strawberries, sugar and a touch of vanilla.

Now take a look at the ingredients you might find in a fast-food strawberry milkshake: milkfat and nonfat milk, sugar, sweet whey, high-fructose corn syrup, guar gum, monoglycerides and diglycerides, cellulose gum, sodium phosphate, carrageenan, citric acid, E129 and artificial strawberry flavour.

And what does that "artificial strawberry flavour" contain?

Just these few yummy chemicals: amyl acetate, amyl butyrate, amyl valerate, anethol, anisyl formate, benzyl acetate, benzyl isobutyrate, butyric acid, cinnamyl isobutyrate, cinnamyl valerate, cognac essential oil, diacetyl, dipropyl ketone, ethyl butyrate, ethyl cinnamate, ethyl heptanoate, ethyl heptylate, ethyl lactate, ethyl methylphenylglycidate, ethyl nitrate, ethyl propionate, ethyl valerate, heliotropin, hydroxyphrenyl- 2-butanone (10% solution in alcohol), ionone, isobutyl anthranilate, isobutyl butyrate, lemon essential oil, maltol, 4-methylacetophenone, methyl anthranilate, methyl benzoate, methyl cinnamate, methyl heptine carbonate, methyl naphthyl ketone, methyl salicylate, mint essential oil, neroli essential oil, nerolin, neryl isobutyrate, orris butter, phenethyl alcohol, rose, rum ether, undecalactone, vanillin and solvent.

The chicken nuggets and hamburgers at fast food restaurants are usually the least profitable things on the menu. Selling French fries is profitable - and selling soft drinks is incredibly profitable. "We at McDonald's are thankful," a top executive once said, "that people like drinks with their sandwiches." Today, McDonald's sells more Coca-Cola than anyone else in the world.

The fast food chains buy Coca-Cola syrup for about 53p a litre. They add the syrup to bubbly water and serve it in a paper cup. A medium Coke that sells for 75p contains about 5p worth of syrup. Buying a large Coke for 85p instead, as the worker behind the counter always suggests, will add another 2p worth of syrup - and another 8p in pure profit.

Thanks in large part to the marketing efforts of the fast food chains, Americans now drink about twice the amount of soft drinks as they did 30 years ago. In 1975, the typical American drank about 120 litres of soft drinks a year. Today, the typical American drinks about 240 litres of soft drinks a year. That's well over 500 340ml cans of soft drink, per person, every year.

Even toddlers are now drinking soft drinks. About 20% of American children between the ages of one and two drink soft drinks every day.



segunda-feira, 9 de julho de 2007

Sumiço de abelhas no mundo intriga cientistas


Sem fazer alarde nem deixar pistas, abelhas de diversas regiões do planeta estão desaparecendo. Elas saem em busca de néctar e pólen e não retornam mais às suas colméias. Esse misterioso sumiço tem sido notado, nos últimos anos, nos Estados Unidos, no Canadá, em países da Europa e até no Brasil.

O problema é grave. Em termos ambientais, as abelhas são importantes polinizadores naturais. Ao levar o pólen de uma flor a outra, elas induzem a formação de frutos e sementes. Ou seja, são protagonistas na reprodução das plantas.

Em termos econômicos, esses insetos são os mais tarimbados produtores de mel na natureza. Além disso, são cada vez mais empregados na agricultura, polinizando lavouras de abacate, maçã, laranja, amêndoa e cenoura, por exemplo.

O sumiço das abelhas veio à tona no ano passado, nos EUA e no Canadá. No último outono do Hemisfério Norte, criadores que alugam enxames para agricultores se assustaram com um desaparecimento acima da média. Em poucos meses, o problema dizimou abelhas em metade dos 50 Estados americanos e em três províncias canadenses. Apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias.

Para uma melhor dimensão do estrago, o biólogo americano Edward O. Wilson amplia o mundo dos insetos à escala humana. “De certa maneira, é o Katrina da entomologia”, comparou ele, que é professor da Universidade Harvard, ao jornal Washington Post, citando o furacão que há dois anos matou pelo menos 1,5 mil pessoas nos EUA.

Os americanos batizaram o esvaziamento das colméias de desordem do colapso das colônias (CCD, na sigla em inglês). As razões da alta mortalidade, porém, continuam desconhecidas. Os cientistas estão correndo atrás de uma resposta, mas ainda não conseguiram passar das hipóteses. Talvez seja a intoxicação por inseticidas - cada vez mais usados na agricultura -, talvez a infecção por vírus e ácaros. Diante do mistério, não se descarta nem mesmo a radiação dos telefones celulares.

“Quando uma abelha melífera encontra algo interessante, o grupo inteiro vai junto. É por isso que é tão vulnerável, mais que uma abelha nativa”, explica o biólogo americano David De Jong, doutor em entomologia pela Universidade Cornell e professor de genética na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto.

Uma das dificuldades para apontar a origem da CCD é o fato de as abelhas sem vida serem encontradas dispersas, bem longe das colméias.


(Fonte: Ricardo Westin / Estadao.com.br)

Tem mais: que ligação isso poderia ter com transgênicos?

Walter Haefeker, o diretor da associação alemã de apicultura, especula que "além de vários outros fatores", o fato de plantas geneticamente modificadas, resistentes a insetos, atualmente serem usadas em 40% das plantações de milho americanas pode ter um papel. O número é muito menor na Alemanha -apenas 0,06%.

Haefeker já enviou a um pesquisador do Grupo de Trabalho para CCD um estudo realizado na Universidade de Jena, na Alemanha, entre 2001 e 2004. Os pesquisadores examinaram os efeitos do pólen de milho transgênico "Bt" sobre as abelhas. Um gene de uma bactéria do solo foi inserido no milho, que permitiu à planta produzir um agente que é tóxico a determinados insetos. O estudo concluiu que não havia evidência de "efeito tóxico do milho Bt em populações saudáveis de abelhas". Mas quando, por acaso, as abelhas usadas nas experiências foram infestadas por um parasita, algo estranho aconteceu. Segundo o estudo da Jena, "um declínio significativamente forte no número de abelhas" ocorreu entre os insetos que se alimentaram de uma ração altamente concentrada em Bt.

A Associação de Consumidores Orgânicos dos Estados Unidos também está investigando se as razões para o desaparecimento das abelhas está relacionado com pólen transgênico ou com a toxicidade de agrotóxicos usados nas lavouras.

Albert Einstein já dizia: "após quatro anos de sumiço das abelhas, a humanidade passará fome"!

Outras informações sobre o assunto: http://www.aspta.org.br


sexta-feira, 6 de julho de 2007

ÁRVORES TRANSGÊNICAS

Organizações participantes da reunião técnica da Convenção sobre Diversidade Biológica apresentaram dia 04/07 na França uma carta solicitando a proibição da liberação de árvores transgênicas. Dezenas de organizações assinam a carta, incluindo o MST. Segue abaixo versão em inglês.

A carta alerta que, apesar da recomendação de precaução aprovada em 2006 durante a COP 8 de Curitiba, vários países estão a todo vapor no desenvolvimento de árvores transgênicas, incluindo o Brasil. A onda de agrocombustíveis tem sido utilizada como justificativa para o desenvolvimento de árvores transgênicas.

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Open letter to SBSTTA on the issue of GM trees

The undersigned participants of SBSTTA or of meetings leading up to SBSTTA wish to share their concerns about the issue of genetically modified trees within the process of the Convention of Biological Diversity. As you know, the last Conference of the Parties passed Decision VIII/19, which recognized “the uncertainties related to the potential environmental and socio-economic impacts, including long-term and transboundary impacts, of genetically modified trees on global forest biological diversity, as well as on the livelihoods of indigenous and local communities, and given the absence of reliable data and of capacity in some countries to undertake risk assessments and to evaluate those potential impacts”.

Among other things, it recommended Parties “to take a precautionary approach when addressing the issue of genetically modified trees”.

The above recommendation seems to have been basically ignored by a number of countries, where either official research centers or private companies continue carrying out work on genetic modification of trees and are even planning to carry out field trials, such as the current case of the company ArborGen, which is seeking permission for field trials of flowering eucalyptus trees in the US.

Research in genetic modification of trees is currently being carried out –disregarding the COP’s decision- in at least the following countries Australia, Brazil, Canada, Chile, China, Finland, France, Germany, Japan, New Zealand, Portugal, Spain, Sweden, United Kingdom and United States.

Given that the COP8 Decision gave SBSTTA the task of assessing “the potential environmental,

cultural, and socio-economic impacts of genetically modified trees on the conservation and sustainable use of forest biological diversity, and to report to the ninth meeting of the Conference of the Parties”; and given that the rush to produce biofuels is being used to promote the rapid commercial development of genetically modified trees, we appeal to SBSTTA to:

-insist on compliance by all countries with the precautionary principle as agreed upon at COP8

-recommend a ban on GM trees on the basis of their potential impacts on forest biological diversity

Global Justice Ecology Project

World Rainforest Movement

Global Forest Coalition

Sobrevivencia/FOE Paraguay

STOP GE Trees Campaign, North America

NOAH-Friends of the Earth Netherlands

Africa-Europe F & J Network

Friends of the Earth Europe

Friends of the Earth Malaysia

CENSAT-Aguaviva FOE Colombia

(more)

Indigenous Information Network, Kenya

Nordre Folkcenter for Renewable Energy, Denmark

Friends of the Siberian Forests, Russia

CELCOR/FOE Papua New Guinea

Pro REGENWALD, Germany

Robin Wood, Germany

Friends of the Earth—England, Wales and Northern Ireland

Consumers Association of Penang, Malaysia

Comision Intereclesiastica de Justicia y Paz, Colombia

Consejo Comunitario de la Cuenca del Currarado

Ole Siosiomaga Society Incorporated (OLSSI) Samoa

Fundación para la Promocion del Conocimiento Indigena, Panama

ICTI-Tanibar, Indonesia

PIPEC, Pacific Indigenous Peoples Environment Coalition, New Zealand

FERN

International Alliance of the Indigneous and Tribal Peoples of the Tropical Forests

Corporate Europe Observatory

Greenpeace International

Ecologica Movement BIOM, Kyrgyzatan

CORE – Centre for Organization Research & Education, Northeast Region India

EQUATIONS

Ecological Society of the Philippines

Timberwatch Coalition, South Africa

Forest Peoples Programme, UK

MST – Brazil’s Landless Workers’ Movement

Viola, Russia

Ecoropa, Germany

ETC Group

Asociación Indígena Ambiental

Umwelt-und Projehtwerhstatt, Germany

Global Environment Centre, Malaysia

Washington Biotechnology Action Council, U.S.

BUKO Campaign against Biopiracy, Germany

The Gaia Foundation, UK

HATOFF Foundation, Ghana

Tebteba Foundation, Philippines

Nature Tropicale, Benin (West Africa)

Jeunes Volontairs pour l’Environnement, Togo

Biofuelwatch, UK

Bangladesh Indigenous Peoples Forum

NABU – Nature and Conservation Union, Germany

BUND – Friends of the Earth Germany

Indigenous Network on Economics and Trade, Canada


quinta-feira, 5 de julho de 2007

Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

FORTALEZA – A III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, instância que, dentro da política de macrodebates setoriais do governo, deve elaborar as propostas relativas às políticas públicas que garantam a produção e o acesso adequado ao alimento de qualidade no país, foi aberta no final da tarde de terça-feira (3) pelo presidente Lula, em Fortaleza, e está se configurando como um interessante retrato da relação do governo com a sociedade civil no quesito políticas sociais.

Para abrir o evento com um impacto positivo, Lula anunciou duas medidas de incremento de carros-chefe de sua agenda social: o reajuste do Bolsa Família em 18,25% – o valor sobe de R$ 50 para R$ 58 – e a inclusão dos alunos de ensino médio como beneficiários da merenda escolar. Também prometeu mais investimentos no programa Luz para Todos, e garantiu que “até 2010, vamos acertar com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) a instalação da rede de esgoto e água potável em 90% das comunidades indígenas e em pelo menos metade das terras quilombolas”.

Com cerca de dois mil participantes de todo o país – representantes de diversas organizações ligados ao tema da segurança alimentar, indígenas, quilombolas, assentados etc –, a Conferência recebeu positivamente o discurso do presidente, mas, de acordo com o documento-base que pautará os debates do encontro nos próximos três dias, quer ir muito além das políticas sociais nas negociações com o governo. Ou seja, o que a Conferência cobra do Executivo é a incorporação dos objetivos de segurança alimentar e nutricional na definição da estratégia nacional de desenvolvimento.

O primeiro princípio a ser adotado na política nacional de segurança alimentar, de acordo com o documento do evento, é “garantir a todos alimentação adequada e saudável, conceituada como a realização de um direito humano básico”, que deve atender aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e sabor, e “às formas de produção ambientalmente sustentáveis, livre de contaminantes físicos, químicos e biológicos e de organismos geneticamente modificados”.

Incluída já na conceituação de “alimentação adequada”, a rejeição aos transgênicos é um dos itens que, desde a última Conferência do setor, ocorrida em 2004, contrapõe a sociedade civil ao governo e promete esquentar os debates. Neste item específico, a Conferência quer a revisão da Lei de Biossegurança, “com impedimento à produção e comercializaçã o de alimentos transgênicos, uma vez que ameaçam a soberania alimentar dos povos, causam danos irreversíveis ao meio ambiente, prejudicam a saúde e inviabilizam a agricultura familiar, por manter o controle das sementes nas mão de grandes empresas”.

Outro ponto polêmico no qual o governo e a Conferência podem se chocar é o projeto de transposição do São Francisco. Ao mencionar a questão em seu discurso de abertura, o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) recebeu uma vaia da plenária. O documento base pede um debate mais amplo e maior investimento na revitalização - incluindo a realização de um plebiscito no semi-árido setentrional –, mas, entre boa parte dos delegados da Conferência, o posicionamento contrário ao projeto parece predominante.

Por fim, os agro ou biocombustíveis também serão um tema polêmico. Cuidadoso, a princípio o documento-base da Conferência não arrisca um juízo sobre um possível prejuízo que a produção de alimentos sofrerá com o incremento do uso do solo agriculturável na produção de energia, mas cobra um controle dos acordos bilaterais para que não haja interferência no abastecimento interno de alimentos. O tema é um dos principais pontos de debate do evento, que deverá apresentar, nesta sexta, um posicionamento mais claro.

Peso político
Grosso modo, a Conferência enfatiza grande parte da demandas dos movimentos sociais do campo, como mais investimentos na produção familiar, agroecológica e soberana de alimentos, e reforça as críticas ao modelo agroindustrial hegemônico no país, principal responsável pela concentração de terras e pela exclusão social na área rural.

Em seus discursos, porém, os membros do governo, como Patrus Ananias e o ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), apesar de manifestar apoio a agendas a limitação do tamanho de terras, a atualização dos índices de produtividade, a expropriação de terras onde foi detectado trabalho escravo (Patrus), e críticas ao latifúndio e às monoculturas (Cassel), advertem que a correlação de forças externas e internas no governo são o verdadeiro fiel da balança no estabelecimento das políticas de Estado. Ou seja, é preciso levar em conta a existência de interesses conflitantes, e há que se negociar o possível.

”É importante que conflitos de interesses seja explicitados e que não simplifiquemos os debates. Vamos sonhar alto, mas com os pés no chão”, advertiu o ministro Patrus. E concluiu: “O agronegócio existe e tem poder. Temos que colocar os limites. Limites são fundamentais, mas não estamos [os movimentos sociais] sozinhos, existem outros interesses com poder”.

Questionado sobre o peso real das deliberações da Conferência na definição de políticas de Estado, Patrus ponderou que tanto a Conferência quanto o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea, composto por 17 ministérios e por representantes da sociedade civil, e responsável pelo encaminhamento das deliberações da Conferência junto ao Executivo) têm caráter consultivo e não deliberativo.

”O governo tem a responsabilidade de compor diferentes interesses, e o Consea não pode substituir os espaços institucionais, como o Congresso Nacional”, pondera, mas acrescenta: “o Consea tem muita força”. Perguntado ainda se, pessoalmente, enquanto secretário do Consea e ministro, defenderá as decisões da Conferência no governo, Patrus afirmou que será um aliado das decisões dos delegados, preservando, porém, seus posicionamentos políticos.

Depois da última Conferência, ocorrida em 2004, movimentos ligados à Via Campesina, como o MST, deixaram o debate argumentando que o governo desconsiderou grande parte das deliberações, principalmente ao legalizar o plantio de culturas transgênicas, cujo banimento havia sido deliberado na Conferência.

Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional e professor da UFRRJ, o economista Renato Maluf, relator do Consea, considera o Conselho um espaço em que os conflitos de interesse do próprio governo são explicitados. No quesito eficácia, apesar de ter sido eficiente nas elaborações de propostas, no acolhimento e na execução das deliberações da sociedade civil, o Consea deixa a desejar. Segundo Maluf, é possível que a constituição do Conselho interministerial dê mais agilidade às políticas de segurança alimentar, uma vez que sua função é recolher contribuições e propostas de políticas e transformá-las em programas de governo, mas, sobre as deliberações da Conferência, o executivo “pode aceitar ou não e quem resolve é a política”.

Fonte: Verena Glass - Carta Maior


quarta-feira, 4 de julho de 2007

V Congresso Brasileiro de Agroecologia - Prazo Ampliado

Estimados

Por solicitação da Comissão Organizadora do V Congresso Brasileiro de Agroecologia, que acontecerá de 1º a 4 de outubro de 2007, em Guarapari, estado do Espírito Santo, queremos informar que o prazo para a submissão de trabalhos foi ampliado para 15 de julho. Outras informações sobre o V CBA-Agroecologia poderão ser obtidas no site http://agroecologia.incaper.es.gov.br/congresso

Atenciosamente,

José Antônio Costabeber
Associação Brasileira de Agroecologia

segunda-feira, 2 de julho de 2007

I COLÓQUIO INTERNACIONAL DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL

Nos dias 22 a 25 de agosto de 2007 na Universidade Federal de Santa Catarina, no município de Florianópolis.

No Brasil, a elaboração do conceito de desenvolvimento territorial vem sendo efetivada, de certa forma, à margem da tomada de consciência do agravamento progressivo da crise socioambiental á e do esforço de experimentação coordenada com o enfoque de ecodesenvolvimento - entendido como um novo enfoque de planejamento e gestão participativa apoiado no paradigma sistêmico. Como se sabe, este último foi gestado nas reuniões preparatórias da Conferência de Estocolmo, em 1972, consolidando-se por ocasião da Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro em 1992.

Levando em conta a existência dessa defasagem, sem dúvida surpreendente, este colóquio está sendo organizado visando estimular o debate a integração progressiva desses dois conceitos e também sobre os pré-requisitos de viabilidade de um programa de longo fôlego de pesquisas comparativas sobre a problemática do desenvolvimento territorial sustentável em nosso País.

Os organizadores pressupõem que o debate acerca da sustentabilidade ao mesmo tempo ecológica e social das novas estratégias de desenvolvimento tem sido amplamente difundido na mídia após a Cúpula da Terra. As pesquisas sobre o tema vêm se consolidando gradualmente na comunidade científica, embora persistam inúmeras controvérsias de natureza epistemológica, ideológica e político-institucional. Todavia, o mesmo não pode ser afirmado no que diz respeito à construção do conceito de desenvolvimento territorial, cujas bases teórico-metodológicas não foram ainda suficientemente aprofundadas. A articulação das duas noções encontra-se ainda em estágio embrionário, refletindo-se na fragmentação das iniciativas que têm sido conduzidas nos últimos anos pelos governos, pelas empresas e pela sociedade civil organizada.

A conexão com a noção de sustentabilidade ecológica e social das estratégias de desenvolvimento é vista aqui, portanto, como uma dimensão crucial a ser levada em conta daqui em diante. O debate sobre políticas públicas de desenvolvimento territorial necessita levar em conta o peso das diferentes percepções e dos conflitos de interesse relativos aos modos de apropriação e uso do patrimônio natural e cultural, bem como da complexidade envolvida nas interrelações entre os seres humanos e o meio ambiente biofísico e construído.

Além disso, a revisão da literatura que resgata o contexto da emergência e a trajetória de elaboração progressiva do conceito de desenvolvimento territorial indica a predominância de um viés economicista tanto nas análises quanto nas intervenções concretas. Dito de outra forma, a persistência desse quadro está exigindo a concentração de esforços voltados para o enfrentamento de desafios não só de natureza conceitual-teórica e metodológica, mas também daqueles relacionados à concepção e à implementação de políticas públicas alternativas.

De forma ainda incipiente, estes desafios vêm sendo assumidos tanto por formuladores e gestores de políticas públicas, como por pesquisadores e agentes de desenvolvimento. No primeiro caso, destacam-se os esforços de coordenação envolvendo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A Diretoria de Gestão Ambiental e Territorial do primeiro e a Secretaria de Desenvolvimento Territorial do segundo estão engajados atualmente na busca de articulação de suas políticas afins. Esse tipo de parceria não ocorre com freqüência no âmbito da esfera estatal, mesmo quando as interfaces entre os diferentes setores são percebidas com nitidez.

No âmbito acadêmico, diversos pesquisadores têm direcionado seus esforços no sentido de uma compreensão mais profunda das dinâmicas territoriais de desenvolvimento, à luz do novo paradigma sistêmico. É o caso das equipes interdisciplinares vinculadas à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA). Desde 2003, os grupos atuando na UFSC e na UFCG vem empreendendo estudos sobre as potencialidades e obstáculos associados à promoção de estratégias de desenvolvimento territorial sustentável em diferentes regiões dos estados de Santa Catarina e da Paraíba. A formulação de um modelo de análise sistêmica que leva em conta os termos de referência do enfoque "clássico" de ecodesenvolvimento; a realização de estudos de caso com ambição comparativa, o exercício da prospectiva territorial e a concepção de um programa-piloto de capacitação de agentes de desenvolvimento territorial sustentável fazem parte da agenda desse coletivo interdisciplinar.

Na condução dessas atividades, essa equipe conta com a colaboração de pesquisadores vinculados aos Centros de Ciências Agrárias, de Filosofia e Ciências Humanas e de Economia da UFSC, além de parceiros vinculados a diversas instituições francesas especializadas na temática do desenvolvimento territorial - a exemplo do Département d'Aménagement de l'Ecole Polytechnique da Universidade de Tours, em particular da equipe do laboratório Cité, Territoire, Environnement, Sociétés (CITERES), além do Institut de Géographie Alpine da Universidade de Grenoble, do Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (CIRAD), do Institut National de la Recherche Agronomique (INRA) e do Centro Internacional de Pesquisa e Informação sobre a Economia Pública, Social e Cooperativa (CIRIEC).

A organização do colóquio foi assumida como um item de importância decisiva no processo de avaliação regular deste esforço de pesquisa. Além da coleta de elementos teóricos e metodológicos capazes de auxiliar na identificação de complementaridades e lacunas, tendo em vista a maturação progressiva do enfoque interdisciplinar-sistêmico de desenvolvimento territorial sustentável, pretende-se submeter os resultados parciais já alcançados a uma discussão ampla envolvendo especialistas brasileiros, franceses e canadenses. Está prevista ainda a edição de uma coletânea reunindo artigos inéditos a serem encomendados aos palestrantes e debatedores convidados, além de uma exposição de posters selecionados sobre projetos de pesquisa afins (inclusive dissertações e teses) que vêm sendo desenvolvidos atualmente no estado de Santa Catarina.

Instituições promotoras:

  1. Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política (PPGSP) e Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PPAGR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);
  2. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ);
  3. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG);
  4. École Polytechnique de l'Université de Tours (França); Laboratoire CITERES- Cité, Territoire, Environnement, Sociétés;
  5. Centro Internacional de Pesquisa e Informação sobre a Economia Pública, Social e Cooperativa (CIRIEC);
  6. Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (CIRAD);
  7. Institut de Géographie Alpine - Université Joseph Fourier de Grenoble (France);
  8. Institut National de Recherche Agronomique (INRA); UMR Economie Publique (France);
  9. Centre de Recherche sur le Développement Territorial (CRDT-Canada).

Instituições apoiadoras:

Capes, Cofecub, Embaixada Francesa no Brasil, Nead/MDA e SDT/MDA.

As inscrições para participação do I Colóquio Internacional sobre Desenvolvimento Territorial Sustentável são gratuitas, e deverão ser feitas por meio do formulário até 3 de agosto de 2007 pelo site do evento (http://www.cidts.ufsc.br) bem como a inscrição de 50 banners (que serão aceitos até dia 15 de Julho. O prazo para divulgação dos trabalhos aprovados é 30 de Julho). Para maiores informações entrar em contato com o Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente e Desenvolvimento (NMD) no telefone (48) 3721-8610.